Precisando de novos títulos para a sua biblioteca, mas sem esvaziar a carteira? A Steam continua sendo o lugar perfeito para garimpar pechinchas que, apesar do preço baixo, entregam experiência digna de grandes lançamentos. Selecionamos dez jogos – entre indies premiados, blockbusters consagrados e free-to-play competitivos – que custam até R$ 100 (ou nada) e rodam bem até em máquinas modestas. Perfeito para quem acabou de montar um setup com uma placa de vídeo de entrada ou quer ver até onde vai o notebook gamer recém-comprado.
Hollow Knight – cerca de R$ 50
O metroidvania da australiana Team Cherry já virou referência em level design e ambientação gótica minimalista. A arte desenhada à mão e a trilha orquestrada criam um clima único, enquanto a jogabilidade exige precisão de hitbox digna de um Dark Souls em 2D.
Por que vale a pena? Além de dezenas de horas de exploração, Hollow Knight é extremamente leve: quem tem um processador Core i3 de quarta geração e 4 GB de RAM já joga a 60 fps sem drama.
Hollow Knight: Silksong – cerca de R$ 60 (pré-venda)
Se o original conquistou você, a sequência coloca Hornet no centro da ação com um sistema de missões e movimentação ainda mais acrobática. O hype é tão grande que o game costuma aparecer entre os mais desejados da Steam mesmo antes da data de lançamento.
De olho no hardware: a Team Cherry promete manter a otimização do primeiro jogo, portanto uma placa GTX 750 Ti ou equivalente deve dar conta.
Dota 2 – gratuito
Clássico absoluto do gênero MOBA, Dota 2 é sinônimo de e-sport multimilionário e estratégia profunda. São mais de 120 heróis e incontáveis builds, o que garante longevidade quase infinita.
Curiosidade técnica: embora pareça simples, o game é um dos poucos free-to-play com suporte oficial a DLSS e FSR 2.0, recurso que dá sobrevida a quem ainda usa GPUs da série GTX 900 ou Radeon RX 500.
Terraria – cerca de R$ 20
Imagine Minecraft em 2D com combate digno de RPG de ação: assim é Terraria. O sandbox da Re-Logic ainda recebe atualizações gratuitas 13 anos depois do lançamento, o que mantém a comunidade ativa e criativa.
Versatilidade: roda até em PCs com gráficos integrados Intel HD 4000, ótimo para quem está sobrevivendo de notebook empresarial enquanto decide qual SSD NVMe colocar no carrinho.
Throne and Liberty – gratuito
MMORPG de mundo aberto da NCSOFT que mistura batalhas PvE colossais, guerras PvP e mudanças climáticas que afetam as lutas em tempo real. Ideal para quem sente falta de um “novo Lineage”.
Fique atento: por ser um MMO recente em Unreal Engine 4, processador de 4 núcleos e GPU com 4 GB de VRAM são recomendados. Se o seu PC está no limite, considere um upgrade para modelos como GTX 1650 ou RX 6500 XT, que já aparecem em promoções na Amazon.
Hades – cerca de R$ 20
Vencedor de múltiplos prêmios de Jogo do Ano em 2020, Hades combina narrativa roguelike com combate hack ’n slash rápido. Cada tentativa de fuga do Submundo traz diálogos inéditos e recompensas permanentes.
Ótima notícia: mesmo com visuais isométricos cheios de partículas, o título roda tranquilo em APUs Ryzen série 3000, tornando-se escolha certeira para setups sem GPU dedicada.
Imagem: Team Cherry divulgação
Batman: Arkham Knight – cerca de R$ 20
Fechando a trilogia da Rocksteady, Arkham Knight finalmente coloca o Batmóvel nas ruas de Gotham em um mapa três vezes maior que o de Arkham City. A edição definitiva traz todos os DLCs, incluindo missões com Asa Noturna e Capuz Vermelho.
Ray tracing? Ainda não. Mas o jogo usa o motor Unreal Engine 3 turbo carregado com PhysX. Quem tem uma placa da geração RTX ou Radeon 6000 consegue cravar 60 fps+ no ultra em 1080p.
Cuphead – cerca de R$ 30
Um tiro-plataforma no estilo desenhado à mão dos anos 1930. A dificuldade alta é compensada pela sensação de triunfo a cada chefe derrotado, algo perfeito para demonstrar aquele monitor de 144 Hz recém-adquirido.
Relevância cultural: o sucesso foi tão grande que o jogo virou série animada na Netflix – prova de que estética retrô ainda faz sucesso.
Dying Light: Essentials Edition – cerca de R$ 20
Combine parkour à la Mirror’s Edge com zumbis de mundo aberto e você tem Dying Light. A Essentials Edition inclui a expansão The Following, que adiciona veículos e mapa de campanha secundário.
Detalhe técnico: para aproveitar o parkour fluido a 60 fps, a Techland recomenda GTX 1050 Ti ou RX 560. Um bom teste de potência para quem pensa em trocar de placa-mãe e processador em breve.
Control: Ultimate Edition – cerca de R$ 10
Produzido pela Remedy, Control é considerado vitrine de ray tracing em tempo real no PC. Na pele de Jesse Faden, você usa telecinese para arremessar mobília e dobrar metal enquanto explora a misteriosa Oldest House. A Ultimate Edition inclui as expansões “The Foundation” e “AWE”, que conecta o universo ao clássico Alan Wake.
Para quem gosta de benchmarks: o game suporta DLSS 2, FSR 2 e XeSS, tornando-se parâmetro obrigatório de performance para quem acabou de instalar uma RTX 4060 ou Intel Arc A750.
Com preços acessíveis, esses títulos comprovam que diversão de qualidade não depende de orçamento ilimitado. Seja para relaxar em uma aventura solo ou competir em arenas online, todos oferecem bom custo-benefício e ainda funcionam como ótimos testes de performance para o seu hardware atual ou futuro upgrade.
Com informações de Olhar Digital