Se você vinha postergando a troca de computador, coloque um lembrete para 2026: segundo o analista Mark Gurman, da Bloomberg, a Apple prepara a maior renovação de sua linha Mac desde a transição para Apple Silicon. A estratégia inclui atualizações de performance, estreias de design e até um notebook de entrada que pode colocar a maçã frente a frente com Chromebooks premium e laptops Windows intermediários.
Primeiro semestre: chips M5 para ganhar fôlego extra
Os primeiros lançamentos do ano focarão em evoluir o que já funciona. Tanto o MacBook Pro quanto o MacBook Air receberão a nova família de processadores M5, prometendo saltos de eficiência de dois dígitos sobre o atual M3.
• MacBook Pro – chegará primeiro, com variantes M5 Pro e M5 Max, sempre voltadas a fluxos pesados de edição de vídeo, modelagem 3D e jogos AAA. Espera-se ainda um inédito chip de rede N1, que adicionaria Wi-Fi 7 e Bluetooth 5.4, aproximando o notebook de desktops em estabilidade de conexão.
• MacBook Air – manterá o design ultrafino, mas ganhará a versão “padrão” do M5. Isso deve tornar o Air de 2026 quase tão rápido quanto o Pro de 2023, mantendo a autonomia que fez o modelo se tornar queridinho de estudantes e profissionais em mobilidade.
Curiosidade: a tão pedida tela OLED no Air deve ficar só para 2028, segundo as mesmas fontes.
Mac Studio e Studio Display: power users celebram
Para quem edita 8K ou compila código gigantesco, a expectativa é de um Mac Studio com M5 Max — e possivelmente um M5 Ultra, fundindo dois dies para dobrar núcleos de CPU e GPU. Hoje o Studio é 3× menor que estações Windows equivalentes; com novo chip, a Apple quer ampliar essa vantagem.
Junto dele deve chegar o Studio Display 2, agora com HDR, 120 Hz (ProMotion) e um chip A19 embutido. Isso abre espaço para recursos como Center Stage via hardware próprio, mesmo se o Mac estiver desligado ou for de geração antiga.
Segundo semestre: novidades ousadas e chips M6
A fase dois do cronograma é a mais disruptiva:
• Mac mini com M6 – o pequeno notável pode estrear o próximo salto da arquitetura Apple Silicon antes mesmo dos portáteis. Para quem quer mesa limpa e potência de sobra, fica de olho.
• MacBook “popular” – especulado a partir de US$ 699, teria chip A18 Pro (derivado do iPhone) e tela LCD de 13”. As cores vibrantes — rosa, amarelo e azul — remetem aos iBooks dos anos 2000. Se confirmado, a Apple enfim enfrentará cara a cara modelos como Acer Swift Go e Samsung Galaxy Book3 em preço.
Imagem: Internet
Uma virada visual no MacBook Pro
Encerrando 2026 (ou abrindo 2027, caso haja atrasos), chega o primeiro redesign do MacBook Pro em cinco anos:
- Tela OLED de 14” e 16” — pretos perfeitos, contraste infinito e maior eficiência energética.
- Corpo mais fino graças ao painel flexível e novo sistema térmico.
- 5G integrado para quem trabalha na nuvem longe de Wi-Fi.
- Suporte a toque — um tabu histórico que a Apple parece pronta para quebrar.
O que isso significa para você?
Para gamers: o salto de GPU nos chips M5/M6 pode resultar em até 30 % mais quadros por segundo em títulos otimizados para Metal, aproximando Macs de placas RTX 4060 e 4070 Mobile.
Para criadores de conteúdo: tempo de render no Final Cut Pro deve cair pela metade em projetos 4K multicam, segundo simulações baseadas na evolução do M1 para o M3.
Para quem só navega e estuda: o possível MacBook de US$ 699 coloca o macOS — com continuidade no iPhone e iPad — ao alcance de quem antes recorria a Chromebooks. Isso pode ser decisivo se você já usa AirPods, Apple TV ou HomePod.
Vale segurar a carteira?
Se seu Mac atual ainda atende, esperar pelo lineup de 2026 pode render mais desempenho por real investido e tecnologias (OLED, 5G, Wi-Fi 7) que devem ficar relevantes por todo o ciclo de vida da máquina. Mas, caso você precise trocar hoje, o recado é monitorar promoções de M3 e M4: histórico mostra que Apple costuma reduzir preços de gerações anteriores assim que novos chips chegam ao mercado.
Com a combinação de chips M5/M6, displays avançados e uma oferta de entrada agressiva, 2026 tem tudo para ser um ponto de inflexão na história do Mac — o que deve aquecer a concorrência e, principalmente, beneficiar o usuário final.
Com informações de Mundo Conectado