Se você grava vlogs, reels ou gameplays com o celular, vale ficar de olho no próximo lançamento da Motorola. O Motorola Signature, ainda inédito no mercado brasileiro, conquistou a pontuação máxima possível — 151 de 151 pontos — na categoria de vídeo Ultra-Wide do conceituado laboratório independente DXOMARK. É a primeira vez que um smartphone alcança o “teto técnico” definido pela metodologia de testes, colocando o modelo no topo do ranking global para gravações com lente ultra-angular.
Por que esse recorde importa para você?
Cada vez mais criadores de conteúdo dependem de câmeras ultra-wide para enquadrar mais cenário, incluir amigos na selfie ou captar paisagens amplas sem precisar dar passos para trás. Conseguir qualidade consistente nessa distância focal, porém, sempre foi um desafio: bordas distorcidas, cores lavadas e queda de nitidez são queixas antigas. O resultado do Signature indica que esses problemas estão praticamente eliminados — pelo menos na lente de 122° e 50 MP do aparelho.
Principais pontos fortes apontados pelo DXOMARK
- Campo de visão amplo preservado durante toda a gravação, sem recortes bruscos.
- Exposição precisa, mesmo em cenas com contraste elevado (céu claro + sombras).
- Cores consistentes e balanço de branco fiel, validados pela parceira Pantone.
- Transições de zoom suaves no gesto pinch-to-zoom, úteis para vlogs dinâmicos.
Na fotografia ultra-wide, o Signature também não decepcionou: foram 161 pontos, colocando o modelo entre os cinco melhores celulares já testados nessa modalidade.
Como ele se compara aos rivais?
Para ter ideia do salto, o iPhone 15 Pro Max somou 140 pontos em vídeo ultra-wide, enquanto o Galaxy S24 Ultra ficou na casa dos 138 pontos (dados públicos do DXOMARK consultados em junho/2024). Ou seja, o Motorola Signature abriu mais de 10 pontos de vantagem sobre marcas tradicionalmente líderes em vídeo móvel.
Em números práticos, esses pontos extras significam:
- Menos ruído em filmagens noturnas.
- Linhas de arquitetura sem “curvar” nas bordas.
- Menor flicker de luz artificial em ambientes internos.
Hardware caprichado + processamento moto AI
O conjunto de câmeras traz dois sensores de 50 MP (principal e ultra-wide) combinados a algoritmos de inteligência artificial Moto AI. A marca diz que essa segunda geração de IA ajusta textura, nitidez e alcance dinâmico quadro a quadro, reduzindo artefatos clássicos de gravação em 4K e até mesmo em 8K.
Segundo Leonard Gao, diretor executivo de Software e Câmeras da Motorola, a calibração contou com centros de P&D nos EUA, Brasil, China e Índia. Engenheiros do próprio DXOMARK participaram como consultores, indicando as métricas que mais impactam a experiência do usuário — algo pouco comum no setor.
Imagem: Internet
Ficha técnica prévia (resumida)
- Câmera principal: 50 MP, OIS, abertura f/1.8
- Câmera ultra-wide: 50 MP, 122°, macro integrada
- Processador: Snapdragon 8 Gen 3 (a confirmar)
- RAM/Armazenamento: variantes de até 16 GB + 512 GB
- Bateria: 5.000 mAh, carregamento TurboPower 125 W
- Tela: pOLED 6,7″, 144 Hz, HDR10+
Embora a ficha oficial completa ainda não tenha sido divulgada, fontes de cadeia de suprimentos indicam a presença do Snapdragon 8 Gen 3, o que coloca o Signature para brigar diretamente com flagships de Samsung, Xiaomi e OnePlus.
Disponibilidade no Brasil
A Motorola confirmou apenas que o Motorola Signature chega “em breve” ao mercado nacional. Preço e data exata permanecem em sigilo, mas a expectativa é de posicionamento na faixa premium (acima de R$ 5.000), onde já atuam Edge 50 Ultra e Razr 40 Ultra.
Para quem pretende trocar de smartphone ainda este ano — especialmente criadores de conteúdo, streamers e fotógrafos de viagem —, vale acompanhar o lançamento. Se o desempenho real replicar o resultado de laboratório, o Signature pode se tornar a escolha obrigatória para vídeos ultra-wide de alta qualidade sem investimento extra em lentes adicionais.
No fim das contas, o recorde de 151 pontos não é apenas um troféu de marketing: sinaliza maturidade de hardware e software que, na prática, entrega vídeos prontos para publicar, reduzir tempo de edição e agradar seguidores que consomem conteúdo em telas cada vez mais exigentes.
Com informações de Mundo Conectado