O novo Galaxy S26 Ultra pode até parecer só mais um “S” na ficha técnica, mas a Samsung decidiu mirar onde a Apple mais brilha: a produção de vídeo profissional. Com o inédito codec APV (Advanced Pixel Video) lossless e lentes redesenhadas para capturar mais luz, o topo de linha coreano quer convencer cineastas, criadores de conteúdo e gamers que produzem gameplay em 4K de que chegou a hora de trocar o iPhone.
APV: o primeiro codec lossless mobile que pesa menos que o ProRes
Desde 2021, o ProRes dos iPhones 15 Pro domina bastidores de séries e comerciais gravados com celulares graças à altíssima taxa de bits (~1,5 Gbps em 4K30). A resposta da Samsung veio compacta: o APV High Quality ocupa 10 % menos espaço mantendo todos os dados brutos, o que significa gravações mais longas antes que o aviso de armazenamento lotado apareça — algo crucial para quem ainda não pode (ou não quer) investir na versão de 1 TB.
Para vlogger diário ou repórter de rua, existe ainda o APV Low Quality, que sacrifica apenas metadados redundantes e continua livre de artefatos de compressão — vantagem real sobre HEVC/H.265 típico dos smartphones Android.
Lentes mais claras: 40 % de luz extra na wide
O sensor de 200 MP permaneceu, mas a matemática óptica mudou. A lente grande-angular agora traz abertura de f/1.4, contra f/1.7 do S25 Ultra, entregando 40 % mais brilho. Isso reduz ruído em cenas noturnas e evita que o algoritmo “invente” texturas de pele ou crie halos em pontos de luz — problema que ainda atormenta o modo cinema do iPhone em locais pouco iluminados.
No módulo telefoto, a abertura subiu para f/2.9, oferecendo 37 % mais entrada de luz. Na prática, fotos de show, estádio ou gameplay indoor ganham mais detalhe sem precisar empurrar ISO às alturas.
ISP turbinado por IA: exposição preditiva em tempo real
A Samsung aposentou o processador de sinal tradicional e introduziu um ISP neural treinado com 1,3 milhão de cenas distintas. Se o giroscópio capta movimento — você correndo atrás de um cosplayer na BGS, por exemplo —, a inteligência antecipa correção de exposição antes mesmo do quadro tremer. O resultado? Vídeo estável, sem ghosting ou rasgo em luzes néon.
Imagem: Internet
Fluxo profissional completo no celular
Para fechar a cadeia de produção, o Photo Assist agora é multimodal: voz e texto são processados localmente, enquanto a renderização de imagem em nuvem garante nível “estúdio” sem esgotar a bateria. O novo Creative Studio recebe arquivos RAW direto da câmera e permite criar artes, thumbnails e até trailers, encurtando o caminho até o upload no YouTube ou Twitch.
O que isso significa para quem joga ou cria conteúdo?
- Streamers de jogos mobile podem capturar 4K60 sem perder nitidez em movimentos rápidos, algo que o H.265 ainda struggle no Android.
- Filmmakers independentes economizam no set: menos cartões externos, menos risco de drop frames e formato pronto para correção de cor no DaVinci Resolve.
- Entusiastas de fotografia noturna aproveitam ISO mais baixo graças às lentes mais claras, resultando em ruído visivelmente menor comparado ao S25 Ultra.
Com essas credenciais, o Galaxy S26 Ultra não é apenas um smartphone poderoso; ele se posiciona como uma mini-câmera de cinema que cabe no bolso — e com um arquivo menor que o concorrente direto da Apple. Se a sua prioridade é gravar, editar e publicar com a maior qualidade possível sem carregar rigs complicados, vale acompanhar de perto (e deixar o alerta de preço) quando o flagship chegar às prateleiras brasileiras.
Com informações de Mundo Conectado