Um notebook que liga quase instantaneamente, roda seus apps móveis favoritos em tela cheia e ainda promete mais autonomia que muitos ultrabooks Windows. Esse é o cenário apontado por fontes do SamMobile, que sugerem que a Samsung trabalha em três modelos da linha Galaxy Book equipados com Android 17 e a interface One UI 9, previstos para chegar ao mercado já em 2026.
Três perfis de usuário, três notebooks
Segundo o vazamento, a Samsung deve repetir a estratégia que já adota nos celulares: haverá um modelo de entrada para tarefas básicas, um intermediário focado em produtividade leve e um topo de linha voltado a criadores de conteúdo e gamers mobile que pedem mais desempenho gráfico.
Qual hardware esperar? Arm ganha força
Embora as especificações ainda estejam sob sigilo, a aposta quase unânime é em chips Arm. A Samsung pode optar por:
- Exynos de nova geração — aproveitando a experiência da marca com 4 nm e 3 nm para celulares e tablets;
- Snapdragon série X — herdando o know-how da Qualcomm nos recentes PCs Windows-on-Arm;
- ou até um projeto híbrido em parceria com a AMD para gráficos dedicados.
Na prática, isso significa menos calor, mais bateria e inicialização relâmpago, algo que usuários de Chromebooks já conhecem, mas agora embalado no ecossistema Galaxy.
One UI 9 no PC: mais que um “modo DeX” turbinado
Para quem já usa um smartphone Samsung, a transição promete ser quase transparente. A interface One UI 9 deve sincronizar notificações, arquivos e área de transferência em tempo real, além de permitir que você inicie um app no celular e continue no notebook sem perder o ponto. Pense em recursos como Quick Share e Galaxy Buds Auto Switch, mas ampliados para um “ambiente desktop” completo.
Android em notebooks: resposta ao MacBook e aos novos Windows-on-Arm?
Não há sinais de que a Samsung vá abandonar o Windows 11 — a marca deve continuar vendendo os Galaxy Book Pro tradicionais. A estratégia se parece mais com a da Apple, que mantém macOS e iPadOS separados, mas interligados. Ao oferecer um Galaxy Book puramente Android, a empresa:
- cria uma ponte direta com a Play Store, permitindo acesso imediato a milhares de apps e jogos otimizados para toque;
- diversifica o portfólio, competindo não só com MacBooks, mas também com Chromebooks premium e futuros PCs Windows-on-Arm de marcas como Lenovo e Acer;
- fortalece seu ecossistema proprietário, em que wearables, TVs e eletrônicos de casa inteligente já falam a mesma língua (One UI).
O que isso significa para quem joga e trabalha?
Para jogadores de títulos como Genshin Impact, Call of Duty Mobile ou futuros ports da Unreal Engine 5 para Android, o salto pode ser significativo: telas maiores com taxa de atualização alta e controles físicos de teclado e mouse Bluetooth sem precisar de emulador. Já para produtividade, aplicativos como Office, Google Workspace e Canva ganharão um “modo desktop” real, usando atalhos de teclado e janelas redimensionáveis.
Imagem: Darlan Helder
Quando chega e quanto pode custar?
Tanto o Android 17 quanto a One UI 9 devem ser finalizados em meados de 2025. Seguindo o ciclo anual da Samsung, o lançamento dos notebooks poderia acontecer no primeiro semestre de 2026, possivelmente junto à linha Galaxy S26. Preços? Se a marca mantiver a lógica dos celulares, espere algo como:
- Entrada: faixa de R$ 4.000 a R$ 5.500;
- Intermediário: de R$ 6.000 a R$ 8.000;
- Topo de linha: acima de R$ 10.000, competindo com MacBook Air M3 e ultrabooks Evo.
Vale lembrar que essas cifras ainda são especulação e dependerão do câmbio, da configuração de RAM/SSD e, claro, da concorrência no momento do lançamento.
Por que ficar de olho?
Se você está pesquisando um notebook novo e já vive no ecossistema Galaxy — usando fones Buds, relógios Galaxy Watch ou até uma TV Neo QLED — esse futuro Galaxy Book Android pode ser a peça que faltava para uma integração total. Além disso, a chegada de um grande fabricante ao segmento de “Android PCs” pode puxar preços para baixo e acelerar a otimização de apps, beneficiando todo o mercado.
Agora resta aguardar os anúncios oficiais para confirmar design, ficha técnica e, quem sabe, testes práticos de bateria e desempenho. Até lá, fique ligado: 2026 promete ser o ano em que o notebook Android finalmente pode deixar de ser curiosidade e virar opção real de compra.
Com informações de Tecnoblog