O Google aproveitou a edição mais recente do The Android Show para apresentar oficialmente o Googlebook, a próxima geração de laptops da empresa. A novidade substitui os Chromebooks lançados em 2011 e inaugura uma nova fase na estratégia do gigante das buscas para o mercado de computadores pessoais — um segmento onde Windows e macOS ainda dominam com folga.
Por que você deveria se importar?
Se você gosta da ideia de um notebook leve, sempre conectado e livre de vírus, mas sentia falta de desempenho para rodar softwares mais pesados e até alguns jogos, os Googlebooks podem finalmente fechar essa lacuna. A empresa promete upgrades importantes de hardware, uma loja de apps Android otimizada e, claro, integração total com serviços como Google Drive e Google Photos.
O que muda em relação aos Chromebooks?
Nos bastidores, fontes próximas ao projeto indicam que o Googlebooks abandona de vez os chips ARM de entrada para apostar em processadores Intel Core Ultra ou AMD Ryzen série 7000U — as mesmas famílias vistas em ultrabooks premium vendidos hoje na Amazon. Isso significa:
- Melhor performance em multitarefa e aplicativos de produtividade, como edição de vídeo leve no Clipchamp ou DaVinci Resolve.
- Placas gráficas integradas Intel Arc ou AMD Radeon RDNA 3, capazes de rodar títulos e-sports populares (Fortnite, Valorant, CS2) acima de 60 fps em 1080p no médio.
- Suporte nativo a até 32 GB de RAM LPDDR5X e SSD NVMe de 1 TB, algo impensável nos primeiros Chromebooks.
Especificações esperadas (e como elas se comparam)
| Googlebook (vazamento) | Chromebook 2023 topo de linha | MacBook Air M2 |
|---|---|---|
| Intel Core Ultra 5 ou Ryzen 7 7840U | Intel Core i3-N305 | Apple M2 |
| GPU integrada Intel Arc/AMD RDNA 3 | Intel UHD Graphics | GPU integrada M2 |
| RAM até 32 GB LPDDR5X | 8 GB LPDDR4X | 8 GB/16 GB LPDDR5 |
| SSD NVMe até 1 TB | eMMC 128 GB ou SSD 256 GB | SSD 256-1 TB |
| Tela 14″ 120 Hz 2,5K | Tela 14″ 60 Hz Full HD | Tela 13,6″ 60 Hz 2,5K |
Na prática, o Googlebook promete ser, pelo menos no papel, tão rápido quanto um ultrabook Windows premium — e próximo ao desempenho de um MacBook Air M2 em tarefas como compilação de código ou exportação de vídeo curto.
E para quem joga?
O foco ainda é mobilidade e produtividade, mas a GPU Intel Arc ou Radeon 780M integrada ao Ryzen 7 pode entregar gameplay casual competente. Games via cloud (GeForce NOW, Xbox Cloud Gaming) também devem rodar sem engasgos, graças ao Wi-Fi 7 de baixa latência confirmado nos documentos da FCC.
Concorrência direta
Ao mirar nesse patamar de performance, o Googlebook passa a rivalizar com modelos como ASUS Zenbook 14 OLED, Lenovo Yoga Slim 7i e Samsung Galaxy Book3. Todos eles já figuram entre os laptops mais desejados — e frequentemente listados entre as ofertas relâmpago da Amazon.
Imagem: Internet
Quando chega e qual o preço?
Durante o evento, o Google manteve suspense sobre valores, mas analistas preveem preços entre US$ 699 e US$ 899 nos Estados Unidos, posicionando o Googlebook ligeiramente abaixo dos MacBooks e na mesma faixa dos ultrabooks Windows com GPU integrada mais robusta. No Brasil, a importação oficial pode empurrar o ticket para algo próximo de R$ 7.000, ainda competitivo para quem busca um notebook premium.
O veredito inicial
Enquanto não temos reviews de benchmark, o Googlebook já mostra que o Google finalmente entendeu o recado dos usuários: potência importa. Caso as promessas se confirmem, o modelo pode ser a porta de entrada perfeita para quem quer migrar do Windows sem abrir mão de desempenho — e, de quebra, aproveitar periféricos gamers como mouses de 8.000 dpi ou teclados mecânicos Hot-Swap comprados na Amazon.
Com informações de Olhar Digital