O anel inteligente mais famoso do mercado acaba de receber sua maior atualização até agora. O Oura Ring 5 ficou menor, trouxe sensores de nova geração e estreou o primeiro acompanhamento de pressão arterial enquanto você dorme — recurso que nem Apple Watch ou Galaxy Watch oferecem hoje. Tudo isso mantendo a estrutura em titânio, a proteção IP68 e a já tradicional experiência de bateria de quase uma semana.
Design 40 % mais compacto, conforto em foco
O novo modelo tem apenas 6 mm de largura e 2,3 mm de espessura, contra 10 mm do Oura Ring 4. A redução não é apenas estética: menos volume significa menor atrito com teclados, halteres e até controles de videogame — algo que usuários gamers reclamavam nos anéis anteriores. A curvatura interna foi suavizada, distribuindo a pressão de forma mais homogênea nos dedos e permitindo uso contínuo 24/7.
Sensores redesenhados para leituras mais estáveis
No interior, a Oura trocou todo o arranjo óptico. LEDs verdes, vermelhos e infravermelhos agora emitem mais luz, o que, segundo a marca, melhora o sinal em diferentes tons de pele e tamanhos de dedo — um ponto em que a geração passada ainda patinava. Também foram revistos os fotodiodos, responsáveis por “captar” esse retorno luminoso e transformá-lo em dados de frequência cardíaca, SpO₂ e variabilidade da frequência cardíaca (HRV).
Novo “Radar de Saúde” e pressão arterial noturna
A principal novidade de software atende pelo nome de Health Radar System. Imagine um painel automotivo que monitora tempo real de combustível, temperatura e rotação: é isso, só que para o seu corpo. O algoritmo cruza mais de 50 métricas coletadas continuamente e dispara alertas precoces quando detecta padrões fora da curva.
Entre elas, a que mais chama atenção é o rastreamento de pressão arterial durante o sono. Hoje, relógios inteligentes entregam apenas estimativas de curto prazo; o Oura Ring 5 coleta valores ao longo de toda a noite, gerando relatórios que podem ajudar a identificar tendências de hipertensão ou hipotensão. O recurso chega primeiro a Estados Unidos, Índia e Emirados Árabes a partir de junho, restrito a assinantes do aplicativo.
Assinatura continua obrigatória — entenda o custo real
Para acessar todos os recursos, o usuário precisa do Oura Membership, que custa US$ 5,99/mês (≈ R$ 30) ou US$ 69,99/ano (≈ R$ 352). Na prática, o investimento no hardware é apenas metade da equação, algo a se considerar caso você esteja comparando com smartwatches que oferecem funções similares sem mensalidade.
Duração de bateria: até 9 dias e novo estojo power bank
A Oura promete 6 a 9 dias de autonomia, dependendo do volume de exercícios monitorados e de notificações habilitadas. O carregamento total continua levando até 80 min. Para quem passa muito tempo fora de casa, a marca lançou um estojo com bateria interna, vendido à parte por US$ 99 (≈ R$ 498), que recarrega o anel por até um mês sem precisar de tomada.
Imagem: Internet
Preços e disponibilidade
O Oura Ring 5 chega em dois grupos de acabamento:
- Prata e Preto: US$ 399 (≈ R$ 2.009)
- Ouro, Stealth e Prata Escovado: US$ 499 (≈ R$ 2.512)
Ainda não há previsão oficial para o lançamento no Brasil. Quem não quer esperar costuma importar via Amazon EUA, mas vale lembrar que o estojo de tamanhos (6 ao 13) precisa ser escolhido com precisão para evitar trocas internacionais.
Oura Ring 5 x concorrentes: onde ele brilha?
• Versus Oura Ring 4: 40 % menor, sensores mais potentes, pressão arterial integrada.
• Versus smartwatches premium (Apple, Samsung, Garmin): autonomia maior, peso quase imperceptível (menos de 5 g) e zero distração na tela — ideal para quem quer dados sem o “tic-tic” das notificações constantes.
• Versus anéis em pré-anúncio como o Galaxy Ring: já está disponível, com ecossistema de app maduro e base clínica de validação iniciada em 2015.
Se você busca um wearable que desaparece no dedo, mas entrega métricas dignas de laboratório, o Oura Ring 5 assume a dianteira — sobretudo agora que fala a língua da pressão arterial noturna.
Com informações de Mundo Conectado