A Apple acaba de fechar o primeiro trimestre de 2026 com **alta de 8 % nas remessas de iPhone para a América Latina**, segundo a consultoria Counterpoint Research. O crescimento é quatro vezes maior que o ritmo do mercado geral de smartphones na região, que avançou apenas 2 %. Ainda assim, a fabricante deixou escapar o quarto lugar no ranking para a chinesa Honor, que saltou impressionantes 75 % no mesmo período.
Apple cresce acima da média, mas perde o quarto lugar
De janeiro a março, a fatia da Apple subiu de 7 % para 8 %. O destaque ficou por conta do iPhone 17 Pro Max, topo de linha que ainda não tem rival direto em câmeras e desempenho gráfico, e do recém-chegado iPhone 17e, versão mais acessível que estreou no fim do trimestre.
No entanto, a Honor quase dobrou sua participação — de 6 % para 10 % — e empurrou a Apple para a quinta posição. A Samsung manteve a liderança com 31 %, seguida por Motorola (19 %) e Xiaomi (15 %).
Por que o número de remessas parece maior que a “vontade de comprar”?
O salto nas entregas tem um componente de bastidor: várias fabricantes, Apple incluída, anteciparam pedidos para **garantir preços antes da disparada dos chips de memória DDR5 e LPDDR5X**. Em outras palavras, parte dos aparelhos que chegaram às lojas ainda busca um dono.
iPhone 17 Pro Max & iPhone 17e: o que atraiu o consumidor latino?
• Poder de fogo para games mobile – O A20 Pro, chip de 3 nm do 17 Pro Max, entrega até 25 % mais frames por segundo em títulos como Call of Duty Mobile que o Snapdragon 8 Gen 3 presente nos flagships Android.
• Câmera de 48 MP com sensor maior – Mais luz, menos ruído e gravação 8K tornam o modelo irresistível para criadores de conteúdo.
• Bateria de longa duração – Até 29 h de streaming de vídeo, um alívio para quem passa o dia fora.
• iPhone 17e – Tela OLED de 90 Hz, 5 G completo e preço inicial em torno de US$ 649 posicionam o aparelho como “porta de entrada” ao ecossistema Apple.
Na prática, quem troca um iPhone 12/13 sente ganho imediato em fluidez e em fotografia noturna — fatores de decisão que pesam nos reviews e, claro, nos carrinhos virtuais.
Aonde o iPhone voou — e onde tropeçou
Equador, Peru e Venezuela cresceram dois dígitos e foram os motores do trimestre. Já Brasil e México recuaram, contrariando a expectativa de que os maiores mercados puxariam a fila. A alta do dólar e a incerteza econômica ajudaram a segurar o ticket médio por aqui.
Imagem: Internet
Memória mais cara até 2027: Apple está blindada?
A cadeia verticalizada da Apple — que inclui contratos de longo prazo com Samsung e SK Hynix — minimiza o impacto do aumento de custo dos chips. Para o usuário final, isso se traduz em **menos repasse de preço** e maior disponibilidade de estoque, algo que marcas menores não conseguem igualar.
O que vem no 2.º trimestre?
Com os canais lotados, a Counterpoint prevê **descontos pontuais** em modelos estratégicos — atenção extra para ofertas relâmpago no iPhone 17 e no 16 Plus, que podem aparecer em eventos como o Amazon Prime Day. Enquanto isso, a Honor promete manter a ofensiva na faixa de US$ 250 a US$ 400, onde a Motorola historicamente domina.
No fim das contas, o recado é claro: o público latino continua disposto a pagar mais por recursos premium, mas a nova rivalidade com a Honor deve acender o modo turbo da estratégia de preços da Apple.
Com informações de Mundo Conectado