Seu próximo parceiro de estudos pode não ser um professor — e sim um chatbot. A edição 2025 do relatório Our Life with AI, encomendado pelo Google à Ipsos, mostra que 79 % dos brasileiros conectados recorrem hoje à inteligência artificial para aprender ou desenvolver novas habilidades. Pela primeira vez, a educação ultrapassa o entretenimento, que caiu de 83 % para 74 % em apenas um ano.
O que mudou de 2024 para 2025?
Até o ano passado, a IA era vista sobretudo como uma “brincadeira” — testar respostas engraçadas, pedir letras de músicas ou criar memes. Agora, o levantamento realizado com mil adultos entre setembro e outubro de 2025 indica que o país entrou em fase de uso pragmático. Além do aprendizado, 75 % usam IA no trabalho e 72 % na geração de conteúdo multimídia (vídeo, arte e texto).
Por que essa virada importa para quem ama hardware?
Ferramentas como Google Gemini, ChatGPT e Copilot funcionam ainda melhor quando você possui periféricos e componentes otimizados para IA. Um teclado mecânico com teclas macro pode acelerar comandos; mouses com botões programáveis simplificam a navegação entre janelas de pesquisa; já notebooks equipados com GPUs RTX de última geração ou processadores com NPUs dedicadas executam modelos de IA localmente, preservando privacidade e reduzindo latência. Tudo isso se traduz em mais tempo estudando e menos esperando a resposta chegar.
Educação: o setor mais otimista
Entre os que já adotaram IA para estudar, impressionantes 82 % relatam impacto positivo — o maior índice de satisfação entre todas as categorias analisadas. Isso vai desde gerar resumos de aulas até criar mapas mentais em segundos. Para quem está se preparando para vestibulares ou certificações de TI, a IA vira um professor particular 24/7.
Produtividade no trabalho e na rotina
Três em cada quatro brasileiros afirmam usar IA para tarefas profissionais: escrever e-mails, revisar códigos ou planejar projetos. No dia a dia, 56 % já pedem ajuda para montar listas de compras ou roteiros de viagem. Aqui, fortes candidatos a upgrades de hardware incluem headsets com cancelamento de ruído — essenciais em reuniões online — e monitores ultrawide, que permitem manter o chatbot aberto ao lado das planilhas.
Brasil acima da média mundial
Enquanto 71 % dos adultos conectados por aqui experimentaram algum chatbot, a média global fica em 62 %. O crescimento local foi de 25 % em dois anos, sinal de um mercado ávido por soluções tecnológicas. Porém, especialistas alertam: alfabetização digital e acesso à banda larga ainda são gargalos que podem ampliar desigualdades.
Imagem: William R
Expectativa sobre governos e empresas
Para 62 % dos entrevistados, o Brasil está se mexendo para colher benefícios econômicos da IA, mas 71 % defendem parcerias mais fortes entre setor público e privado. A segurança cibernética também aparece como prioridade (69 %).
O que vem a seguir?
Com o fim da fase “curiosidade” e o começo da era “resultado”, a tendência é que o hardware acompanhe o software. Processadores com unidades de IA dedicadas, placas de vídeo com núcleos tensores mais potentes e acessórios ergonômicos passam a ser investimentos estratégicos — não apenas luxos — para quem quer estudar melhor, trabalhar com eficiência e, claro, continuar se divertindo.
Se o relatório 2025 serve de termômetro, o recado é claro: a inteligência artificial deixou de ser brinquedo e virou ferramenta. E como toda ferramenta, ela rende mais quando você tem o equipamento certo em mãos.
Com informações de Hardware.com.br