O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) da China acaba de acender um sinal vermelho para os fabricantes de power banks. Um novo regulamento, que substituirá a atual certificação 3C, será publicado em fevereiro de 2026 e passa a ser obrigatório em junho do mesmo ano. A proposta, criada em parceria com mais de 300 empresas do setor, endurece testes de segurança, exige transparência total sobre a vida útil da bateria e eleva o patamar mínimo de tecnologia embarcada. Analistas estimam que até 70 % da capacidade produtiva atual será descontinuada.
Por que isso interessa a você, gamer ou viajante?
De consoles portáteis como Steam Deck a smartphones habilitados para 5G, a demanda por energia extra só aumenta. Power banks inseguros podem superaquecer, inflar ou, no pior cenário, pegar fogo dentro da mochila. Com as novas normas, a China — responsável por boa parte da produção mundial — promete inundar o mercado com modelos mais confiáveis, que acompanharão informações em tempo real sobre a saúde da bateria, algo hoje restrito a opções premium como o Anker PowerCore 737 vendido na Amazon.
As grandes mudanças em detalhes
O rascunho publicado pelo MIIT traz quatro pilares que devem virar padrão global:
- Identificação obrigatória na carcaça: nome completo do fabricante e vida útil recomendada impressos em alto-relevo.
- Monitoramento inteligente: exibição via tela LCD integrada ou aplicativo dedicado. Usuário poderá checar ciclos de recarga, temperatura e capacidade residual.
- Testes de estresse mais severos:
- Perfuração por prego deixa de ser opcional e vira critério de aprovação.
- Teste de abuso térmico sobe para 135 °C durante 60 minutos.
- Limite de sobrecarga passa a 1,4× a tensão nominal da célula.
- Rastreabilidade da cadeia de suprimentos: fábricas deverão provar origem de chips de gerenciamento e células de bateria.
Efeito colateral: preço deve subir no curto prazo
Com fábricas menores saindo de cena, o custo inicial tende a aumentar. No entanto, empresas com forte P&D ganham vantagem. Xiaomi, Anker, Baseus e Ugreen já trabalham com fornecedores como CATL e Sunwoda, que participaram dos testes-piloto. A expectativa é que, após o período de adaptação, o mercado volte a se estabilizar, porém com produtos muito mais seguros e recheados de recursos inteligentes.
Comparação rápida: geração atual vs. próxima geração (pós-2026)
| Característica | Power bank 2023 | Power bank 2026+ |
|---|---|---|
| Carga rápida | Até 100 W em alguns modelos topo de linha | Pico igual ou maior, mas com controle térmico monitorado em tempo real |
| Display / app | Recurso premium | Obrigatório |
| Certificação de segurança | 3C ou sem certificação visível | Novo padrão MIIT (mais rígido que UL e CE) |
| Vida útil declarada | Não informada | Impressa na carcaça |
Dicas de compra enquanto as novas regras não chegam
1. Procure marcas com bom histórico de R&D — Anker, Baseus e Xiaomi já adotam circuitos de proteção de múltiplas camadas.
2. Desconfie de preços muito abaixo da média — podem indicar uso de células recicladas.
3. Verifique certificações internacionais como CE, FCC e UL, que, embora não tão rigorosas quanto o futuro padrão chinês, ainda garantem qualidade superior aos modelos genéricos.
4. Escolha capacidade coerente: se você usa notebooks USB-C, 20 000 mAh é o mínimo prático. Para celulares, 10 000 mAh já resolve.
5. Fique de olho em recursos inteligentes — displays de status, múltiplas portas PD e PPS, e materiais ignífugos já apontam para a nova geração.
Imagem: Internet
O que vem por aí?
Com a China apertando o cerco, é provável que Europa e EUA revisem seus próprios padrões de segurança para acompanhar. Isso significa que, em dois a três anos, power banks poderão entrar na mesma categoria de gadgets conectados que hoje inclui smartwatches e fones TWS, integrando-se a aplicativos de saúde da bateria no Android e no iOS. Para quem busca acessórios confiáveis na Amazon, modelos certificados tendem a ganhar selos de destaque e, possivelmente, descontos oficiais para incentivar a troca dos antigos.
No fim das contas, o carregador portátil que você leva na mochila vai ficar mais caro — mas também muito mais seguro, inteligente e durável. Até lá, vale acompanhar as movimentações das marcas líderes e, se possível, investir em produtos já alinhados com as futuras exigências.
Com informações de Mundo Conectado