Depois de uma enxurrada de críticas nas redes sociais e fóruns de tecnologia, a LG confirmou que vai liberar a remoção total do atalho do Microsoft Copilot das telas iniciais das suas Smart TVs com webOS. A decisão, revelada nesta semana, marca um recuo importante da fabricante sul-coreana e reacende o debate sobre quem realmente manda na interface de um produto já comprado: a marca ou o usuário.
O que exatamente mudou?
Na atualização mais recente do webOS, diversos modelos — inclusive lançados em anos anteriores — passaram a exibir um ícone fixo do Copilot ao lado de apps populares como Netflix, Prime Video e YouTube. Até então, o botão só podia ser ocultado, não removido, o que gerou a sensação de “publicidade forçada” em um bem já adquirido.
A LG agora promete um patch de software que devolverá ao consumidor o poder de excluir completamente o atalho. Embora sem data oficial, a empresa diz “trabalhar para liberar a correção o quanto antes”.
Por que o Copilot apareceu na sua TV?
O atalho faz parte da iniciativa AI TV, fruto de uma parceria entre LG e Microsoft. A proposta é usar inteligência artificial para recomendar conteúdos, responder perguntas e facilitar a navegação, transformando a TV em um hub de assistente digital semelhante ao que Bixby (Samsung), Google Assistente (Google TV) e Alexa (Fire TV) já oferecem.
Na prática, o ícone abre uma página web que roda o Copilot no navegador interno — não há app instalado nem acesso automático a microfone ou dados pessoais, segundo a LG. Ainda assim, a forma de implementação, sem consentimento prévio, pesou mais do que a funcionalidade em si.
Comparativo rápido: LG Copilot vs. concorrentes
- LG + Microsoft Copilot: acesso via navegador, respostas em linguagem natural, sem controle homem-livre do sistema.
- Samsung Bixby: integrado ao Tizen, suporta comandos de voz para ajustes de imagem e volume.
- Google Assistente (Google TV, Sony, TCL): busca unificada em apps, automatização de casa inteligente.
- Amazon Alexa (Fire TV): skills de terceiros, integração profunda com compras e dispositivos Echo.
Funcionalmente, o Copilot ainda precisa amadurecer para competir com as opções acima, mas seu maior diferencial é usar a mesma base de IA que alimenta o Bing Chat, oferecendo respostas contextualizadas com linguagem GPT-4.
O que isso significa para quem pensa em comprar uma Smart TV agora?
Para quem pesquisa modelos na Amazon ou em outras lojas, o episódio serve de alerta: verifique a política de atualização da marca e procure saber se há histórico de mudanças invasivas na interface. A LG, apesar do tropeço, pontua positivamente por ouvir rapidamente a comunidade e recuar.
Já para quem valoriza assistentes de voz avançados, vale comparar se o ecossistema pretendido (Microsoft, Google, Amazon ou Samsung) conversa melhor com seus dispositivos atuais, como caixas de som inteligentes, PC gamer ou console.
Imagem: Internet
Como remover o Copilot quando a atualização chegar
A LG ainda divulgará o passo a passo oficial, mas é provável que o procedimento seja semelhante à remoção de outros atalhos:
- Acesse Configurações > Tela inicial (ou “Home Dashboard” em versões em inglês).
- Procure por Atalhos fixos ou opção semelhante.
- Selecione o ícone do Copilot e escolha Excluir.
- Reinicie a TV para garantir que a alteração seja aplicada.
Fique atento às notificações de software no canto superior da tela ou, se preferir, acesse o menu Suporte > Atualização de software para verificar manualmente.
Interface é ponto sensível — e pode influenciar sua compra
O caso Copilot reforça o quanto a experiência pós-compra pesa na decisão de upgrade. Mais do que brilho, contraste ou taxa de atualização, um sistema que respeita as preferências do usuário pode ser o fator decisivo entre escolher uma LG OLED C3, uma Samsung QN90C Mini LED ou mesmo uma Sony A80L Google TV.
Se você quer uma TV para jogos, por exemplo, a linha LG OLED segue imbatível em tempo de resposta e suporte a Dolby Vision Gaming, mas é crucial saber que futuros recursos de IA (ou anúncios) virão sempre com opção de desativar. Transparência importa tanto quanto o VRR de 120 Hz.
No fim das contas, a polêmica trouxe um recado claro para toda a indústria: usufruir de IA é bem-vindo, desde que o controle permaneça nas mãos do consumidor. Se as marcas compreenderem isso, todo mundo ganha — inclusive quem está procurando sua próxima TV com aquele desconto imperdível.
Com informações de Mundo Conectado