Colocar o desktop onde normalmente fica o soundbar: essa foi a solução de um entusiasta que decidiu construir um PC de alto desempenho dentro do próprio rack da TV. A façanha, publicada no Reddit pelo usuário “LuckyLuck0011”, rendeu milhares de curtidas — e uma enxurrada de críticas sobre segurança térmica e possibilidade de incêndio.
O projeto: visual de console, coração de desktop
Para manter a estética minimalista da sala de estar, o gamer adaptou uma estrutura de madeira no interior do móvel, instalando:
- Placa-mãe ASUS mini-ITX;
- Placa de vídeo Radeon RX 9070 XT (equivalente às atuais top de linha da AMD);
- Radiador de 240 mm conectado a um sistema de watercooler all-in-one;
- Fonte SFX, provavelmente na faixa dos 850 W para aguentar o combo de GPU + CPU.
Segundo LuckyLuck0011, o setup roda God of War Ragnarök em 4K, entre 60 e 85 fps, graças ao FSR 4, a tecnologia de upscaling da AMD que aumenta a taxa de quadros sem exigir ainda mais potência da GPU.
Por que madeira e hardware quente não combinam
O criador perfurou o rack, alinhando ventoinhas de 120 mm às aberturas e acrescentando filtros de poeira. Ainda assim, parte da comunidade argumenta que a dissipação continua limitada — algo crítico quando temperaturas internas podem passar de 80 °C em jogos pesados. Madeira é um excelente isolante térmico, o que, paradoxalmente, dificulta a troca de calor e aumenta o risco de ignição caso ocorra falha na refrigeração.
O fantasma do sobreconsumo energético
A preocupação ficou maior depois de relatos de superaquecimento entre placas-mãe ASUS/ASRock e processadores Ryzen série 9000. Em casos extremos, VRMs superam aquecem, danificando o chip e, potencialmente, qualquer superfície inflamável ao redor — como o rack de madeira.
Imagem: William R
Alternativas compactas (e mais seguras) para a sala
Quem procura um visual clean sem sacrificar a segurança pode recorrer a gabinetes Mini-ITX com ventilação otimizada, como o NZXT H1, o Cooler Master NR200 ou o Lian Li A4-H2O. Todos oferecem fluxo de ar frontal, filtros removíveis e espaço para radiadores de 240 mm, dispensando gambiarras e reduzindo o ruído — requisitos valiosos para um “PC de sala”.
Vale a pena encarar o risco?
Projetos DIY sempre geram admiração, mas a lição deixada pelo “PC-rack” é clara: não subestime gerenciamento térmico. Em vez de transformar móveis em gabinetes, considere investir em cases compactos certificados, fontes SFX de qualidade 80 PLUS Gold ou superior e ventoinhas silenciosas com alta pressão estática. Assim, você mantém o design clean da área de entretenimento e ainda dorme tranquilo, sem medo de ver fumaça saindo da TV durante a próxima jogatina em 4K.
Com informações de Hardware.com.br