Depois de alguns anos observando concorrentes como Samsung e Huawei dominarem o segmento, a Motorola volta ao centro dos holofotes em 2026 com o Motorola Razr Fold. O primeiro dobrável em formato “livro” da marca já desembarca fazendo barulho: conquistou o topo do ranking de câmeras do DxOMark, traz hardware de ponta e resolve um dos maiores calcanhares de Aquiles desse tipo de produto — a autonomia de bateria.
Por que o Razr Fold chama tanta atenção?
Logo nos primeiros testes independentes, o aparelho mostrou um conjunto técnico que o coloca frente a frente (ou até um passo à frente) do Galaxy Z Fold 6 e do Honor Magic V3. Veja os destaques:
- Processador: Snapdragon 8 Gen 5, o mesmo usado nos flagships Android mais rápidos do primeiro semestre de 2026.
- Memória: 16 GB de RAM LPDDR5X e até 1 TB em armazenamento UFS 5.0.
- Telas: OLED LTPO de 8,1″ (interna) e OLED de 6,6″ (externa), ambas a 120 Hz e com suporte a Dolby Vision.
- Bateria: 6.000 mAh em células de silício-carbono, com recarga rápida de 80 W (cabo) e 50 W (wireless).
- Câmeras: trio traseiro de 50 MP (principal f/1.7, telefoto 3× e ultrawide + macro) e selfies de 20 MP (externa) + 32 MP (interna).
- Atualizações: promessa oficial de 7 anos de Android e patches de segurança.
Construção premium que faz diferença no dia a dia
A dobradiça em formato de gota combina aço inox com uma placa interna de titânio, reduzindo o vinco perceptível e aumentando a sensação de robustez. Na prática, abrir e fechar o aparelho lembra mais virar a página de um livro rígido do que o “clique” plástico de gerações anteriores — ponto importante para quem busca longevidade.
Produtividade de tablet, portabilidade de smartphone
Com a tela de 8,1″ totalmente aberta, planilhas, PDFs e até editores de vídeo rodam em uma área útil semelhante à de um iPad mini, mas cabem no bolso quando você fecha o aparelho. A interface MyUX da Motorola recebeu otimizações completas para janelas flutuantes, modo tela dividida e caneta stylus (a Moto Pen, já inclusa na caixa).
Desempenho nos games e apps pesados
Jogos como Call of Duty: Mobile, Genshin Impact e o recém-lançado Resident Evil 9 Cloud Edition ficam estáveis acima de 90 fps nas configurações máximas, graças à GPU Adreno ™ de nova geração e à refrigeração ampliada. Para quem trabalha com edição de vídeo ou modelagem 3D no smartphone, os 16 GB de RAM fazem diferença em renderizações multitarefa.
Bateria: o ponto de virada nos dobráveis
Dobráveis costumam “morrer” antes do fim do expediente, mas o Razr Fold aguenta um dia inteiro de uso pesado — streaming, GPS, fotos e redes sociais — e ainda chega à noite com cerca de 20 % de carga. Precisa de reforço? Doze minutos na tomada entregam energia para mais algumas horas longe da tomada.
Câmeras: líder do DxOMark não por acaso
O sensor principal de 1/1.3″ capta 125 % mais luz que o usado no Galaxy Z Fold 6, segundo a Motorola. A calibração validada pela Pantone entrega cores vivas, mas sem exagero artificial, e o novo pipeline de IA consegue segurar detalhes até em zoom digital de 100×. O único ponto a melhorar é a estabilização em gravações 8K com muito movimento – algo comum em dobráveis pela própria construção de tela flexível.
Imagem: Internet
Comparativo rápido com os principais rivais
| Razr Fold | Galaxy Z Fold 6 | Honor Magic V3 | |
|---|---|---|---|
| Bateria | 6.000 mAh | 4.400 mAh | 5.200 mAh |
| Câmera DxOMark | 1º lugar | 4º lugar | 3º lugar |
| Carregamento | 80 W/50 W wireless | 45 W/25 W wireless | 66 W/50 W wireless |
| Preço de lançamento (BR) | R$ 15.000 | R$ 13.999 | — |
Mesmo mais caro no lançamento, o Razr Fold já aparece em promoções abaixo de R$ 11.500 — patamar que o coloca no radar de quem planeja investir em um dobrável de longo prazo.
O que vem na caixa (e faz falta em rivais)
Em vez de economizar em acessórios, a Motorola incluiu carregador Turbo Power, capa protetora, Moto Pen com estojo de recarga e ponteira extra, além do cabo USB-C. Quem compra hoje não precisa gastar mais para aproveitar todo o potencial do aparelho.
Vale a pena?
Se você busca um dobrável com foco em fotografia, bateria parruda e promessa de longa vida útil, o Motorola Razr Fold merece estar no topo da sua lista de desejos. Ele entrega mais autonomia que o Galaxy Z Fold 6, traz câmeras no nível dos melhores “slabs” e inclui acessórios que rivais vendem à parte. Ainda falta refinar a estabilização de vídeo e reduzir o preço oficial, mas as promoções atuais já tornam o modelo muito competitivo.
No fim das contas, o Razr Fold mostra que a Motorola não só voltou ao jogo dos super premium, como também colocou pressão real sobre quem reinava sozinho nesse nicho.
Com informações de Mundo Conectado