A Intel finalmente quebrou o silêncio em torno da sua arquitetura Battlemage: os primeiros testes independentes da Arc Pro B70 revelam uma placa profissional que, mesmo sem ter “gaming” no nome, faz frente — e em muitos casos ultrapassa — a recém-lançada NVIDIA GeForce RTX 5060 Ti. Com 32 GB de VRAM GDDR6, interface de 256 bits e 608 GB/s de largura de banda, a GPU mostrou ganhos de até 65,7 % sobre a Arc B580 em ray tracing e abriu vantagem média de 9 % sobre a concorrente da NVIDIA em títulos chave.
Por dentro do “Big Battlemage”
No coração da Arc Pro B70 está o die BMG-G31 em sua configuração máxima:
- 32 núcleos Xe2-HPG (equivalentes a 4 096 ALUs)
- 256 XMX Engines dedicados a IA e 32 unidades de ray tracing
- Clock base de 2 800 MHz
- 367 TOPS INT8 para aceleração de IA via OpenVINO e Windows ML
Na prática, é o chip mais robusto que a Intel já colocou em uma placa single-slot, mirando estações de trabalho, renderização e, agora, jogos graças a um driver liberado em junho.
Desempenho em 1440p: onde a Intel avança
Os números obtidos pelo veículo chinês Expreview mostram um cenário equilibrado em rasterização e um “empurrão” extra em ray tracing:
| Jogo (1440p) | Arc Pro B70 | Arc B580 | RTX 5060 Ti 16 GB |
|---|---|---|---|
| Cyberpunk 2077 | 90,27 FPS | 66,01 FPS | ~79 FPS |
| Black Myth: Wukong | 87 FPS | 61 FPS | 90 FPS |
| Assassin’s Creed Shadows | 92 FPS | 65 FPS | 95 FPS |
| F1 25 (RT On) | 120 FPS | 72 FPS | 110 FPS |
| Doom: The Dark Ages (RT On) | 156 FPS | 94 FPS | 142 FPS |
Em cenários de rasterização pura, a RTX 5060 Ti ainda aparece no topo em dois dos cinco títulos testados, mas a Intel leva vantagem consistente quando o ray tracing entra em cena. Isso é relevante para quem joga em 1440p/Ultra com RT ativado ou usa path tracing, onde a demanda por cálculo de raios cresce exponencialmente.
VRAM: 32 GB podem fazer diferença já em 2026?
Desde o lançamento de Hogwarts Legacy e The Last of Us Part I no PC, a quantidade de memória de vídeo voltou à pauta. Texturas 4K, ray tracing pesado e mods ambiciosos engolem mais de 16 GB com facilidade. Nesse sentido, a Arc Pro B70 apresenta o dobro de VRAM da RTX 5060 Ti, um fator que pode se traduzir em maior longevidade para quem não pretende trocar de GPU a cada geração.
Imagem: Redacao Hardware
Como fica o mercado: gamers de olho em uma placa “Pro”
Apesar do desempenho promissor, a Arc Pro B70 continua listada no segmento profissional com preço sugerido de US$ 949. Para efeito de comparação, a RTX 5060 Ti de 16 GB chega por US$ 499 nos EUA. A diferença de quase 90 % no preço complica a vida do entusiasta que pensa em importar, mas vale ficar atento a três pontos:
- Drivers unificados: a Intel habilitou perfis de jogo no mesmo pacote usado pela linha Arc “gaming”.
- Estoque limitado: por ser um modelo workstation, há menos unidades e menor chance de queda brusca de preço.
- Possível versão gamer: rumores indicam que o mesmo silício BMG-G31 chegará às lojas em 2027 como “Arc B780”, mais barata e com clocks ligeiramente mais altos.
Para quem a Arc Pro B70 faz sentido hoje?
Se você mescla desenvolvimento, renderização 3D e jogos em alta resolução, a B70 aparece como uma solução “tudo-em-um”, unindo 32 GB de VRAM, aceleração de IA e desempenho sólido em ray tracing. O custo, porém, é comparável ao de uma RTX 5080, que oferece DLSS 3.5 e encoders AV1 duplos. Em outras palavras, a B70 vale a pena se — e somente se — suas aplicações profissionais exigirem a VRAM extra agora.
Para o jogador que busca o melhor custo-FPS, a RTX 5060 Ti continua mais acessível. Já quem prioriza memória de sobra e pretende atravessar a geração de RPGs massivos, a Arc Pro B70 sinaliza o que esperar da futura linha Battlemage para consumo.
Com informações de Hardware.com.br