Fotos em 4K, jogos que passam fácil de 10 GB e apps de inteligência artificial que salvam tudo localmente: em 2026, 256 GB deixou de ser luxo e virou o novo “32 GB” de alguns anos atrás. Se você quer escapar da notificação de memória cheia — e ainda pagar o preço justo — reunimos quinze modelos já disponíveis no Brasil que entregam essa capacidade. Eles começam em cerca de R$ 800 e chegam a verdadeiras máquinas de bolso capazes de editar vídeo em 8K sem suar.
Por que 256 GB é o ponto de equilíbrio em 2026?
Câmeras de 200 MP gravam em até 8K, jogos AAA mobile beiram 20 GB, e a nuvem anda cada vez mais cara. Nesse cenário, 128 GB costuma lotar em menos de dois anos de uso típico. Com 256 GB, você ganha fôlego para:
- Manter o WhatsApp inteiro salvo sem precisar limpar mídia toda semana;
- Instalar jogos pesados como Genshin Impact ou Call of Duty Mobile 2 com folga;
- Gravar viagens em 4K/60 fps e ainda ter espaço para edição local.
Mas é claro: capacidade sozinha não basta. Padrão de armazenamento (UFS 2.2, 3.1 ou 4.1), quantidade de RAM, bateria e câmeras fazem toda a diferença. A seguir, veja o que cada aparelho oferece — e onde ele ganha (ou perde) em relação aos concorrentes diretos.
Básicos até R$ 1.000 – para quem prioriza espaço e economia
Galaxy A07 4G: Helio G99, tela de 6,7″ 90 Hz e UFS 2.2. Ideal para redes sociais e streaming leve. Leva microSD de até 2 TB, algo raro hoje.
Redmi 15C 4G: processador Helio G81 Ultra, bateria generosa de 6.000 mAh e LCD 120 Hz de 6,9″. Aqui, 8 GB de RAM fazem falta na versão mais barata, mas o preço compensa para quem só navega e assiste vídeos.
Moto G35: único de entrada com gravação 4K. A tela IPS 120 Hz segura bem jogos casuais, mas o Unisoc T760 entrega desempenho apenas ok.
Básico com pitada de 5G
Galaxy A17 5G: Exynos 1330 + Super AMOLED 90 Hz equivalem a grande salto em cores e contraste frente aos modelos LCD. MicroSD de até 2 TB continua presente, ótimo para quem guarda muita mídia offline.
Intermediários até R$ 2.000 – o “meio-termo” que já roda tudo
Galaxy A36: Snapdragon 6 Gen 3 garante folga em tarefas cotidianas e alguns games em alta. Ponto fraco: sem microSD. Em troca, você leva OIS na câmera de 50 MP e seis atualizações garantidas do Android.
Moto G86: primeiro Moto G com tela 1.5K POLED. Mesmo padrão UFS 2.2, mas a certificação militar MIL-STD-810H e IP69 o tornam excelente para quem vive derrubando o aparelho.
Realme C85: bateria de 7.000 mAh — autonomia de dois dias de uso real, segundo nossos testes. Tela IPS 144 Hz e proteção IP69K completam o pacote. Para quem consome muito vídeo fora de casa, é candidato natural.
Galaxy A56: salta para UFS 3.1 (duas vezes mais rápido que 2.2). Se você costuma editar vídeo ou transferir arquivos grandes do PC, vai sentir a diferença.
Redmi Note 15 Pro: câmera de 200 MP e bateria de silício-carbono de 6.580 mAh são os chamarizes. Falta microSD, mas o conjunto é um dos mais equilibrados abaixo de R$ 2.000.
Imagem: Ana Marques
Intermediário-premium – quando velocidade interna importa
Motorola Edge 60 Fusion: Dimensity 7400 + tela pOLED LTPO (1–144 Hz) = suavidade de flagship para rolagem e jogos competitivos. Ainda aceita microSD de 1 TB, diferencial raro na categoria.
Poco X8 Pro 5G: único da lista com UFS 4.1 — leitura beirando 4,3 GB/s. Isso significa tempos de carregamento de apps similares aos top de linha de 2024/25, mas pagando metade do valor. Bateria de 6.500 mAh e carregador de 100 W acompanham o ritmo.
Top de linha compactos
Galaxy S25: Snapdragon 8 Elite, tela AMOLED Dinâmico 2X de 6,2″ e suporte a vídeo 8K. Se você sempre quis potência máxima em tamanho menor, ele entrega.
iPhone 17e: entrada mais “acessível” ao ecossistema Apple em 2026. GPU tem um núcleo a menos que o A19 padrão, mas ainda supera folgado qualquer intermediário Android. O padrão NVMe oferece velocidades de SSD de notebook.
Gigantes de bolso
iPhone 17 Pro Max: sensor de 48 MP com zoom tetraprism de 10× e tela de 6,9″ fazem dele o queridinho de criadores de conteúdo. Com 256 GB NVMe, você grava ProRes direto no aparelho sem travar.
Galaxy S26 Ultra: câmera principal de 200 MP, S-Pen integrada e chipset Snapdragon 8 Elite Gen 5. Versão de 256 GB usa UFS 4.1 e ainda traz 12 GB de RAM. Para quem quer “o tudo” da Samsung, não há substituto.
Como escolher o modelo ideal?
Use a seguinte régua:
- Até R$ 1.000: precisa de muito espaço, mas tarefas simples.
- Até R$ 2.000: quer fotos melhores, 5G e tela de qualidade sem gastar demais.
- R$ 2.000–R$ 3.000: foco em desempenho sustentado, proteção IP68 e armazenamento mais rápido (UFS 3.1+).
- Acima de R$ 4.000: câmeras profissionais, gravação 8K, atualizações longas e as melhores telas do mercado.
256 GB ainda é suficiente em 2026?
Para 8 em cada 10 usuários, sim — inclusive gamers. Quem trabalha com vídeo 4K/8K diário ou grava muitos Reels em ProRes deve olhar para 512 GB ou 1 TB. O bom é que vários modelos citados têm versões maiores, e alguns (Galaxy A07, A17, Edge 60 Fusion) aceitam microSD de até 1 TB como seguro extra.
Ao final, 256 GB continua o “ponto doce” entre preço e tranquilidade. Basta escolher o pacote de desempenho, câmeras e bateria que melhor se encaixa no seu estilo de uso — e garantir liberdade para baixar, filmar e jogar sem aperto pelo próximo ciclo de troca.
Com informações de Tecnoblog