A franquia The Witcher conquistou milhões de jogadores nos PCs e consoles, atravessou as páginas dos livros de Andrzej Sapkowski e, em 2019, chegou à Netflix, transformando Geralt de Rívia em um ícone da cultura pop. Se você já zerou The Witcher 3: Wild Hunt e maratonou todas as temporadas da série, mas ainda sente vontade de explorar cada canto de Kaer Morhen, este guia é para você. Selecionamos sete produtos oficiais — todos disponíveis no Brasil — que expandem o universo do Lobo Branco e entregam muito mais conteúdo, arte e até sabores do Continente.
1. O ponto de partida ideal: “O Último Desejo” em edição brasileira
Antes do primeiro game da CD Projekt RED existir, Geralt já caçava monstros nas antologias de contos escritas por Sapkowski. “O Último Desejo” (Editora WMF Martins Fontes) é a porta de entrada mais recomendada porque apresenta, em histórias curtas, personagens centrais como Yennefer, Jaskier (Dandelion) e a própria Ciri. A tradução é reconhecida por manter o humor sarcástico e o clima sombrio do original em polonês.
Por que vale a pena? 80% dos diálogos icônicos dos jogos vieram direto desses contos. Ler é perceber como o game adaptou (ou mudou) cada passagem.
2. Box completo da saga: leia tudo de uma vez
Se você prefere evitar compras avulsas, o box com os 8 volumes canônicos — sete romances mais o volume de contos “Tempo do Desprezo” — chega em capa dura, lombada ilustrada e marcador temático. É um investimento mais alto, mas costuma sair 25 % mais barato do que comprar livro a livro. Além disso, a impressão em papel pólen deixa a leitura mais confortável em sessões longas, algo que fãs de fantasia longa (pense em “Crônicas de Gelo e Fogo”) valorizam bastante.
3. The Witcher: Ronin – a visão oriental em formato mangá
Lançado pela Dark Horse, “The Witcher: Ronin” transporta Geralt para um Japão feudal alternativo, mesclando yokais com a cultura da caçada a monstros. O quadrinho foi financiado originalmente pelo Kickstarter e traz arte de Hataya, influenciada por estampas ukiyo-e. Diferente dos romances, a narrativa é fechada em volume único — ótimo para quem quer algo rápido, mas ainda canônico.
Comparativo rápido: enquanto “Ronin” foca na estética e ação, o mangá de “Castlevania” (Konami) mergulha mais em diálogos. Quem curte pancadaria cinemática vai se sentir em casa aqui.
4. The World of The Witcher – enciclopédia ilustrada dos jogos
Você terminou Blood & Wine mas ainda não lembra a ordem de criação das escolas de bruxos? A enciclopédia oficial “The World of The Witcher” responde tudo com mapas, fichas de monstros e linhas do tempo que conectam os três títulos principais. A edição de capa dura possui 184 páginas totalmente coloridas em papel couché — material que aguenta o manuseio frequente típico de quem usa o livro como fonte de consulta para fan arts, fanfics ou mesas de RPG.
Diferencial: o livro foi escrito por membros da própria CD Projekt RED, garantindo consistência com o lore dos games.
5. RPG de mesa oficial – crie sua própria Caçada Selvagem
Publicado pela R. Talsorian Games (a mesma de “Cyberpunk RED”), o RPG de mesa de The Witcher utiliza o sistema Fuzion, premiado pela flexibilidade em combates táticos. O manual traz regras para elixires, mutações e até para a Sinal Igni, algo que fãs dos jogos vão reconhecer imediatamente. É um prato cheio para quem quer viver aventuras inéditas enquanto espera pelo próximo AAA da franquia.
Imagem: Larissa Ximenes
Extra: há suplementos em PDF que adicionam novos monstros e profissões, como o Médico de Campo Nilfgaardiano.
6. Arte na parede: pôster oficial “Geralt vs. Leshen”
Para dar um upgrade no setup gamer, o pôster “Geralt vs. Leshen” em formato 50 × 70 cm chega em papel fotográfico de 250 g/m², suportando moldura sem ondular. A ilustração é licenciada e assinada por Bartosz Żukowski, artista que colaborou nos conceitos de The Witcher 3. Diferente de prints genéricos, este traz selo holográfico de autenticidade — um detalhe que aumenta seu valor de colecionador.
7. The Witcher: Official Cookbook – temperos diretamente de Toussaint
Sim, existe um livro de receitas oficial e ele vai além de sopas de kaer morhen. São 80 pratos inspirados em regiões como Novigrad, Skellige e Velen, todos adaptados com ingredientes facilmente encontrados no Brasil. Imagine servir um Hunter’s Stew acompanhado de um hidromel artesanal enquanto rola sua campanha de RPG.
Curiosidade gastronômica: a autora, Anita Sarna, também é responsável pelo site Nerds’ Kitchen, famoso por recriar receitas de “Elden Ring” e “Final Fantasy”.
Conclusão: qual item escolher primeiro?
Se você gosta de narrativas ricas em detalhes, comece pelos livros; se quer conteúdo visual, vá de mangá ou enciclopédia. Para quem curte experiências sociais, o RPG de mesa é imbatível. Seja qual for a escolha, cada produto aprofunda a mitologia do Continente e mantém viva a chama de Igni até a chegada do próximo game — já confirmado na Unreal Engine 5.
Com informações de Hardware.com.br