Em apenas cinco anos como marca independente, a Honor consolidou-se como um dos nomes mais quentes da telefonia móvel. A companhia chinesa acaba de anunciar que ultrapassou a marca de 70 milhões de smartphones vendidos em 2025 — um salto de 50 % em relação ao desempenho de 2024, quando o mercado global cresceu apenas um dígito. Metade dessas vendas aconteceu fora da China, sinal claro de que a estratégia de internacionalização finalmente ganhou tração.
Magic7 puxa a fila dos flagships e coloca pressão na Samsung e na Apple
Dos 71 milhões de aparelhos comercializados, 10 milhões pertencem ao segmento premium. O grande responsável é a série Magic7, que reúne telas OLED de 120 Hz, câmeras de 50 MP com zoom periscópico e processadores Snapdragon topos de linha. Para o consumidor gamer, isso significa rodar títulos como Genshin Impact ou Call of Duty: Mobile em 120 fps constantes, algo que somente modelos Pro da concorrência entregam.
Nas lojas brasileiras, o Magic7 compete diretamente com o Galaxy S24 e o iPhone 15 Pro. Enquanto o aparelho da Honor traz carregamento de 100 W — contra 45 W do Samsung e 27 W do Apple —, o custo costuma ficar entre 10 % e 15 % menor em importadores oficiais. Para quem busca alto desempenho no AnTuTu sem esvaziar tanto o bolso, vale colocar o modelo no radar.
Participação de mercado: liderança na Malásia e top 3 na América Latina
O avanço internacional aparece nos números de market share. Segundo a própria Honor, já são mais de 10 % de participação em 17 países, com destaque para América Latina, Oriente Médio e África. Na Malásia, a empresa assumiu a ponta com 18 % dos smartphones vendidos e impressionantes 30 % no segmento de tablets — área em que rivais como Xiaomi e Samsung tradicionalmente dominam.
Ecossistema turbinado por IA: US$ 10 bilhões prontos para serem investidos
Para sustentar a curva de crescimento, a fabricante lançou a estratégia Honor Alpha. O plano prevê investir mais de US$ 10 bilhões em inteligência artificial nos próximos cinco anos, espalhando a tecnologia por smartphones, laptops, tablets e wearables.
Na prática, o usuário pode esperar recursos de IA generativa integrados ao sistema: correção automática de fotos em tempo real, tradução simultânea em videochamadas e perfis de desempenho adaptativos que estendem a autonomia de bateria em jogos. A briga pelo “smartphone que pensa por você” promete esquentar, pressionando Samsung (One UI AI) e Apple (iOS com Apple Intelligence) a acelerar suas próprias soluções.
Imagem: William R
De submarca da Huawei a player global
Criada em 2013 como subsidiária da Huawei, a Honor ganhou independência após o embargo norte-americano de 2020. A separação permitiu retomar parcerias com a Qualcomm e voltar a usar serviços do Google, algo fundamental para competir fora da China. Os 70 milhões de unidades vendidas agora evidenciam que a estratégia funcionou.
Se mantiver o ritmo de 50 % de crescimento anual, a Honor pode fechar 2026 vendendo algo próximo a 100 milhões de smartphones — patamar que hoje coloca Samsung e Apple no pódio. Para o consumidor, a notícia é excelente: mais competição significa preços mais agressivos e inovações chegando mais rápido às prateleiras — inclusive às ofertas afiliadas da Amazon, onde os modelos da marca já começam a aparecer com descontos pontuais.
Com informações de Hardware.com.br