Já pensou em perguntar ao ChatGPT qual o melhor roteiro de fim de semana em vez de abrir aquele grupo de WhatsApp com seus amigos? Para quase metade dos viajantes da Geração Z e dos Millennials isso já é realidade. De acordo com o relatório WOW! Turismo do Futuro 2026, elaborado pelo KAYAK em parceria com o TikTok, 47% desse público afirma confiar mais nas recomendações de Inteligência Artificial do que nas dicas de conhecidos ou influenciadores.
Por que a IA virou a “melhor amiga” do viajante?
O levantamento ouviu 14 mil pessoas em vários países – 1.543 delas no Brasil – e cruzou as respostas com bilhões de buscas na plataforma de viagens, além de tendências captadas no TikTok. O argumento principal dos entusiastas é simples: as ferramentas de IA conseguem compilar múltiplas fontes de dados em segundos, entregando itinerários atualizados, preços dinâmicos e até informações meteorológicas em tempo real. Não por acaso, 31% dos entrevistados consideram as sugestões algorítmicas mais precisas e recentes do que aquelas enviadas em mensagens privadas.
Viagens curtas, ritmo lento e destinos “fora do radar”
As mudanças de comportamento não param na escolha da IA. O relatório mostra que 64% dos respondentes devem fazer várias viagens curtas (1 a 4 dias) em vez de férias longas. A hashtag #weekendgetaways cresceu 60% no TikTok, enquanto #slowtravel explodiu 330% em 2025, sinalizando a busca por experiências menos apressadas.
Nesse movimento, 87% da Gen Z e 83% dos Millennials preferem lugares que ainda não estouraram nas redes sociais. A tag #hiddengems subiu 50%, e cidades menores ou destinos de interior ganham espaço: 84% veem nesses locais uma alternativa aos grandes centros por serem mais baratos, menos lotados e, principalmente, mais autênticos.
Planejamento financeiro: “reserve agora, pague depois”
Orçamento apertado não impede a mochila nas costas: 33% da Gen Z e 35% dos Millennials dizem que o parcelamento no cartão ou o crédito sem juros serão decisivos para definir quantas viagens caberão no calendário de 2026. Ou seja, a flexibilidade de pagamento está tão importante quanto encontrar o voo ideal.
Impacto para quem ama tecnologia (e bons gadgets)
Para navegar nesse novo cenário, dispositivos capazes de rodar assistentes baseados em IA sem engasgos se tornam aliados. Notebooks com chips dedicados a processamento neural, como os novos Apple M3 e Intel Core Ultra, podem gerar roteiros offline no aeroporto, enquanto smartphones com Snapdragon 8 Gen 3 já incluem modelos generativos embarcados, economizando dados em viagens internacionais.
Imagem: William R
Mesmo quem prefere usar alto-falantes inteligentes como o Amazon Echo Pop pode pedir à Alexa para criar um cronograma de atrações ou checar a previsão antes de colocar o pé na estrada. E se a ideia é aproveitar o “slow travel” ouvindo boa música, fones com cancelamento de ruído, como o Sony WH-1000XM5 ou o Apple AirPods Pro 2, ganham relevância para transformar aquele trem lotado em uma experiência imersiva.
Vale a pena confiar na IA?
Ferramentas como ChatGPT, Google Gemini ou o próprio KAYAK assistido por IA conseguem comparar milhares de preços, horários de voos e avaliações de hotéis em segundos. A dica é combinar o melhor dos dois mundos: use a IA para o planejamento macro – evitando armadilhas como overbooking ou voos caros – e recorra à experiência de amigos para dicas pontuais de restaurantes imperdíveis ou passeios locais.
No fim das contas, a decisão de viagem continua sendo pessoal. Mas a geração que nasceu conectada mostra que, se a Inteligência Artificial oferece conveniência e economia de tempo, ela rapidamente se torna a “consultora” preferida para transformar feriados prolongados em memórias inesquecíveis.
Com informações de Hardware.com.br