Chegou o momento que muitos já previam desde 2020: a Apple confirmou que o macOS 27 Golden Gate rodará apenas em Macs equipados com chips da família Apple Silicon. Isso significa que os últimos modelos com processadores Intel – lançados até 2021 – recebem no máximo o macOS 26 Tahoe e, dali em diante, ficam restritos a atualizações de segurança.
Quais Macs continuam na linha de frente?
Todos os computadores listados abaixo receberão, já no segundo semestre, a versão 27 do sistema operacional:
- MacBook Air com chips M1, M2, M3, M4 e M5
- MacBook Pro com chips M1, M2, M3, M4 e M5
- Mac mini com chips M1, M2, M3, M4 e M5
- iMac com chips M1, M2, M3, M4 e A18 Pro
- Mac Studio com M2 Ultra, M3 Ultra, M4 Pro, M5 Pro e M5 Max
- Mac Pro com M2 Ultra, M3 Ultra, M4 Max e M5 Max
O que acontece com quem ainda usa Intel?
Se você tem um MacBook Pro 13″ 2020, MacBook Air 2020, Mac mini 2020, iMac 24″ 2021, iMac Pro 2017 ou Mac Pro 2019, o macOS 26 Tahoe será a última grande atualização. A Apple garante patches de segurança até o outono de 2028, mas novos recursos – incluindo a assistente Siri turbinada por IA generativa – permanecerão exclusivos dos chips com arquitetura ARM.
Por que o corte agora?
Desde o anúncio do M1 na WWDC 2020, a Apple deixou claro que a migração para silício próprio seria rápida. A chegada de núcleos de IA dedicados nos chips M4 e M5 selou o destino dos Intel: recursos como Apple Intelligence, Siri contextual e renderização em tempo real usando NPU dependem de instruções que simplesmente não existem na linha x86.
Impacto para jogos e aplicativos profissionais
Usuários de editores de vídeo, 3D ou gamers que rodam títulos via Metal ganham mais que novos features: benchmarks internos mostram, por exemplo, que um MacBook Air M3 entrega até 2,3 × mais FPS em Resident Evil Village que um MacBook Pro 13″ 2020 com Intel i5, consumindo metade da energia. Para quem usa Blender ou Final Cut, o ganho com as novas NPUs chega a 70 % na renderização.
Vale ou não fazer o upgrade?
A resposta passa pelo uso. Quem depende de apps corporativos legados talvez consiga segurar mais um ou dois anos com Tahoe. Já quem busca recursos de IA locais, melhor autonomia de bateria ou simplesmente quer prolongar o suporte do macOS até 2030, encontrará nos modelos M3 e M4 a melhor relação entre preço e longevidade (inclusive em promoções recorrentes no varejo online brasileiro).
Imagem: William R
Relembrando a transição Apple Silicon
A troca de arquitetura, que levou meros quatro anos, já é vista como uma das mais suaves na história da computação pessoal. Do M1 inaugural ao recém-chegado M5 Max, a Apple alcançou níveis de eficiência energética que redefiniram o formato dos laptops ultrafinos. Com o macOS 27 Golden Gate, a página Intel está definitivamente virada.
No fim das contas, a decisão da Apple consolida o ecossistema em torno de um hardware totalmente controlado pela empresa – e essa coesão tende a acelerar ainda mais o ritmo de novidades no macOS a cada WWDC.
Com informações de Hardware.com.br