Se você é dono de um Redmi Note 12 ou de um Xiaomi 12 Pro, convém colocar março de 2026 no calendário. A partir desse período, 13 smartphones da Xiaomi — incluindo modelos das linhas Redmi e POCO — deixarão de receber os preciosos patches de segurança. A mudança marca o fim da antiga política de suporte da marca chinesa e inaugura um novo patamar, já adotado pelos aparelhos mais recentes, de até seis anos de atualizações.
Por que 2026 virou o ano-limite?
Até 2023, a Xiaomi prometia duas a três versões do Android e até quatro anos de correções de segurança. Foi o que norteou o lançamento de smartphones populares como o Xiaomi 12, Redmi Note 12 e POCO X5. A partir dos modelos Xiaomi 15T e Xiaomi 17, porém, o fabricante passou a oferecer cinco ou seis anos de suporte, igualando-se a rivais como Samsung e Google.
Com o “meio do caminho” chegando, 2026 torna-se o divisor de águas: os aparelhos lançados em 2022 e 2023 concluem seu ciclo, enquanto a geração 2024 em diante continua segura até o fim da década.
Lista completa dos modelos com fim de vida útil (EOL) em 2026
Consolidamos os dados do Xiaomi Security Center e do programa Android Enterprise Recommended para mostrar quais dispositivos deixarão de receber updates:
Linha Xiaomi
- Xiaomi 12
- Xiaomi 12 Pro
- Xiaomi 12X
- Xiaomi 12 Lite
- Xiaomi 12T
- Xiaomi 12T Pro
Linha Redmi
- Redmi Note 12 Pro+ 5G
- Redmi Note 12 Pro 5G
- Redmi Note 12 5G
- Redmi Note 12 4G
Linha POCO
- POCO F5 5G
- POCO X5 Pro 5G
- POCO X5 5G
O que muda na prática?
O aparelho não para de funcionar, mas deixa de receber correções críticas contra falhas recém-descobertas. Isso pode resultar em:
- Maior exposição a malwares e golpes.
- Bloqueio de aplicativos bancários ou corporativos que exigem dispositivos certificados.
- Desvalorização acelerada no mercado de usados.
Comparativo rápido: geração 12 vs. geração 14/15
Para quem cogita um upgrade, vale observar os saltos de eficiência e longevidade:
Imagem: Internet
| Modelo | Processador | Suporte de software | Carregamento |
|---|---|---|---|
| Xiaomi 12 | Snapdragon 8 Gen 1 | 4 anos (até 2026) | 67 W |
| Xiaomi 14 | Snapdragon 8 Gen 3 | 6 anos (até 2030) | 90 W |
Resumindo: além de ganhar mais desempenho, quem migra para a série 14 ou 15 garante atualizações até o início da próxima década — ponto determinante para quem usa apps de banco, redes corporativas ou depende de segurança reforçada em pagamentos sem contato.
Dicas de quem pretende revender ou fazer upgrade
• Revenda antes do anúncio oficial: a depreciação costuma acelerar depois que o EOL vira notícia. Plataformas de recompra ou troca são alternativas para reduzir o custo do novo aparelho.
• Olhe a ficha de suporte antes de comprar: ao pesquisar um smartphone novo na Amazon, repare se o fabricante promete ao menos quatro anos de patches — requisito cada vez mais valorizado nos filtros de busca.
• Capacidades de IA e jogos: chips recentes (Snapdragon 8 Gen 3 ou Dimensity 9300) entregam até 30% mais FPS em títulos como Genshin Impact, sem esquentar tanto. Para streamers e jogadores profissionais, isso se converte em imagens mais fluidas e sem engasgos.
Vale a pena continuar com um modelo sem suporte?
Para uso básico — redes sociais, chamadas e apps off-line —, um Redmi ou POCO descontinuado ainda cumpre o papel. Contudo, transações financeiras, autenticação em dois fatores e acesso a redes corporativas tornam-se pontos críticos. Se essas tarefas fazem parte da sua rotina, o upgrade deixa de ser luxo e vira questão de segurança.
Ficou na dúvida sobre qual modelo escolher? Acompanhe nossas próximas análises de smartphones, onde compararemos as séries Xiaomi 14, Redmi Note 13 e POCO X6 com rivais diretos da Samsung, Motorola e Realme. Assim, você compra com base em dados — e com a garantia de ficar protegido por mais tempo.
Com informações de Mundo Conectado