A Apple acaba de disparar convites para um “Special Experience” marcado para 4 de março de 2026, às 11h (horário de Brasília). O formato — simultâneo em Nova York, Londres e Xangai, sem confirmação de streaming — reforça a ideia de uma sessão prática voltada à imprensa e a criadores de conteúdo, e não de um keynote tradicional. Nos bastidores, os rumores apontam para o iPhone 17e, novos MacBook Pro com chips M5 e um refresh na linha de iPads.
Por que a Apple pode optar por anúncios silenciosos?
Segundo o conceituado jornalista Mark Gurman (Bloomberg), a estratégia deve repetir o que vimos em fevereiro: produtos revelados via press release, seguidos de demonstrações presenciais. A jogada tem duas vantagens claras:
- Controle de narrativa – a empresa dosa a atenção da mídia ao longo da semana.
- Experiência imersiva – jornalistas testam as novidades sem a pressão de um palco global.
iPhone 17e: a volta por cima do modelo de entrada
Atualizado pela última vez em fevereiro de 2025, o iPhone 16e ainda mantém o notch herdado do iPhone 14. A expectativa é de que o 17e finalmente adote a Dynamic Island, recurso que estreou nos modelos Pro e se tornou a assinatura visual da geração.
O que os rumores sugerem?
- Display OLED de 60 Hz, preservando custos — aqui a Apple ainda fica atrás de concorrentes Android de meio de tabela que já oferecem 120 Hz.
- Novo chip A19 com ganhos em GPU e novos aceleradores neurais por núcleo, potencializando recursos de fotografia computacional e jogos.
- Chegada do MagSafe, ausente no 16e. Além do carregamento mais rápido (até 15 W), abre portas para a crescente família de acessórios magnéticos.
- Câmeras levemente aprimoradas: traseira mantém 48 MP, mas com sensor mais sensível a pouca luz, e frontal de 12 MP com foco automático.
Na prática, o pacote coloca o 17e mais próximo dos modelos Pro de gerações anteriores, tornando-o uma opção sólida para quem quer entrar no ecossistema sem pagar preço premium.
Novos MacBooks: era M5 e foco em IA on-device
Também devem pintar novos MacBook Pro de 14″ e 16″ com chips M5 Pro e M5 Max. A transição do M3 para o M5 sugere salto considerável:
| Especificação | M3 Max (2023) | Rumorado M5 Max (2026) |
|---|---|---|
| CPU | 16 + 8 núcleos | 18 + 10 núcleos* |
| GPU | até 40 núcleos | até 48 núcleos* |
| NPU dedicado | Não | Sim (para Siri 2.0 e IA local) |
*Números estimados com base em vazamentos de cadeia de suprimentos.
Imagem: Internet
Além da performance bruta, o destaque será a dissipação térmica aprimorada, permitindo ciclos de render e compilações mais longos sem throttling — um alívio para desenvolvedores, criadores de vídeo e gamers que exploram o catálogo da Apple Arcade.
iPads ganham fôlego, mas design deve permanecer
No campo dos tablets, espera-se um iPad de entrada com chip A16 e um iPad Air saltando para o M4, herdando recursos avançados de IA e suporte a displays externos 6K a 60 Hz. O visual, porém, deve ficar praticamente intocado, o que reforça a tese de anúncios via site em vez de um show à la Steve Jobs.
O que isso significa para o consumidor?
Se você planeja renovar o celular ou notebook Apple em 2026, março pode ser o ponto de virada:
- O iPhone 17e tende a entregar a experiência mais atual da Apple (Dynamic Island + MagSafe) sem o preço dos modelos Pro.
- Nos Macs, a linha M5 promete vida longa para quem trabalha com IA generativa, edição de vídeo 8K ou jogos AAA otimizados para Metal 3.
- Como os upgrades são pontuais — sem mudanças drásticas de design — pode valer a pena ficar atento a promoções dos modelos M3/M4 e 16e, que devem receber cortes de preço logo após os anúncios.
Faltando poucas semanas para o Special Experience, a grande dúvida é: veremos tudo em press releases ou a Apple guarda alguma “One More Thing” de impacto? De qualquer forma, vale deixar o relógio marcado para 4 de março.
Com informações de Mundo Conectado