Se uma tela dobrável já chama atenção, imagine três. Faltando poucas semanas para o anúncio oficial do Galaxy Z TriFold, novos documentos do sistema de patentes sul-coreano KIPRIS revelam que a Samsung pretende equipar seu primeiro smartphone tripo-dobrável com nada menos que três baterias independentes. A informação, descoberta pelo site Galaxy Club, indica uma estratégia ousada de energia para garantir autonomia a um display que, aberto, deve chegar às 10 polegadas.
Como ficam as baterias dentro do TriFold?
Os esboços vazados mostram a distribuição dos módulos de energia:
- bateria menor na porção esquerda;
- bateria intermediária no módulo central;
- bateria maior localizada à direita do chassi.
Essa disposição em “escada” é incomum no mercado; até o momento, aparelhos dobráveis tradicionais — como o Galaxy Z Fold5 — utilizam dois packs interligados que somam 4.400 mAh. A solução em três peças indica a tentativa de manter o peso distribuído e, principalmente, oferecer um tanque de energia proporcional ao aumento de área de tela.
Por que três baterias podem mudar a experiência do usuário?
Cada tela adicional consome mais energia para iluminação, processamento gráfico e manutenção da taxa de atualização. Ao dedicar uma bateria a cada segmento, a Samsung pode:
- controlar de forma inteligente o consumo, ativando apenas os módulos necessários conforme a área em uso;
- otimizar o carregamento rápido, permitindo que duas ou três células recebam corrente simultaneamente;
- reduzir aquecimento localizado, distribuindo a geração de calor.
Para quem joga no celular ou passa horas em videoconferências, isso significa menos tempo preso à tomada e mais tempo de uso real.
Ficha técnica provisória: o que já sabemos
Embora a Samsung mantenha sigilo sobre especificações finais, vazamentos consistentes apontam:
- Tela: Dynamic AMOLED 2X de 10” quando totalmente aberta, com 120 Hz;
- Processador: Snapdragon 8 Elite (sucessor do 8 Gen 3), acompanhado de 16 GB de RAM;
- Armazenamento: opções de até 1 TB em UFS 4.0;
- Câmeras traseiras: sensor principal de 200 MP, ultrawide de 12 MP e telefoto de 50 MP;
- Câmeras frontais: duas lentes de 10 MP embutidas nos painéis;
- Software: One UI com recursos do Galaxy AI para multitarefa e produtividade.
Em comparação, o dobrável triplo da Huawei — o Mate XT — traz bateria de 5.600 mAh e carregamento de 66 W. Se a Samsung quiser superar o rival, a soma das três células do TriFold deverá passar desse patamar, possivelmente ultrapassando os 6.000 mAh.
Imagem: Internet
Impacto prático: gaming, streaming e produtividade em foco
Um display expansível de 10” coloca o Z TriFold na mesma categoria de tablets compactos. Para usuários que:
- Jogam no mobile, a área extra facilita controles virtuais e melhora a imersão;
- Assistem a séries, a relação de aspecto mais ampla elimina faixas pretas e aproveita melhor o conteúdo HDR;
- Trabalham em movimento, a multitarefa com até três janelas lado a lado ganha espaço físico, algo impossível em um smartphone tradicional.
Se a autonomia acompanhar o tamanho, o aparelho tem potencial para substituir tablet e notebook leve em roteiros de viagem, reduzindo a quantidade de gadgets na mochila.
Preço, disponibilidade e nome final
A Samsung deve oficializar o dispositivo em um evento na Coreia do Sul no fim de outubro. Rumores apontam venda inicial apenas na Ásia, com preço “premium de verdade” — especula-se algo acima dos US$ 2.000. Quanto ao nome, além de Galaxy Z TriFold, circulam Galaxy Z MultiFold e até Galaxy G Fold. O registro de patentes não bate o martelo, então a surpresa fica para o palco.
Com a chegada de um dobrável de três telas e três baterias, a Samsung sinaliza sua estratégia de manter a liderança em um segmento que ainda engatinha, mas cresce em ritmo acelerado. Para o consumidor entusiasta, a mensagem é clara: o futuro dos smartphones pode caber — literalmente — em mais do que dois lados.
Com informações de TecMundo