Imagine abrir a mochila, retirar uma folha de vidro com menos de 1 cm de espessura e, em segundos, ampliar a tela do seu celular para assistir àquela série no hotel ou revisar planilhas no café. Essa é a proposta da ONZE, conceito apresentado pela designer sul-coreana Seojin Lee: um monitor OLED transparente que une portabilidade de tablet, áudio 3D e comando por gestos em um único gadget.
Por que a ONZE chama tanta atenção?
Monitores portáteis não são novidade — modelos como o ASUS ZenScreen ou o Lenovo ThinkVision M14 já ajudam profissionais remotos há alguns anos. A diferença está no painel OLED totalmente transparente, tecnologia que até agora só aparecia em protótipos de TVs de luxo da LG ou vitrines inteligentes. A transparência permite que a tela se integre visualmente ao ambiente, servindo tanto como quadro decorativo quanto como monitor secundário.
Design pensado para o trabalho híbrido
O conceito da ONZE gira em torno da mobilidade. A tela, em proporção 16:9 e tamanho semelhante a um notebook de 15 pol, dobra-se em uma base própria. Essa base integra:
- Alto-falantes com áudio espacial 3D, prometendo imersão em filmes e games.
- Trackpad embutido, eliminando a necessidade de mouse quando você está longe da mesa.
- Dobradiça de dupla articulação com sistema free-stop, que permite posicionar o display em qualquer ângulo, na horizontal ou vertical.
Gestos no ar e sensores inteligentes
Na moldura superior, um dial multifuncional concentra três sensores:
- Sensor R (infravermelho) para detecção de movimentos.
- Sensor ToF (Time of Flight) que mede distância e interpreta gestos.
- Sensor de luz ambiente para ajuste automático de brilho.
Na prática, você poderia aumentar o volume, alternar entre apps ou controlar a quantidade de widgets exibidos apenas girando ou movendo a mão no ar — recurso que lembra o que vimos no Google Soli e em laptops premium da série Samsung Galaxy Book.
Dois modos de uso: Object e Viewing
Object Mode: a tela permanece quase vertical, exibindo gráficos minimalistas, relógio, previsões de clima ou fotos que “flutuam” graças ao painel transparente — solução elegante para criar um display ambiental de mesa.
Viewing Mode: basta inclinar a dobradiça para trazer o display à altura dos olhos e consumir conteúdo, editar vídeos ou estender o desktop do notebook via USB-C (a conectividade ainda não foi detalhada, mas é o padrão em monitores portáteis atuais).
Imagem: William R
Onde a ONZE se encaixa no mercado?
Caso saia do papel, o produto disputará espaço com monitores portáteis de 14–17 pol que já fazem sucesso entre criadores de conteúdo e jogadores que viajam para campeonatos de eSports. O diferencial da transparência pode atrair quem busca estética clean para setups minimalistas, enquanto o áudio 3D embutido elimina a necessidade de caixas externas, aumentando o apelo para filmes e streamings.
O conceito foi mostrado em três cores — roxo, bege e cinza aço — e mira profissionais em regime híbrido, nômades digitais e usuários que querem fugir da limitação das 6 ou 7 polegadas do smartphone sem carregar um monitor tradicional de 1,5 kg.
Quando poderemos comprar?
Por enquanto, a ONZE é apenas um estudo de design: não há preço sugerido, data de lançamento ou fabricante parceiro. Se avançar, deve aproveitar a cadeia de produção de painéis OLED transparentes que LG Display e Samsung já dominam, o que pode acelerar a chegada ao varejo — e quem sabe abrir espaço para versões gamer com altas taxas de atualização, seguindo a tendência dos portáteis atuais.
Enquanto isso, quem precisa de uma segunda tela para o notebook ou celular encontra opções consolidadas, como o ASUS ZenScreen MB16AC (15,6″, USB-C) ou o Lepow Z1 (15,6″, 1080p). Eles não são transparentes, mas oferecem mobilidade imediata e custam uma fração do que um OLED futurista deve valer quando finalmente pousar nas prateleiras.
Com informações de Hardware.com.br