A Apple prepara uma virada de preço e posicionamento para a primavera de 2026 (outono no Brasil). Segundo o analista Jeff Pu, da GF Securities, a empresa colocará no mercado seu primeiro MacBook realmente “barato” – estimado entre US$ 699 e US$ 899 – além do iPhone 17e, sucessor espiritual da linha SE. A dobradinha tem um objetivo claro: ampliar a base de usuários em mercados emergentes e atrair estudantes que sempre olharam o ecossistema da maçã com desejo, mas sem orçamento.
Por que um MacBook de US$ 699 é tão importante?
Hoje, quem quer entrar no mundo macOS precisa investir, no mínimo, US$ 999 no MacBook Air. O novo notebook deve derrubar esse “ticket de entrada” em até 30%, algo inédito desde o MacBook White de policarbonato (descontinuado em 2011). Na conversão direta, estamos falando de algo na faixa de R$ 4.000 a R$ 5.200 antes de impostos, valor competitivo até frente a ultrabooks Windows com especificações similares.
Chip de iPhone dentro de um notebook? Entenda a mudança
A principal curiosidade técnica é o processador A18 Pro, o mesmo que equipará o iPhone 16 Pro em 2024. Será a primeira vez que a Apple usa um chip da família A – tradicionalmente móvel – num Mac. A aposta faz sentido:
- A linha A já traz GPU e NPU integradas poderosas, suficientes para navegação, produtividade, streaming e edição básica de vídeo.
- Consumo energético menor, permitindo um projeto de refrigeração simplificado e bateria mais enxuta, reduzindo custos.
- Integração total com o iPadOS e iOS facilita a vida do desenvolvedor que quer criar apps universais.
Naturalmente, virão concessões: tela de 13 polegadas possivelmente LCD padrão, 8 GB de RAM, apenas uma porta USB-C e design inspirado em gerações anteriores do MacBook Air. Ainda assim, o produto deve seduzir quem busca leveza, macOS nativo e bateria acima de 15 horas para estudo ou trabalho remoto.
iPhone 17e: a experiência premium que cabe no bolso
Substituto da série SE, o iPhone 17e deve chegar por US$ 599 (cerca de R$ 3.500). Entre os upgrades esperados:
- A19 Bionic, garantindo ao modelo de entrada um ganho de performance ano a ano.
- Câmera frontal de 18 MP com Center Stage, recurso antes exclusivo do iPad.
- Novo modem C1, desenvolvido pela própria Apple para reduzir dependência da Qualcomm.
- Possível adoção da Dynamic Island, deixando de lado o entalhe clássico e aproximando o design da linha Pro.
Para quem consome muito vídeo vertical, redes sociais e jogos leves, esse conjunto promete entregar a “experiência iPhone” mais moderna sem extrapolar o orçamento. O ciclo de atualizações garante, no mínimo, cinco anos de suporte de software – um ponto que pesa na revenda e no valor percebido.
E o iPad de 12ª geração não ficou de fora
Completa o trio de lançamentos o iPad básico (12ª geração), que mantém design, mas recebe o chip A18. A mudança libera pela primeira vez os recursos de Apple Intelligence – pacote de IA generativa da empresa – no tablet mais acessível. Para quem usa o iPad na faculdade ou como segundo monitor, tarefas como transcrever aulas, resumir textos ou gerar apresentações devem ficar muito mais rápidas.
Imagem: Internet
Impacto prático para o consumidor brasileiro
Com a linha de entrada mais agressiva, a Apple passa a disputar território com Chromebooks avançados, notebooks Windows finos com Snapdragon X e até tablets Android premium com teclado destacável. Para o usuário que sempre sonhou em editar no Final Cut, programar no Xcode ou simplesmente sincronizar tudo via iCloud sem gastar uma fortuna, 2026 pode ser o ano da migração.
Vale ficar atento aos detalhes de configuração (RAM, armazenamento, número de portas) para não se decepcionar. Ainda assim, a tendência é clara: preços mais baixos, sem abandonar o ecossistema integrado – exatamente o tipo de vantagem que costuma converter curiosos em compradores fiéis.
No segundo semestre de 2026, a empresa ainda deve anunciar os modelos iPhone 18 Pro e possivelmente o primeiro iPhone Fold, enquanto as variantes padrão ficam para 2027. Até lá, o MacBook acessível, o iPhone 17e e o iPad básico de 12ª geração devem cumprir a missão de manter a marca na vitrine e, de quebra, atrair uma nova geração de usuários.
Com informações de Mundo Conectado