Os volantes podem começar a tremer: Project Motor Racing acaba de chegar ao PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S prometendo mexer com o mercado dos simuladores de corrida. Fruto da parceria entre a Straight4 Studios (ex-Project CARS) e a GIANTS Software, o game tenta se diferenciar com suporte a mods em todas as plataformas desde o primeiro dia, partidas ranqueadas com cross-play e um motor de simulação que roda a 720 Hz. Mas será que ele entrega o que promete?
Principais destaques em 1 minuto
• Plataformas: PC (Steam e Epic), PS5 e Xbox Series X|S
• Preço de lançamento: R$ 126,35 no Steam
• Conteúdo inicial: 70 carros de Audi, Porsche, Toyota, Lamborghini, BMW e mais; 28 pistas icônicas, incluindo Nürburgring Nordschleife e Daytona.
• Mods nativos: pinturas, setups, eventos completos e carros extras via GIANTS Editor — o primeiro grande título de corrida a levar mods para consoles sem gambiarras.
• Multiplayer: cross-play com física idêntica em todas as plataformas, salas privadas gratuitas e rankings duplos (elo e tempo de volta).
Por que os mods fazem diferença?
Em simuladores de PC, a comunidade sempre foi a força motriz para prolongar a vida útil de clássicos como Assetto Corsa. Trazer essa cultura para consoles sem depender de versões “capadas” é um divisor de águas. O sistema embutido de Project Motor Racing funciona como uma Steam Workshop integrada: você cria no GIANTS Editor, publica no Portal UGC e o conteúdo aparece em todas as plataformas sem custo extra.
A Praga já aproveitou a vitrine e liberou gratuitamente o hipercarro Bohema poucos minutos depois do lançamento. Se outros fabricantes seguirem o exemplo, o grid pode crescer mais rápido que em franquias consagradas.
Carreira em modo “sobrevivência”
A campanha solo não gira apenas em torno de troféus: orçamento limitado, danos que afetam a temporada inteira e decisões de setup que custam caro aproximam o jogo da realidade das equipes de endurance. Se você curte a sensação de “cada volta pode falir a escuderia”, essa estrutura lembra o modo “My Team” de F1 23, mas com menos glamour e mais planilha.
Comparando com os rivais
Forza Motorsport (2023): possui 500 carros de partida e um modelo de danos visual robusto, porém sem mods e travado ao ecossistema Xbox/PC Game Pass.
Gran Turismo 7: experiência polida no PS5, campeonatos oficiais FIA e suporte a PS VR2, mas dependente de conexão constante e sem cross-play com PC.
Assetto Corsa Competizione: referência em GT3, física renomada, porém focado em uma única categoria e limitado a mods apenas no PC.
O trunfo de Project Motor Racing é juntar mods + cross-play + múltiplas categorias em um único pacote. Por outro lado, a ausência de VR no lançamento e uma base de carros menor que a de Forza podem pesar para alguns pilotos.
Performance e hardware recomendado
No PC, os requisitos mínimos pedem um Core i5-8400 ou Ryzen 5 3600 com 8 GB de RAM e uma GeForce GTX 1060. Para aproveitar a simulação a 120 fps com física a 720 Hz, a desenvolvedora indica ao menos uma RTX 3060 ou RX 6700 XT — placas que estão em promoção frequente na Amazon e podem dar um belo up grade ao seu setup, caso você ainda pilote com GPUs de gerações antigas.
Imagem: Internet
Primeiras impressões da comunidade
Apesar do discurso ambicioso, o jogo estreou com a temida etiqueta de “Muito Negativas” no Steam (274 avaliações) citando bugs de IA, efeitos sonoros abaixo do esperado e menus pouco intuitivos. A Straight4 já prometeu patches semanais e conteúdo gratuito no primeiro mês, mas vale acionar o freio de mão antes de investir se você busca algo plug-and-play.
Vale ficar de olho?
Se a ideia de gerenciar orçamento, correr em Spa com chuva que evolui em tempo real e instalar um mod da comunidade direto no console soa irresistível, Project Motor Racing merece pelo menos um test-drive. Já quem procura gráficos impecáveis ou uma garagem de 500 carros completos pode se decepcionar no momento.
A boa notícia é que o roadmap inclui atualizações gratuitas, pacotes premium e um Passe de Temporada do Ano 1, sinalizando suporte de longo prazo — algo crucial para qualquer simulador que queira competir com veteranos.
No fim das contas, a decisão fica entre apostar na novidade agora (e ajudar a moldá-la com feedback) ou esperar amadurecer — tempo que você pode usar para analisar se sua placa de vídeo atual aguenta a física a 720 Hz ou se já é hora de considerar um upgrade.
Com informações de Adrenaline