O brasileiro abraçou de vez a inteligência artificial. Uma pesquisa encomendada pelo Google ao instituto Ipsos revela que 71 % dos usuários no país já utilizam IA para trabalho ou aprendizado, superando com folga a média global de 62 %. O salto é expressivo: em 2023, o índice era 46 %, o que indica crescimento de 25 % em apenas um ano.
O que mudou na prática?
Antes vista como curiosidade para entreter, a IA passou a ser ferramenta de produtividade. Aprender novos conteúdos (79 %) e executar tarefas profissionais (75 %) agora lideram o ranking de uso, relegando o entretenimento a segundo plano. Ou seja, chatbots, tradutores automáticos e geradores de apresentações deixaram de ser “brincadeira” e viraram aliados na rotina de estudo e trabalho.
Professores e estudantes puxam a fila
A adoção é mais alta entre professores (80 %) e estudantes (79 %), grupos que já perceberam o potencial da IA em processos educacionais. Ferramentas como Gemini, ChatGPT, Copilot e assistentes baseados em modelos de linguagem ajudam a preparar aulas, criar planos de estudo e esclarecer dúvidas em segundos.
Por dentro dos números: quem usa mais?
- Idade: jovens com menos de 35 anos lideram, impulsionados pela familiaridade digital.
- Renda: camadas de alta renda têm maior acesso, evidenciando a necessidade de democratizar a tecnologia.
Esse recorte reforça a importância de políticas públicas que ampliem conectividade e capacitação para equilibrar oportunidades.
Entusiasmo versus insegurança no mercado de trabalho
O otimismo ainda é maioria (49 % acreditam em impacto positivo), mas caiu em relação ao ano passado. Já o percentual dos que veem risco de substituição subiu para 32 %. O paradoxo evidencia uma tensão: ao mesmo tempo em que a IA eleva a produtividade, aumenta o receio de automação de tarefas repetitivas.
Como o usuário pode se preparar?
Para tirar o máximo proveito da IA — sobretudo de soluções que rodam localmente, como modelos open-source do tipo Llama ou Mistral —, vale ficar atento a três pilares:
Imagem: William R
- Hardware adequado — GPUs dedicadas (por exemplo, linhas NVIDIA RTX ou AMD Radeon) aceleram inferência de modelos e reduzem custos de nuvem.
- Periféricos ergonômicos — Teclados mecânicos e mouses de alta precisão otimizam interação com ferramentas de IA que exigem prompts extensos.
- Capacitação contínua — Cursos de prompt engineering, mineração de dados e fundamentos de machine learning ajudam a transformar curiosidade em vantagem competitiva.
Por que isso importa agora?
Com a chegada dos PCs “AI-ready” — notebooks equipados com NPUs dedicadas (Intel Core Ultra, AMD Ryzen AI, Apple Silicon) —, o tema vai ganhar ainda mais força em 2024. Quem já domina as ferramentas largará na frente no ambiente acadêmico e profissional.
No fim das contas, a pesquisa confirma: o Brasil não está apenas consumindo inteligência artificial, mas moldando-a para solucionar problemas reais. Para quem acompanha tecnologia, é hora de ajustar o setup, reforçar habilidades e ficar de olho nas próximas inovações que transformarão a forma de trabalhar e aprender.
Com informações de Hardware.com.br