O desfecho explosivo da terceira temporada de Alice in Borderland deixou fãs roendo as unhas – e o último take, ambientado em Los Angeles, acendeu a pergunta inevitável: será que a série japonesa da Netflix vai ganhar uma versão ou continuação inteiramente norte-americana?
Fato: nada está confirmado, mas a audiência fala alto
Até agora, a Netflix não anunciou oficialmente uma quarta temporada nem um spin-off nos Estados Unidos. Porém, os números de estreia colocam a produção na linha de frente das séries internacionais mais assistidas:
- 8,5 milhões de visualizações globais entre 22 e 28 de setembro;
- 55,9 milhões de horas reproduzidas no mesmo intervalo;
- 2.ª série não falada em inglês mais vista no mundo, atrás apenas de O Refúgio Atômico.
Esse desempenho dá munição ao streaming para considerar novas temporadas, mesmo com o ticket alto de produção. Afinal, efeitos visuais elaborados, elenco estrelado e locações internacionais tornam Alice in Borderland um dos títulos asiáticos mais caros da plataforma.
Por que Los Angeles entrou no tabuleiro?
No epílogo da terceira temporada, dois moradores de LA comentam sobre uma série de terremotos que devastam a costa oeste. A cena é costurada por uma atendente chamada Alice, e reforça a profecia do misterioso Vigia (Ken Watanabe) sobre um desastre natural que alcançaria o “mundo real”.
É aqui que o roteiro abre espaço para, no mínimo, três caminhos:
- Nova trama nos EUA – Uma antologia com personagens inéditos enfrentando jogos mortais em solo americano.
- Retorno de Arisu e Usagi – O casal, agora com um filho, pode ser arrastado para o caos sísmico, oferecendo motivação emocional fresca.
- Universo Expandido – Histórias paralelas que conectem Tóquio e Los Angeles, à la Round 6, formando um “multiverso” de jogos letais.
O que pesa contra a renovação?
Embora os dados de audiência animem, custos e agenda do elenco são pedras no caminho. Nomes como Kento Yamazaki (Arisu) e Tao Tsuchiya (Usagi) valorizam-se a cada temporada, elevando o orçamento. Além disso, criar cenários destrutivos em Los Angeles exigiria efeitos de ponta ou filmagens em locações reais, multiplicando o gasto de produção.
Comparação com outros hits internacionais da Netflix
Produções como La Casa de Papel e Round 6 seguiram trajetórias diferentes. A série espanhola ganhou remake coreano, enquanto o drama sul-coreano caminha para um spin-off americano. Alice in Borderland, portanto, tem um precedente sólido caso a Netflix queira repetir a receita de “exportar” franquias de sucesso.
Imagem: Internet
O que isso significa para você?
Para quem maratona séries de ação, uma temporada ambientada nos EUA abriria oportunidades de efeitos especiais ainda mais ambiciosos e um elenco híbrido oriente-ocidente, ampliando o apelo global. De quebra, seria mais um motivo para investir em um televisor 4K ou em um streaming stick de última geração — porque ninguém quer perder cenas de batalha cheias de detalhe num painel antigo, certo?
Fique de olho
Se a Netflix repetir o padrão, a decisão sobre renovação costuma sair entre três e seis meses após a estreia, período em que o conglomerado avalia audiência sustentada e taxa de conclusão. Portanto, até o fim do ano já poderemos ter um veredicto sobre o futuro de Alice in Borderland.
Enquanto isso, vale acompanhar redes sociais e entrevistas do elenco. Qualquer movimentação de casting em Los Angeles ou Vancouver — hubs tradicionais de filmagem — pode ser o primeiro indício de que os novos jogos cruéis serão disputados em território estadunidense.
Com informações de TecMundo