O sistema antipirataria mais temido do mercado, o Denuvo, acaba de sofrer um duro golpe: em apenas 41 dias, o cracker voices38 publicou uma versão totalmente funcional de Resident Evil Requiem sem a necessidade de desligar recursos de segurança do Windows. O feito, classificado por ele como “o projeto mais difícil” que já enfrentou, revela não só uma vulnerabilidade importante na geração 2026 do Denuvo, mas também inaugura um novo método que pode ser replicado em praticamente todos os títulos atuais.
Entenda o que mudou no “invencível” Denuvo
Até então, a abordagem mais difundida para burlar o Denuvo era o bypass por hipervisor. O processo exigia desativar o Secure Boot e outras camadas de proteção do sistema operacional para rodar o jogo em um ambiente virtualizado, um caminho complexo e arriscado para o usuário comum. Voices38, entretanto, substituiu a gambiarra por uma modificação direto no arquivo .exe de Requiem, simplificando drasticamente o crack.
Na prática, o Denuvo continua rodando em segundo plano, mas suas rotinas de verificação são ignoradas. Ou seja, qualquer teste de desempenho entre a versão original e a pirateada perde relevância, já que o código antipirata segue ocupando ciclos de CPU.
Impacto para quem joga no PC – e para o seu setup
Para o gamer que montou um PC com uma GPU atual, como a GeForce RTX 4070 ou a Radeon RX 7800 XT, a notícia desperta duas preocupações práticas:
- Performance potencial desperdiçada: mesmo “desativado”, o Denuvo permanece em execução, o que pode drenar alguns frames por segundo — um detalhe crítico para quem investiu em monitores de 144 Hz ou 240 Hz.
- Segurança do sistema: métodos antigos exigiam mexer no Secure Boot, expondo o usuário a malwares. A nova técnica dispensa essa etapa, mas reforça que qualquer modificação no executável envolve riscos e viola os termos de serviço da plataforma.
Em outras palavras, se você busca extrair cada gota de desempenho do seu hardware de ponta — especialmente em jogos de horror como Requiem, que costumam abusar de ray tracing e DLSS/FSR — o debate sobre DRM permanece relevante.
Por que essa quebra assusta desenvolvedores
Segundo o site russo ixbt.games, a versão 2026 do Denuvo implementou apenas dois recursos novos em relação à que protegia Doom: The Dark Ages, título quebrado em março pelo mesmo voices38. Com a documentação já pronta, o cracker afirma conseguir transportar o método para “praticamente todos os jogos” lançados até hoje. Para as publishers, isso significa menos tempo de “janela de vendas segura”, período crucial para recuperar o investimento em marketing e desenvolvimento.
Imagem: William R
E agora, Irdeto?
Em nota oficial, a Irdeto — dona do Denuvo — confirmou que está “trabalhando em contramedidas”, mas não detalhou datas nem quais serão os primeiros jogos a recebê-las. A corrida é contra o tempo: quanto mais longa a brecha, maior o impacto nas vendas e, por consequência, no ecossistema de PCs. Produtores de hardware, como NVIDIA, AMD e Intel, também monitoram a situação, já que o DRM influencia benchmarks usados para promover processadores e placas de vídeo nos grandes lançamentos.
O que observar nos próximos meses
• Atualizações de segurança: fique atento a patches em títulos já lançados.
• Novo Denuvo: a próxima “versão reforçada” deve chegar ainda este ano.
• Benchmarks confiáveis: avalie testes que comprovem o impacto (ou não) do DRM no seu hardware antes de decidir por upgrades.
No fim das contas, a quebra de Resident Evil Requiem não é apenas uma vitória simbólica dos crackers, mas um sinal de alerta para todo o mercado de PCs. Seja você jogador casual ou entusiasta que planeja o próximo upgrade de GPU, vale acompanhar de perto os próximos capítulos dessa batalha silenciosa entre DRM e comunidade.
Com informações de Hardware.com.br