A CD Projekt Red surpreendeu a comunidade gamer ao anunciar a venda de 100% da GOG — sua loja digital conhecida por oferecer jogos DRM-free — por zł 90,7 milhões (cerca de R$ 140,7 milhões). O comprador não é um gigante desconhecido, e sim Michał Kiciński, um dos fundadores originais do grupo CD Projekt. Na prática, a plataforma muda de mãos, mas continua em família — e com a promessa de receber futuros grandes lançamentos, como The Witcher 4.
Por que a venda aconteceu agora?
Segundo o co-CEO Michał Nowakowski, o estúdio quer concentrar recursos em um roadmap de desenvolvimento ambicioso que inclui Cyberpunk 2077 2.0, uma nova trilogia de The Witcher e projetos inéditos. Ao transferir a GOG, a empresa reduz a carga operacional e ganha fôlego financeiro para investir em novas tecnologias de engine, captura facial e suporte a ray tracing completo.
O que permanece igual na GOG?
Kiciński reforçou três pilares que continuarão norteando a loja:
- DRM-Free absoluto: você baixa, faz backup e joga sem precisar de internet ou validação de licença.
- Catálogo retrô: clássicos de PC como Baldur’s Gate e Doom seguirão recebendo patches de compatibilidade para Windows 11 e Steam Deck.
- Preservação: a equipe estuda parcerias com fundações de software para impedir que títulos dos anos 80 e 90 desapareçam.
The Witcher 4 garantido na loja — e o que isso significa para o seu setup
A CD Projekt confirmou que todos os lançamentos futuros chegarão ao GOG no Day One. Isso inclui The Witcher 4, que, de acordo com fontes internas, será construído na Unreal Engine 5 com uso intensivo de Nanite e Lumen. Para quem pretende jogar em 4K com rastreio de raios ativado, a expectativa é de requisitos similares aos vistos em Cyberpunk 2077 após o patch Phantom Liberty. Ou seja:
- GPU indicada: Nvidia GeForce RTX 4070 Super ou AMD Radeon RX 7800 XT.
- CPU recomendada: Intel Core i7-13700K ou AMD Ryzen 7 7800X3D para aproveitar o DirectStorage e tempos de carregamento mínimos.
- Periféricos: mouses com polling rate de 1 000 Hz e teclados mecânicos com anti-ghosting completo fazem diferença em RPGs cheios de atalhos.
Fique atento: esses componentes já estão disponíveis no Brasil com preços flutuando bastante na Amazon e recebem promoções relâmpago perto dos grandes lançamentos.
Liberdade de posse em tempos de assinatura
Enquanto Xbox Game Pass, PlayStation Plus e até a recém-anunciada Ubisoft+ reforçam o modelo de assinatura, a GOG se posiciona como alternativa para quem prefere manter a licença perpétua do jogo. Essa estratégia ecoa entre jogadores de PC que investem pesado em hardware e não querem perder acesso aos seus títulos caso cancelem um serviço mensal.
Imagem: Internet
E para o futuro?
Kiciński adiantou que planeja expandir os recursos da GOG Galaxy, cliente da loja, com instalação de mods em um clique e integração oficial com o Steam Deck — de olho no crescente público que prefere portáteis, mas busca manter o controle sobre seus arquivos.
No curto prazo, não espere mudanças drásticas no layout ou na política de preços. O bastão passa, mas a filosofia DRM-free permanece — agora com a promessa de mais investimento em curadoria e resgate histórico.
Para quem monta ou atualiza PC, a notícia é dupla: preservação dos clássicos garantida e, ao mesmo tempo, um pipeline sólido de AAA que vai exigir o melhor do seu hardware. Tempo de começar a monitorar promoções de placas de vídeo, SSDs NVMe Gen 4 e fontes certificadas de 750 W ou mais.
Com informações de Adrenaline