A Apple parece ter abandonado, enfim, o “tabu” do touchscreen nos Macs. Um novo vazamento do leaker chinês Instant Digital — com “100% de certeza”, segundo o próprio — reforça que o próximo grande lançamento da marca deve ser um MacBook Ultra com tela OLED sensível ao toque. Se confirmado, será a primeira vez que um notebook da empresa permitirá interação direta com os dedos, algo que rivais Windows já oferecem há anos.
O que já sabemos sobre o possível MacBook Ultra
- Tela: OLED híbrido (oxide TFT + tandem) de 14 e 16 polegadas, com brilho superior e maior eficiência energética.
- Toque: suporte nativo a gestos e menus contextuais; especula-se um recorte em estilo Dynamic Island.
- Processadores: novos chips M6 Pro e M6 Max, fabricados em 2 nm pela TSMC.
- Design: chassi mais fino e leve que o MacBook Pro atual.
- Lançamento: janela entre o fim de 2026 e o início de 2027.
- Preço: até 20 % acima dos MacBook Pro, ou cerca de US$ 3.000 (~R$ 15,5 mil em conversão direta).
Por que a Apple mudou de ideia?
Historicamente, a empresa descartava telas verticais sensíveis ao toque, alegando desconforto ergonômico — posição defendida publicamente por Steve Jobs em 2010. No entanto, dois fatores alteraram o cenário:
- Queda nas vendas de iPad: com tablets perdendo tração, granjear novas funções ao Mac pode ajudar a equilibrar a receita.
- Alta demanda por notebooks touch: modelos como Dell XPS Plus e ASUS Zenbook OLED provaram que o mercado premium quer essa versatilidade.
Benefícios práticos para quem joga ou cria conteúdo
A combinação de chip M6 e tela OLED touch pode entregar:
- Gameplays mais fluidos: o processo de 2 nm promete ganhos em FPS e menor consumo energético, algo essencial para sessões longas.
- Cores precisas para criadores: a tecnologia tandem OLED oferece maior brilho sustentado e vida útil prolongada, ideal para edição de vídeo HDR.
- Fluxo de trabalho híbrido: com o macOS 27 “Golden Gate” já testando gestos nativos, ilustradores poderão rascunhar diretamente no display sem recorrer ao iPad e ao Sidecar.
Como ele se posicionará frente aos concorrentes?
O MacBook Ultra deve enfrentar:
| Modelo | Tela | CPU/GPU | Preço inicial (EUA) |
|---|---|---|---|
| Dell XPS 16 | OLED 3K touch 16″ | Intel Core Ultra 9 + RTX 4070 | US$ 2.899 |
| ASUS Zenbook Pro 14 | OLED 14,5″ touch | Intel Core i9 + RTX 4060 | US$ 2.499 |
| Apple MacBook Ultra (rumor) | OLED 14/16″ touch | M6 Pro/Max (2 nm) | ~US$ 3.000 |
Apesar do preço salgado, a plataforma Apple Silicon costuma oferecer desempenho por watt superior, bateria mais longa e ecossistema fechado — diferenciais que atraem profissionais de vídeo, música e desenvolvimento de apps.
Produção avançando nos bastidores
A Samsung Display já teria alcançado rendimento acima de 90 % em suas linhas de painéis OLED 8,6ª geração, abrindo caminho para a fabricação em escala. O principal gargalo agora seria a escassez de chips de memória, fator que pode empurrar o lançamento para 2027, segundo Mark Gurman, da Bloomberg.
Imagem: Internet
Vale a pena esperar?
Se você cogita trocar de notebook só em 2026 ou 2027, pode ser estratégico aguardar. Além do toque, o salto para OLED híbrido deve trazer telas mais duráveis, pretos profundos e menor retenção de imagem — pontos onde IPS LCDs ainda tropeçam. Porém, se seu workflow já exige alto poder de fogo, os atuais MacBook Pro M3 Pro/Max continuam líderes em desempenho multicore e eficiência energética hoje mesmo.
Em resumo, a chegada do MacBook Ultra touch sinaliza a maior revolução na linha Mac desde a migração para o Apple Silicon. Quem busca o combo desempenho, mobilidade e interação direta com a tela tem motivos de sobra para ficar de olho — e começar a poupar.
Com informações de Mundo Conectado