Mesmo após a explosão de vendas do Nintendo Switch 2 – que já ultrapassou 17 milhões de unidades em menos de um ano – o modelo original de 2017 continua firme (e lucrativo). Com 155 milhões de consoles instalados pelo mundo, a Nintendo e suas parceiras seguem publicando títulos de peso para quem ainda joga no primeiro Switch. A boa notícia para quem pensa em renovar a biblioteca é que 2026 trouxe obras inéditas, relançamentos caprichados e indies com jeitão de blockbuster.
Confira oito jogos recém-chegados que mostram por que o “velho” Switch ainda tem lenha para queimar – e o que cada um deles entrega de valor prático para quem curte ação, RPG ou experiências couch-friendly.
Tomodachi Life: Living the Dream
A sequência do simulador mais “bem-humorado” da Nintendo expande a fórmula do 3DS com ilhas maiores, sistema climático dinâmico e interação online opcional. O jogador cria Miis de amigos, familiares ou celebridades e observa relacionamentos totalmente imprevisíveis. Para quem procura algo leve, perfeito para sessões rápidas no transporte ou no sofá, Living the Dream é um convite a consumir aquelas horas mortas sem perceber.
Por que é interessante agora? O game tira proveito completo do modo portátil do Switch – ótimo para quem investiu em um cartão microSD maior para carregar muitos saves e fotos dos Miis.
Metroid Prime 4: Beyond
Depois de oito anos de espera, Samus Aran volta em grande estilo. A Retro Studios manteve o DNA de exploração em primeira pessoa e adicionou biomas interligados em mundo aberto, transição sem carregamentos perceptíveis e habilidades psíquicas que renovam o combate. O motor gráfico foi otimizado para o Tegra X1 original, entregando 900p estáveis no dock e 60 fps em áreas internas.
Para quem joga no Switch “clássico”: a Nintendo incluiu opção de mira giroscópica refinada que casa perfeitamente com os Joy-Con originais. Se você já tem um Grip Pro Controller, a imersão é ainda maior.
Super Mario Galaxy + Super Mario Galaxy 2
Dois ícones do Wii chegam em um único cartucho (ou download), com texturas em alta definição e suporte a 60 fps. É a porta de entrada ideal para quem nunca experimentou as mecânicas de gravidade da série antes da estreia de Super Mario Galaxy – O Filme.
Diferencial técnico: a coleção utiliza carregamento acelerado via UHS-I, então vale considerar um cartão microSD certificado se quiser alternar entre os dois jogos sem engasgos.
Xenoblade Chronicles X: Definitive Edition
O spin-off futurista da Monolith volta turbinado: modelos de personagens redesenhados, draw distance maior e trilha reorquestrada. A obra combina mechas, combate em tempo real e um mundo aberto que, nesta versão, roda melhor graças a novos algoritmos de streaming de cenário.
Impacto prático: para fãs de JRPG, são facilmente 100 horas de campanha – um prato cheio para quem busca custo-benefício na hora de escolher o próximo cartucho.
Absolum
Dos criadores de Streets of Rage 4, chega um beat’em up roguelite com artes desenhadas à mão e combate que lembra clássicos de fliperama, mas com progressão moderna. A cada run, rotas diferentes, chefes aleatórios e novos combos para dominar.
Imagem: Internet
Por que ficar de olho? O jogo é perfeito para partidas cooperativas locais usando dois pares de Joy-Con. Um modo suspender/retomar rápido favorece quem divide o Switch com a família.
Ball x PIT
A Devolver Digital traz o DNA de Arkanoid misturado a roguelite e gestão de base. O loop de “queimar blocos, recrutar heróis e expandir a Nova Bolalônia” vicia fácil – e foi otimizado para sessões curtas, algo que encaixa como luva no Switch Lite.
Detalhe que ajuda no dia a dia: salvamento em nuvem e interface pensada para tela de 5,5 pol. garantem que o progresso acompanhe você mesmo se alternar entre modelos de Switch na casa.
Pipistrello and the Cursed Yoyo
Produção brasileira que mistura Zelda top-down com plataformas. O uso do yo-yo como arma e gancho de locomoção traz um ritmo frenético, enquanto a arte em pixel impressiona com animações a 120 fps internos (travados em 60 fps na TV).
Diferencial de compra: jogo nacional com preço sugerido menor que grandes AAA, ideal para quem procura boas experiências sem estourar o orçamento.
Dragon Quest VII Reimagined
O remake troca polígonos do PS1 por cenários em estilo maquete e miniaturas digitalizadas, lembrando Diorama Adventure. Os tempos de carregamento foram cortados pela metade, e a história – famosa pelo ritmo lento – recebeu cortes de gordura, tornando a aventura de viagem temporal mais dinâmica.
Benefício real: com texto em português do Brasil, o jogo se torna porta de entrada acessível para novos fãs da franquia.
Vale a pena investir em jogos novos para o Switch original em 2026?
Se você já possui o primeiro Switch, os títulos acima demonstram que o console continua relevante, com experiências inéditas ou aprimoradas que exploram ao máximo o hardware híbrido. Para quem pensa em comprar o Switch 2 futuramente, muitos desses jogos trazem upgrade gratuito via Smart Delivery Nintendo, garantindo que o investimento de hoje também renda amanhã. Em outras palavras, ainda não é hora de aposentar seu Joy-Con.
Com informações de Voxel / TecMundo