Para celebrar os seus 100 anos de história, a Bang & Olufsen acaba de anunciar as duas últimas peças da série Atelier — Beolab 90 Monarch Edition e Beolab 90 Zenith Edition. Cada par chega ao mercado por impressionantes € 480.000 (cerca de R$ 2,87 milhões) e terá apenas 10 unidades produzidas. Mais do que caixas acústicas, os novos modelos se posicionam como verdadeiras esculturas sonoras, combinando engenharia extrema com acabamento artesanal.
O que faz esses alto-falantes custarem tanto?
Mesmo entre produtos hi-end, o Beolab 90 já era considerado “estado da arte” em performance. Nas edições comemorativas, a dinamarquesa manteve toda a arquitetura acústica original — 18 transdutores, 8.200 W de potência total e tecnologia de beamforming adaptativo — mas elevou o design a um patamar digno de galerias de arte.
Monarch Edition: madeira rara, centenas de horas de marcenaria
• Estrutura em palissandro proveniente de fornecedor histórico em Bramming (Dinamarca).
• Lamelas inclinadas que acompanham o contorno orgânico do gabinete.
• Seção superior esculpida em bloco único de madeira, que abriga seis falantes frontais.
• Detalhes em alumínio na cor ocre criam contraste com o tom escuro do palissandro.
Zenith Edition: 1.700 esferas de alumínio que mudam de cor com a luz
• Painéis triangulares revestidos por micro-esferas de alumínio anodizado em sete acabamentos diferentes.
• Superfície “cintilante” que lembra pérolas e conchas, variando conforme o ângulo de visão.
• Topo com acabamento pearl-blasted e anodização em cinza escuro para efeito fosco + polido.
Fidelidade absoluta no coração eletrônico
Nenhuma alteração foi feita no conjunto de amplificação ou no DSP do Beolab 90. Isso significa:
- 18 drivers dedicados (tweeters, médios e woofers) com amplificação própria;
- Beam Width Control: ajuste do feixe sonoro de modo amplo para festas ou estreito para audição crítica de um único ouvinte;
- Active Room Compensation: calibração que “lê” sua sala e corrige reflexões em tempo real.
Beolab 90 vs. outros ícones hi-end
KEF Muon (€ 225 mil): design assinado por Ross Lovegrove e corpo em alumínio, mas sem beamforming ativo.
Wilson Audio WAMM Master Chronosonic (US$ 850 mil): fidelidade lendária, porém exige sala gigantesca.
Beolab 90 (edição padrão – € 79 mil): já traz 18 drivers e calibragem automática, porém sem o acabamento de colecionador das séries Monarch e Zenith.
Na prática, as edições comemorativas entregam o mesmo nível de precisão do Beolab 90 original, mas adicionam a exclusividade do design-statement para colecionadores de arte — um público que valoriza tanto o visual quanto a sonoridade.
Imagem: Internet
Disponibilidade e brindes de colecionador
Cada uma das cinco edições Atelier (Titan, Shadow, Mirage, Monarch e Zenith) conta com apenas 10 pares. Todos acompanham:
- Certificado de autenticidade numerado;
- Miniatura em alumínio do Beolab 90;
- Caixa de apresentação personalizada.
As vendas acontecem sob encomenda direta com a Bang & Olufsen, e a marca afirma que as listas de espera já começaram — afinal, são apenas 20 unidades no total para as duas novas versões.
Por que essa notícia importa (mesmo que você não tenha R$ 3 milhões)?
Produtos ultraexclusivos costumam antecipar tendências que em poucos anos chegam a linhas mais acessíveis. No caso do Beolab 90, tecnologias como beamforming inteligente e calibração de sala automática já estão migrando para soundbars e caixas Wi-Fi premium encontradas facilmente na Amazon. Fique de olho: se você busca imersão de cinema em casa, recursos derivados desse flagship podem aparecer em modelos como Beosound Level, Sonos Era 300 ou mesmo em soluções gamer de marcas como Razer e Logitech.
No fim das contas, o Monarch e o Zenith são vitrine do que há de mais avançado em áudio residencial — e um lembrete de que design, tecnologia e exclusividade podem coexistir (desde que o orçamento seja praticamente ilimitado).
Com informações de Mundo Conectado