Se você planeja trocar de TV em 2026, vale ficar de olho no novo padrão Dolby Vision 2. A atualização do formato HDR — revelada na última CES — já tem três fabricantes confirmadas: TCL, Hisense e Philips. Por outro lado, nomes de peso como LG, Samsung, Sony e Panasonic ainda não embarcaram (ou sequer sinalizaram interesse), criando um cenário de fragmentação que pode influenciar quem busca a melhor imagem para filmes, séries e jogos.
O que muda com o Dolby Vision 2?
A segunda geração do Dolby Vision mantém a base de dynamic metadata, mas traz:
- Mais zonas de luminância para mapeamento de brilho quadro a quadro;
- Suporte a picos acima de 4.000 nits, preparando as TVs Mini-LED mais brilhantes;
- Pipeline otimizado de baixa latência para jogos em 4K/120 Hz (VRR inclusive);
- Compatibilidade com Dolby Vision IQ Gen 3, que ajusta a imagem ao ambiente em tempo real.
Na prática, isso significa contraste mais preciso e cores melhor calibradas, sobretudo em cenas escuras de conteúdo HDR. Para gamers, o input lag tende a cair alguns milissegundos, somado ao suporte oficial de tone mapping para consoles de nova geração.
Quem já confirmou suporte na linha 2026
Hisense foi a pioneira, anunciando no ano passado que a série ULED X (2026) virá pronta para Dolby Vision 2 de fábrica. Agora, na CES, duas novas fabricantes se juntaram:
TCL – Toda a linha SQD Mini-LED, incluindo a flagship X11L, receberá a função por atualização de software logo após o lançamento. A popular Série C, conhecida pelo custo-benefício, também foi listada.
Philips – A empresa adiantou que as novas OLED811, OLED911 e OLED951 sairão da caixa com o formato ativo, mantendo o diferencial do Ambilight combinado ao HDR premium.
E a LG? Decisão polêmica
Surpreendentemente, LG confirmou que não pretende adotar o Dolby Vision 2 em 2026. Segundo David Park, diretor de estratégia de produto da marca nos EUA, as recém-anunciadas séries OLED W6, G6 e C6 permanecerão no Dolby Vision tradicional e no HDR10. O recuo levanta dúvidas sobre possíveis atualizações de firmware ou um suporte apenas em 2027.
Samsung dobra a aposta no HDR10+ Advanced
Já a Samsung segue a linha própria: nada de Dolby em 2026. A gigante sul-coreana prepara o HDR10+ Advanced, evolução do seu padrão aberto, prometendo metadados dinâmicos de nova geração. A estratégia é manter independência — algo que agrada estúdios que querem evitar royalties extras.
Imagem: Internet
Sony e Panasonic ainda em silêncio
As japonesas preferiram não cravar posição. A Sony deve apresentar sua linha BRAVIA 2026 entre março e abril, enquanto a Panasonic adiou qualquer anúncio. Ambas, no entanto, já suportam o Dolby Vision atual e poderiam adotar a v2 por simples atualização de chipset, se quiserem.
O que isso significa para sua futura compra?
• Se você procura o melhor HDR para streaming e quer ficar “à prova de futuro”, TVs TCL, Hisense ou Philips 2026 podem entregar a experiência mais completa.
• Quem é fã das OLEDs da LG deve avaliar se o Dolby Vision “antigo” e o forte pós-processamento da marca continuam suficientes.
• Caso você priorize consoles Xbox Series X ou PS5, o ganho de latência do Dolby Vision 2 pode pesar — mas vale lembrar que o Xbox já conversa bem com HDR10 e Dolby Vision 1.0.
• Se prefere a abordagem aberta da Samsung, o HDR10+ Advanced deve aparecer em serviços de streaming parceiros (Prime Video, YouTube) antes mesmo do Dolby Vision 2 ganhar tração.
Padrões HDR: distância de uma padronização total
O mercado entra em 2026 dividido entre Dolby Vision 2, HDR10+ Advanced e Dolby Vision 1.0. Para o consumidor, a dica é conferir o logotipo na caixa e confirmar nos sites oficiais se o modelo escolhido receberá (ou não) atualização. Afinal, um firmware pode transformar completamente a qualidade da imagem — e o valor de revenda da sua futura TV.
No fim das contas, quem adotar o Dolby Vision 2 primeiro terá um diferencial competitivo claro nas vitrines, mas a resistência de marcas tradicionais mostra que a guerra dos padrões HDR ainda está longe do capítulo final.
Com informações de Mundo Conectado