Um único lançamento foi suficiente para balançar toda a cadeia de produção de smartphones. De acordo com o último relatório da IDC, as remessas globais de celulares voltarão a crescer em 2025 – avanço de 1,5 %, para 1,25 bilhão de unidades – graças, principalmente, ao desempenho estrondoso do iPhone 17. É a primeira expansão real depois de três ciclos de retração.
Por que o iPhone 17 virou o jogo?
Além de um novo design mais fino e do chip A19 Bionic com aceleração dedicada para IA generativa, o iPhone 17 trouxe uma câmera periscópica de 6× sem perda de qualidade e tela OLED LTPO de 120 Hz em todos os modelos, inclusive no “básico”. Para o usuário final, isso significa:
- Mais FPS e menor latência em jogos competitivos;
- Fotos noturnas até 40 % mais claras;
- Bateria que entrega um dia inteiro mesmo com uso 5G intenso.
Na prática, o aparelho preencheu lacunas que consumidores apontavam desde o iPhone 15 e, segundo a IDC, reacendeu a procura por modelos premium, inclusive em regiões que vinham priorizando intermediários Android.
Apple deve embarcar 247 milhões de iPhones em 2025
A consultoria revisou para cima a previsão de envios da Apple: de 3,9 % para 6,1 % de crescimento anual, totalizando 247 milhões de unidades. Isso recoloca a gigante de Cupertino em um patamar que não se via desde o ciclo do iPhone 12 (2020), auge da transição 5G.
China assume papel decisivo
Mesmo sob pressão de marcas locais como Xiaomi e Huawei, o iPhone 17 conquistou mais de 20 % de share em outubro e novembro, liderando as vendas mensalmente pela primeira vez em dois anos. Resultado: a previsão de queda de 1 % na China virou alta de 3 % para 2025.
Estados Unidos e Europa também voltam a investir em topos de linha
Mercados considerados maduros, como EUA e Europa Ocidental, retomaram o apetite por flagships. A inversão de tendência ajuda a explicar o novo recorde esperado de faturamento: US$ 261 bilhões em 2025, um salto de 7,2 % na comparação anual.
Impacto para quem pensa em trocar de smartphone
O movimento favorece marcas com catálogo premium – e não apenas a Apple. Samsung (Galaxy S24) e Xiaomi (14 Ultra) já reposicionam preços e fortalecem programas de troca para competir pelo mesmo bolso. Para o consumidor brasileiro, isso pode significar:
Imagem: Internet
- Mais promoções de geração anterior (iPhone 16, Galaxy S23) em grandes varejistas online;
- Lançamentos 2025 chegando com preços menos inflacionados que o previsto;
- Opções de financiamento com juros menores, já que o ticket médio subiu e as fabricantes precisam facilitar a compra.
2026: freio de mão puxado
Se 2025 será um ano de festa, 2026 promete cautela. A IDC projeta queda de 0,9 % nas remessas, puxada por:
- Escassez de memória, que encarece modelos de entrada e intermediários;
- Alteração no ciclo da Apple: o sucessor do iPhone 17 chegaria só em 2027, reduzindo volumes no ano anterior.
Mesmo assim, o preço médio global deve atingir US$ 465, elevando o valor total do mercado para US$ 578,9 bilhões – novo recorde.
Vale a pena esperar ou comprar agora?
Se você prioriza fotografia avançada e performance em jogos, o iPhone 17 entrega ganhos tangíveis em relação ao iPhone 16 e até mesmo frente a rivais Android topo de linha. Quem busca economia, porém, pode se beneficiar do “efeito cascata”: a chegada do novo flagship tende a derrubar o preço de gerações anteriores e de concorrentes diretos na Amazon nas próximas semanas.
Uma coisa é certa: 2025 ficará marcado como o ano em que um único lançamento redefiniu as projeções de toda a indústria de smartphones.
Com informações de Mundo Conectado