Os fãs da Apple que sonham com um iPhone realmente “diferente” terão de esperar mais um pouco. De acordo com novas informações vindas da cadeia de fornecimento asiática, o aguardado iPhone Ultra — primeiro dobrável da maçã — foi empurrado para o início de 2027. O mesmo vazamento reforça que o aparelho deve partir de US$ 2.000, podendo chegar a US$ 2.200 na versão mais completa. Convertendo pela cotação atual (R$ 5,06), isso significaria algo entre R$ 10.120 e R$ 11.132, ainda sem impostos brasileiros.
Por que o lançamento escorregou?
A possível mudança de cronograma ganhou força após declarações de Lin En-ping, CEO da Largan Precision — fornecedora das lentes usadas nos iPhones. Em reunião com acionistas, o executivo admitiu que “parte da agenda de novos produtos” foi realocada para o próximo ano fiscal, citando gargalos no fornecimento de componentes críticos.
Entre eles, a escassez de chips produzidos no processo de 2 nm da TSMC e a falta de memória de última geração. Para a Apple, faz mais sentido concentrar recursos em menos modelos por trimestre do que colocar toda a linha — incluindo o aparato dobrável inédito — em risco de atrasos de produção.
Quanto custará — e como o preço se compara ao mercado?
Embora os valores ainda sejam provisórios, a faixa de US$ 2.000 a US$ 2.200 coloca o iPhone Ultra lado a lado com o concorrente natural Galaxy Z Fold 5, que foi lançado a US$ 1.799 nos EUA. Na prática, o Apple Fold (nome não oficial) deve chegar até 22% mais caro do que o modelo da Samsung — algo já esperado, considerando a margem histórica da Apple.
Para efeito de comparação, o iPhone 15 Pro Max 1 TB parte hoje de US$ 1.599, enquanto o Galaxy Z Fold 5 1 TB custa US$ 2.159 nas lojas americanas. O Ultra, portanto, ficaria exatamente no meio desse “teto” para quem busca produtividade em tela ampla ou experiências de jogo mais imersivas.
Ficha técnica rumorada
Ainda que o nome Ultra não esteja 100% confirmado, as especificações vazadas pintam um quadro consistente:
- Tela interna: 7,8″ OLED M14 da Samsung, dobrável, com tratamento para minimizar vinco
- Tela externa: 5,5″ OLED M14
- Processador: A20 Pro (3ª geração em 2 nm da TSMC)
- RAM: 12 GB
- Modem: C2, projeto proprietário da Apple
- Biometria: Touch ID no botão lateral (sem Face ID)
- Refrigeração: câmara de vapor integrada à dobradiça dupla
Segundo analistas, o uso de vidro ultrafino (UTG/UFG), cola flexível entre camadas e um filtro de cor sobre o encapsulamento devem reduzir o vinco percebido — ponto crítico em qualquer dobrável.
Impacto prático: o que muda para jogos, trabalho e consumo de mídia?
• Jogos: a GPU integrada ao A20 Pro, fabricada em 2 nm, promete ganhos de até 30 % em eficiência energética. Isso se traduz em sessões mais longas de títulos AAA sem aquecer tanto o aparelho.
• Produtividade: a área útil de 7,8″ em modo tablet facilita split-screen real, ótimo para quem edita documentos e responde e-mails simultaneamente.
Imagem: Internet
• Vídeos e leitura: painéis M14 oferecem brilho sustentado superior ao de OLEDs de gerações antigas. Séries, quadrinhos e PDFs podem ganhar contraste extra, algo que usuários do iPad mini conhecem bem.
Mercado dobrável: Apple deve abocanhar fatia significativa
A consultoria JPMorgan projeta até 45 milhões de unidades vendidas até 2028, o que daria à Apple cerca de 30 % do segmento global logo no primeiro ano de vida do produto. Se confirmado, o cenário quebra o domínio quase solitário da Samsung e aquece a competição com marcas como Huawei, OPPO e Google.
Não quer esperar até 2027?
Quem busca experimentar o formato antes pode considerar opções já disponíveis, como o Galaxy Z Fold 5 ou o Google Pixel Fold, ambos com tela interna de 7,6″ e processadores topo de linha. Esses modelos já rodam apps de produtividade otimizados e, no ecossistema Android, contam com ofertas frequentes em varejistas como a Amazon — vale ficar de olho em promoções relâmpago, sobretudo em datas como Prime Day e Black Friday.
No entanto, se a integração profunda entre hardware, iOS e chips projetados em Cupertino é decisiva para você, o melhor talvez seja esperar pelo iPhone Ultra. Ainda que o preço assuste, a Apple costuma refinar aspectos como durabilidade de dobradiça e longevidade do software antes de colocar o selo “Ready for Prime Time”.
Com o calendário reorganizado, a linha iPhone 18 Pro continua prevista para setembro de 2026, enquanto versões mais acessíveis — sucessoras de iPhone 16 e 17 — devem aparecer apenas na primavera de 2027 (hemisfério norte). Em outras palavras: o iPhone Ultra será a estrela solitária do primeiro trimestre de 2027, caso nada mude outra vez.
Com informações de Mundo Conectado