A Meta — dona do Facebook, Instagram e WhatsApp — acaba de abrir a carteira: a companhia fechou a compra da Manus, uma das startups de inteligência artificial mais badaladas do momento, por aproximadamente US$ 2 bilhões. O valor astronômico sinaliza não só o apetite de Mark Zuckerberg por IA generativa, mas também o tamanho da disputa contra gigantes como Google (Bard/Gemini) e OpenAI (ChatGPT).
Por que a Manus ficou famosa tão rápido?
Fundada em Singapura por ex-empreendedores chineses, a Manus ganhou os holofotes após divulgar um vídeo em que um agente de IA conduzia desde entrevistas de emprego até análises de ações da bolsa — tudo em tempo real e com uma fluidez que lembrou cenas de ficção científica. O buzz se refletiu nos números: a empresa revelou ter ultrapassado US$ 100 milhões em receita anual recorrente, mesmo cobrando entre US$ 39 e US$ 199 por mês de cada usuário. São “vários milhões” de assinantes segundo a própria Manus, algo incomum para um serviço de IA tão jovem.
Como Meta e Manus vão trabalhar juntas?
De acordo com fontes ouvidas pelo TechCrunch, a Manus seguirá operando de forma independente, preservando sua cultura de inovação. A grande sacada está na sinergia: os agentes de IA da Manus serão integrados ao ecossistema da Meta, chegando primeiro ao WhatsApp, Instagram e Facebook. Na prática, isso significa que, em breve, você poderá:
- Agendar reuniões ou criar posts inteiros via comando de voz no WhatsApp;
- Gerar descrições otimizadas para Reels no Instagram;
- Receber resumos de grupos e páginas no feed do Facebook, poupando rolagens intermináveis.
O que muda para quem joga, programa ou trabalha em home office?
Embora a compra não envolva diretamente hardware como mouses gamer, teclados mecânicos ou placas de vídeo — temas que costumamos cobrir —, ela impacta o fluxo de trabalho de quem usa a suíte de apps da Meta. Imagine receber dicas de overclock para sua GPU via Messenger ou pedir ao WhatsApp que otimize a iluminação RGB do teclado para sessões noturnas de game: pode parecer futurista, mas a Manus demonstra que esse tipo de conversa natural com a máquina está cada vez mais perto.
Questões políticas e a origem chinesa
Nos EUA, parlamentares já levantam a sobrancelha para o fator geopolítico. A Meta garantiu que, após a aquisição, a Manus não terá acionistas chineses nem operações na China. O movimento é visto como uma cartada para evitar restrições semelhantes às enfrentadas pelo TikTok, cujo controle chinês está no centro de críticas de segurança nacional.
Meta acelera na corrida da IA
Desde o anúncio do Llama 2, seu modelo de linguagem aberto, a Meta se posiciona como “o player que democratiza a IA”. A compra da Manus entrega dois trunfos: tecnologia proprietária pronta para produção e, talvez mais importante, um fluxo sólido de receita. Em comparação, o ChatGPT levou cerca de dois meses para chegar a um milhão de usuários; a Manus atingiu essa marca em semanas, pagantes.
Imagem: Viktor Erikss
Para onde olhar agora
• Se você é criador de conteúdo, acompanhe os testes de ferramentas da Meta que prometem gerar roteiros completos para vídeos.
• Empresas de e-commerce deverão observar APIs que automatizam atendimento via Instagram Shopping.
• Entusiastas de PC podem ficar atentos a eventuais parcerias com fabricantes de hardware para integração nativa de IA em periféricos — uma tendência já vista em mouses e headsets com chips dedicados.
No curto prazo, a maior transformação será a introdução de bots conversacionais nos apps que já fazem parte do seu dia a dia. E, quando essa IA sugerir o upgrade perfeito de placa de vídeo ou aquele teclado com switches hot-swap, lembre-se: você viu a mudança começar aqui.
Com informações de Computerworld