Se você acompanha promoções de hardware, sabe que poucas ofertas causam tanto frisson quanto os leilões da Receita Federal. O edital mais recente, agendado para 13 de março, promete desde um combo com iPhone 15 Plus e iPhone 13 partindo de R$ 922 até um caminhão Mercedes-Benz que começa em R$ 46 mil. Mas, antes de abrir a carteira, vale entender o que está em jogo, como participar e, principalmente, se o negócio é realmente vantajoso quando comparado aos preços tradicionais de varejo.
Por dentro do leilão: datas, cidades e como dar lance
• Envio de propostas: 9 a 12 de março (8h às 21h)
• Sessão pública de lances: 13 de março às 10h (horário de Brasília)
• Visitação presencial: 2 a 11 de março em 13 cidades paulistas, incluindo São Paulo, Campinas e Guarulhos.
Todo o processo ocorre no Sistema de Leilão Eletrônico dentro do portal e-CAC. Pessoas físicas precisam ter conta gov.br com selo Prata ou Ouro; já as empresas devem estar regulares no CNPJ.
O que realmente chama atenção
- Lote 143 – iPhone 15 Plus + iPhone 13 por R$ 922
• Preço médio no varejo: iPhone 15 Plus (128 GB) sai por cerca de R$ 6.500 em lojas online.
• Economia potencial: mais de 85%, se o aparelho estiver em bom estado. - Lote 95 – Hyundai Santa Fe a partir de R$ 6.000
- Lote 219 – Caminhão Mercedes-Benz por R$ 46.000
- Lotes 134, 133 e 131 – Joias em ouro com diamantes, safiras e rubis a partir de R$ 20.634
- Lotes a R$ 50 com itens médico-hospitalares, peças mecânicas e perfumes — ideais para quem quer arriscar pouco.
Vale a pena? Comparativo rápido com o varejo tradicional
Tomemos o iPhone 15 Plus como exemplo. No mercado formal, o modelo de entrada (128 GB) custa entre R$ 6.300 e R$ 6.800. Mesmo em promoções relâmpago da Amazon, dificilmente ele desce de R$ 5.900. Se o lance inicial de R$ 922 não subir muito, o desconto é brutal. Porém, o leilão não oferece garantia. Pode haver ausência de acessórios, necessidade de troca de bateria ou até bloqueio de operadora. Calcule esses riscos antes de se entusiasmar.
Para quem pensa em revender, atenção: alguns lotes possuem restrições de revenda e é necessário verificar item a item no edital.
Checklist para não transformar a “pechincha” em dor de cabeça
- Agende a visita e teste o produto quando possível. Muitas oportunidades viram armadilha justamente pela falta de inspeção prévia.
- Considere custos extras: transporte, manutenção, eventuais impostos e regularizações.
- Leve dinheiro à vista. O pagamento deve ser quitado via DARF e o item retirado em até 30 dias, sem entrega.
- Leia o edital inteiro. Ele indica se o lote aceita pessoa física, se há restrição de revenda e o estado aproximado dos itens.
Oportunidade para gamers e criadores?
Além dos smartphones, o leilão lista componentes de PC, acessórios para celular e notebooks. Se você está montando ou atualizando um setup gamer, pode encontrar peças como placas-mãe, módulos de RAM ou até GPUs mais antigas a preços simbólicos. Novamente, o fator “estado de funcionamento não garantido” pesa. Avalie se o desconto compensa o risco de receber hardware que exige reparo — ou que vire peça de reposição.
Imagem: Divulgação
Como participar passo a passo
1. Acesse o e-CAC com seu login gov.br.
2. Entre no Sistema de Leilão Eletrônico e procure o edital nº *** (SP).
3. Escolha o lote, insira sua proposta durante o período de pré-lance.
4. Se sua oferta ficar entre as maiores, você disputará o lote na sessão pública de 13/3.
5. Venceu? Gere o DARF, pague à vista e agende a retirada.
Resumo da ópera: pode ser, sim, uma barbada levar um iPhone 15 Plus por menos de R$ 1 mil, mas só quem faz a lição de casa — lendo o edital, inspecionando o item e calculando os custos totais — transforma o leilão da Receita em bom negócio. Na dúvida, compare com o preço de marketplace confiável (como a própria Amazon) e coloque na balança garantia, procedência e comodidade.
Com informações de Olhar Digital