O WhatsApp começou a liberar, ainda em caráter de teste para iPhone (via TestFlight), uma função de segurança que pode mudar a rotina de quem vive cercado de gadgets: a listagem completa de periféricos conectados em segundo plano, como smartwatches que sincronizam mensagens automaticamente. A novidade amplia o menu “Dispositivos conectados” — onde já apareciam celulares e PCs — e passa a exibir também acessórios como o Apple Watch, que até então ficavam “invisíveis” para o usuário.
Por que isso importa para você?
• Transparência total: ao enxergar cada ponto de acesso, fica mais fácil notar quando um relógio, fone de ouvido ou até um tablet desconhecido está lendo suas conversas.
• Privacidade de verdade: se um gadget estranho surgir na lista, é sinal de alerta imediato para trocar senhas ou remover o acesso.
• Diagnóstico rápido: quem já recebeu notificações atrasadas em um Apple Watch ou Galaxy Watch pode verificar, em tempo real, se o wearable está sincronizado corretamente.
Como a função aparece no iPhone (e deve chegar ao Android)
No iOS beta, basta seguir o caminho Configurações > Dispositivos conectados. A lista agora traz:
- Nome do acessório (ex.: Apple Watch Series 9)
- Horário do último acesso
- Opção de desconectar com um toque
No Android, o atalho deve ficar nos três pontinhos do canto superior direito > Dispositivos conectados, como já acontece hoje, mas com a nova coluna de wearables quando a atualização for liberada.
Competidores já fazem algo parecido?
Serviços como Telegram e Signal exibem sessões ativas, mas geralmente se limitam a smartphones e computadores. A abordagem do WhatsApp foca em dispositivos IoT e vestíveis, um passo à frente em um mercado onde smartwatches da Apple, Samsung, Amazfit e Garmin se tornaram hubs de notificações.
Imagem: Internet
Smartwatch na mira: Apple Watch é só o começo
Apesar do exemplo mais popular ser o Apple Watch, qualquer acessório capaz de sincronizar mensagens sem QR code — hello Galaxy Watch 6 Classic ou Amazfit Balance — tende a aparecer na lista futuramente. Para quem pensa em trocar de relógio inteligente, vale conferir se o fabricante promete integração oficial com o WhatsApp: além de recursos fitness, a certificação para mensagens agora também impacta segurança.
Passo a passo para checar acessos suspeitos
- Abra o WhatsApp e entre em Dispositivos conectados.
- Analise cada entrada. Se algo não fizer sentido (um relógio que não é seu, um horário de acesso estranho), toque em Sair.
- Mude a senha do iCloud ou Google, ative a verificação em duas etapas do WhatsApp e, se possível, restaure o wearable às configurações de fábrica.
Quando chega para todo mundo?
O recurso está restrito a uma parcela dos usuários beta no iOS. Como tradicionalmente ocorre com funções de segurança, a liberação deve ser gradual para evitar bugs. Não há data oficial, mas o histórico indica algumas semanas — ou poucos meses — até aterrissar na versão estável para iPhone e Android.
O cenário amplo: mais gadgets, mais vigilância
Com vendas de wearables em alta — o IDC projeta 520 milhões de unidades por ano até 2027 —, cresceram as portas por onde mensagens podem circular. A iniciativa do WhatsApp chega para equilibrar conveniência e privacidade, lembrando ao usuário que, por trás do conforto de ler notificações no pulso, existe o dever de checar quem realmente tem acesso à conta.
Fique de olho nas atualizações e, enquanto isso, mantenha a autenticação de dois fatores ativada. Seu futuro Apple Watch (ou qualquer outro smartwatch) continua sendo um excelente parceiro de treino e produtividade — agora, com uma camada extra de segurança diretamente no app de mensagens mais usado do Brasil.
Com informações de Mundo Conectado