Uma simples resposta no TikTok foi suficiente para colocar fogo na comunidade gamer esta semana. Ao ser sugerido que testasse Genshin Impact, a cantora Luísa Sonza foi direta: “É cilada, porque você só cresce no jogo se comprar coisa”. A frase virou trend, dividiu opiniões e reacendeu a discussão sobre o modelo de microtransações do RPG da HoYoverse.
O estopim: do Switch para Teyvat
A artista havia acabado de mostrar sua respeitável coleção de jogos do Nintendo Switch, surpreendendo quem não imaginava tamanho envolvimento com games. Bastou surgir a recomendação de “dar uma chance” a Genshin Impact para o assunto desandar.
Nos comentários, boa parte dos jogadores concordou com Sonza:
- “Ela não mentiu.”
- “Canetou.”
- “É pior que o tigrinho mesmo.”
Em contrapartida, defensores do título lembraram que a campanha principal pode ser concluída sem gastar nada — só leva mais tempo.
Como funciona o modelo gacha de Genshin Impact
Genshin Impact é gratuito para baixar no PC, PlayStation, Android e iOS. A monetização se concentra nos “Desejos”, banners temporários em que armas e personagens raros são obtidos via sorteio. As moedas usadas — Primogems e Fates — podem ser acumuladas jogando, mas também são vendidas por dinheiro real.
Para quem joga poucas horas por semana, o sistema costuma ser suficiente. Já quem quer montar a equipe perfeita no dia do lançamento de cada novo herói precisa de muita paciência ou de um cartão de crédito na manga. É aí que surge a sensação de “pay-to-win” apontada por Luísa.
Dá para zerar sem gastar um centavo?
Sim. Todo o conteúdo de história, missões regionais e eventos sazonais é acessível gratuitamente. O desafio está em quão rápido você pretende evoluir:
- Casual: faz diárias, participa de eventos e junta Primogems; evolui devagar, mas constante.
- Hardcore: quer 100% de exploração em cada patch; costuma recorrer a recargas para puxar personagens limitados.
Só em 2023, a HoYoverse faturou cerca de US$ 1,5 bilhão com Genshin, segundo a Sensor Tower — prova de que muita gente prefere abrir a carteira em vez de esperar.
Comparativo rápido com outros free-to-play
Fortnite: monetiza via battle pass e skins, mas a jogabilidade competitiva não depende de cosméticos.
Albion Online: economia dominada por jogadores; comprar premium acelera progressão, mas não é mandatório.
Imagem: William R
Honkai: Star Rail (também da HoYoverse): mesmo modelo gacha, porém com quantidade maior de recompensas iniciais.
Impacto prático: o que isso significa para você?
• Tempo x Dinheiro: Se sua rotina é apertada, investir em destinos (o “tiro” do gacha) encurta o grind. Se prefere jogar sem pressa, economize.
• Expectativa de Poder: Personagens 5★ tendem a ser mais fortes. Jogar só com 4★ é possível, mas requer builds bem otimizadas.
• Valor de Revenda? Nenhum. Diferente de jogos com NFTs, aqui o gasto é puramente para uso pessoal.
Rodando Genshin com o melhor desempenho
Independentemente de gastar no gacha, hardware faz diferença. No PC, a HoYoverse recomenda no mínimo uma GTX 1060, mas a experiência fica mais suave com placas modernas de entrada, como uma Radeon RX 6600, combinadas a um SSD NVMe para reduzir tempos de carregamento. Jogadores mobile podem considerar controles Bluetooth com layout Xbox para explorar Teyvat sem fadiga.
Veredito: cilada ou só questão de perfil?
Luísa Sonza vocalizou o sentimento de parte da comunidade: a progressão em Genshin Impact pode parecer amarrada ao cartão de crédito. Ainda assim, milhões de jogadores zeraram — e continuam jogando — sem investir nada além de tempo. Se a proposta de explorar um mundo aberto vibrante soa atraente, vale testar. Só entre sabendo que a tentação de “mais uma roletada” estará sempre à espreita.
Com informações de Hardware.com.br