A próxima geração de Macs nem chegou às prateleiras brasileiras, mas os primeiros testes de desempenho que vazaram já colocam a Apple alguns passos à frente na corrida pelos chamados “PCs de IA”. Os números indicam que o novo MacBook Neo será um notebook de entrada surpreendentemente rápido para tarefas diárias, enquanto o MacBook Pro M5 Max desponta como o portátil de consumo mais potente do planeta — tanto em performance single-core quanto multi-core.
O que dizem os benchmarks vazados?
De acordo com os resultados antecipados no Geekbench, temos:
MacBook Pro M5 Max
• Single-core: 4.268 pontos
• Multi-core: 29.233 pontos
MacBook Neo
• Single-core: 3.461 pontos
• Multi-core: 8.668 pontos
Para ter referência, o MacBook Air M1 de 2020 entrega 2.346/8.342 pontos, enquanto o MacBook Air M4 do ano passado atinge 3.696/14.731. Ou seja, mesmo o modelo “básico” Neo supera com folga o Air M1 em velocidade de tarefas comuns e se aproxima do desempenho single-core do Air M4 — custando, em teoria, bem menos.
Comparativo rápido com PCs Windows
Nenhum processador x86 de consumo alcança hoje o multi-core do M5 Max. Um Ryzen 9 5950X, por exemplo, gira em torno de 12.016 pontos; o chip topo de linha da Apple é 2,4 vezes mais veloz. Para quem avalia desktops gamer ou workstations, o salto de eficiência energética da arquitetura ARM da Apple ainda pesa: mais desempenho, menos aquecimento, ventilação silenciosa e autonomia que facilmente ultrapassa 12 horas.
Single-core vs. multi-core: o que isso muda no seu dia a dia?
• Single-core: influencia a abertura de apps, navegação na web, planilhas, redes sociais — tudo que abre e fecha o tempo todo. Quanto maior, mais “instantâneo” parece o sistema.
• Multi-core: impacta edição de vídeo 4K/8K, render em 3D, compilação de código, jogos AAA e — cada vez mais — processamento local de machine learning.
Imagem: Jny Evans
Se você é streamer, designer ou vive com projetos pesados no Adobe Premiere e no Blender, o M5 Max oferece um fôlego que ainda não existe em laptops Windows do mesmo segmento. Já quem quer um notebook leve para estudos, home office e entretenimento vai perceber no Neo uma evolução sensível em relação a qualquer Air M1 ou PCs Core i5 de gerações passadas.
IA na borda: Apple Intelligence pronta para uso
Todos os novos Macs virão habilitados para o Apple Intelligence, solução que executa modelos de linguagem (LLMs) localmente — protegendo dados sensíveis e reduzindo dependência da nuvem. O M5 Max, com seus 29 mil pontos, tem sobra de núcleos para treinamento e inferência de IA em tempo real, enquanto o Neo herda o mesmo A18 Pro do iPhone 16, suficiente para automação de rotinas simples e geração de texto inteligente.
Devo esperar ou atualizar agora?
• Usuários de Mac M1 ou Intel antigos: o salto de velocidade e, principalmente, de recursos de IA vale a troca, mesmo no modelo Neo.
• Profissionais 4K/8K e criadores de conteúdo: o M5 Max é, hoje, a opção móvel mais rápida sem recorrer a desktop.
• Gamers: embora a biblioteca de jogos nativos para macOS ainda cresça, o aumento de performance gráfica nos chips M-series já viabiliza títulos AAA via porting toolkit ou serviços de nuvem.
Com essas credenciais, a Apple reforça a estratégia de ter um Mac para cada bolso e uso, mantendo liderança em eficiência energética e abrindo caminho para uma nova leva de apps com IA embarcada. Se o futuro dos PCs realmente passa pela inteligência artificial no dispositivo, ele já começou em Cupertino.
Com informações de Computerworld