O novo MacBook Air com chip Apple M5 chegou para comprovar que “leveza” não precisa significar “limitação”. A quinta geração do silício próprio da Apple garante ganhos de até 30% em gráficos, SSD até duas vezes mais veloz e 18 h de bateria — tudo isso sem abrir mão do design ultrafino que consolidou o Air como o notebook mais popular do mundo.
Por que o M5 faz diferença já no primeiro clique?
Na prática, o salto de desempenho impacta tarefas cotidianas e profissionais. A abertura de projetos pesados no Final Cut, a compilação de código no Xcode ou a manipulação de modelos de IA locais levam menos tempo graças aos 10 núcleos de CPU e até 10 núcleos de GPU. Somado aos novos aceleradores neurais em cada núcleo, o MacBook Air M5 se posiciona como porta de entrada para workflows de computação acelerada que antes exigiam um MacBook Pro.
Comparativo rápido: M5 vs. gerações anteriores
Usando o Geekbench 6 como régua, a Apple entrega números que encostam em MacBook Pro de dois anos atrás:
- M5 Air: 4 103 pontos (single-core) / 17 089 (multi-core)
- M4 Air: 3 833 / 14 871
- M3 Air: 3 065 / 11 959
- M1 Air: 2 346 / 8 356
Isso significa que, se você pulou gerações, a evolução pode chegar a mais que o dobro de desempenho multithread. Além disso, a largura de banda de memória subiu para 153 GB/s (versus 120 GB/s no M4) e o SSD agora entrega leituras/gravações até 2× mais rápidas, perceptíveis na edição de vídeo 4K ou exportação de fotos em lote.
MacBook Air M5 ou MacBook Neo: qual faz mais sentido?
O recém-lançado MacBook Neo custa menos e atende ao uso geral, mas a comparação lado a lado expõe porque o Air continua sendo a escolha para quem busca longevidade e performance extra:
- CPU de até 10 núcleos no Air vs. 6 núcleos no Neo
- GPU de até 10 núcleos vs. 5 núcleos
- 16 GB de RAM de base no Air vs. 8 GB no Neo
- SSD mínimo dobrado: 512 GB no Air vs. 256 GB
- Maior banda de memória e aceleração neural em todos os núcleos
Se o seu workflow inclui edição de vídeo, manipulação de grandes planilhas ou simplesmente muitas guias de navegador, o Air M5 entrega fôlego extra para os próximos anos sem precisar pular para um MacBook Pro — que ainda custa (bem) mais.
Design familiar, conectividade atualizada
Por fora, pouca coisa muda — e isso é bom: o chassi de alumínio 100% reciclado continua resistente e ultrafino, agora em quatro cores (Sky Blue, Midnight, Starlight e Silver). A tela Liquid Retina de 15,3″ cobre ampla gama P3, alcança 500 nits de brilho e suporta True Tone, ideal para quem trabalha com edição de imagem. Na parte de conectividade, destaque para o novo chip Apple N1, compatível com Wi-Fi 7 e Bluetooth 6, além de duas portas Thunderbolt/USB-C, MagSafe 3 e suporte a dois monitores externos.
Bateria de 18 horas: promessa que se sustenta
A autonomia segue sendo trunfo: até 18 h longe da tomada em reprodução de vídeo. Em uso misto de escritório, espera-se um dia inteiro sem ansiedade por tomadas, algo que ainda é raro em notebooks Windows de mesma espessura.
Imagem: Jny Evans
E o preço?
Nos EUA, o valor inicial subiu US$ 100, partindo de US$ 1 099, mas a Apple compensou com o dobro de armazenamento (512 GB). No Brasil, os preços oficiais ainda não foram divulgados, porém é razoável esperar números semelhantes à geração anterior, ajustados ao dólar atual.
Para quem é o MacBook Air M5?
• Criadores de conteúdo que precisam editar vídeo 4K ocasional ou podcast com várias trilhas.
• Profissionais de escritório que trabalham com planilhas gigantes, dashboards em tempo real ou múltiplas VMs.
• Desenvolvedores que buscam um notebook leve, mas com sobra de desempenho para compilar projetos complexos.
Se seu uso é principalmente navegação, apps de escritório e streaming, o MacBook Neo faz sentido. Mas quem quer potência sustentável pelos próximos 5 anos encontra no Air M5 um equilíbrio quase perfeito entre preço, performance e portabilidade — algo difícil de igualar até em ultrabooks premium com Windows.
No fim das contas, a nova geração reforça a vocação do Air como “notebook para todos”, mas agora com potência digna de Pro. Uma atualização que vale ficar de olho — especialmente se seu Air é anterior ao M3 ou se você quer experimentar Apple Silicon pela primeira vez sem comprometer o futuro.
Com informações de Computerworld