Quem acompanha a Fórmula 1 acaba de ganhar um motivo extra para ligar o cronômetro no fim de semana. A Ferrari fechou uma parceria estratégica com a IBM e passou a usar inteligência artificial generativa para transformar o aplicativo oficial da escuderia em uma plataforma muito mais interativa e personalizada. O resultado já é visível: o engajamento dos fãs nos dias de corrida cresceu 62% desde o início da colaboração.
Por dentro da aliança Ferrari + IBM
Segundo Kameryn Stanhouse, vice-presidente de parcerias esportivas e de entretenimento da IBM, a escolha da Ferrari foi “cirúrgica”. A equipe mais vitoriosa da história da F1 precisava modernizar sua presença digital, e a IBM — que já desenvolveu experiências de segunda tela para eventos como Wimbledon e US Open — viu na Scuderia um laboratório perfeito para sua suíte de IA Watsonx.
Nos bastidores, a IBM fornece a infraestrutura em nuvem e os modelos de linguagem que alimentam novos recursos no app. Do lado de Maranello, foi criado até um cargo inédito: Head de Desenvolvimento de Fãs, ocupado por Stefano Pallard, cuja missão é manter torcedores engajados durante toda a temporada — e não apenas nos domingos de GP.
O app deixou de ser um placar e virou central de entretenimento
Antes da parceria, o aplicativo da Ferrari servia basicamente para mostrar horários e resultados. Agora ele ganhou:
- Resumo de corridas gerados por IA: textos rápidos, em vários idiomas, que explicam cada volta sem jargões.
- Minigames e quizzes: pontuação cumulativa que libera conteúdos extras — ideal para quem curte competir mesmo fora da pista.
- Área de bastidores: vídeos e histórias sobre carros, estratégias e, claro, Charles Leclerc e Carlos Sainz.
- Predictor: espaço para palpites em tempo real, com ranking global entre usuários.
Um detalhe curioso: apesar de a Ferrari ser italiana, o app não tinha versão em italiano até agora. A tradução automática da IA resolveu a lacuna em poucas semanas.
Personalização de verdade: dados + IA generativa
A nova camada de IA cruza histórico de uso, preferências e localização para sugerir conteúdo sob medida. Se você costuma assistir on-board de curvas de alta, o algoritmo prioriza clipes técnicos; se prefere histórias humanas, entrega entrevistas exclusivas. Tudo é feito de forma transparente, em conformidade com LGPD e GDPR.
F1 virou pista de corrida também para big techs
Ferrari e IBM não correm sozinhas. A Oracle injeta analytics em tempo real na Red Bull Racing, a Amazon Web Services hospeda os algoritmos de aerodinâmica da Aston Martin, e a Google patrocina a McLaren com seu ecossistema Android. A diferença é que, enquanto rivais apostam em desempenho de carro, a dupla Ferrari-IBM foca no desempenho da experiência do fã.
Imagem: Natursts
O que essa novidade significa para você
• Segunda tela mais rica: com IA resumindo voltas e lances chave, seu tablet ou smartphone se torna complemento indispensável à transmissão tradicional. Vale a pena ter um dispositivo com tela de 120 Hz e boa bateria para não perder detalhes — recursos já comuns em modelos como o Galaxy S23 ou no novo iPad Air M2.
• Gamificação contínua: os quizzes premiam regularidade, não apenas acertos isolados. Um bom headset Bluetooth — como o HyperX Cloud III — melhora a imersão sem fio enquanto você navega pelo app.
• Conteúdo sob demanda: se perdeu o início da corrida, a IA gera resumos de um minuto, cinco minutos ou detalhados. Ótimo para maratonar em um monitor ultrawide ou até em um Fire TV Stick 4K.
A força feminina e a geração Z na mira
Dados da própria Fórmula 1 indicam que 75% dos novos fãs são mulheres, muitas delas pertencentes à Geração Z. A Ferrari quer falar direto com esse público, destacando iniciativas como a F1 Academy — categoria exclusivamente feminina que prepara futuras pilotos. Espera-se que as próximas versões do app entreguem filtros de conteúdo específicos, playlists de carreiras femininas na F1 e eventos presenciais alinhados com essa audiência.
Próximas voltas: realidade aumentada e NFTs colecionáveis?
Coulisses indicam que o roadmap inclui experiências de realidade aumentada (AR) para exibir telemetria sobreposta ao vídeo da corrida e até colecionáveis digitais em blockchain, expandindo a linha de produtos licenciados já vendida em e-commerce — um prato cheio para quem coleciona miniaturas e réplicas de volantes oficiais.
No ritmo em que IA e automobilismo aceleram juntas, a volta mais rápida pode ser a do seu dedo no smartphone. Fique de olho: o pit stop agora é digital — e sem limite de velocidade.
Com informações de Olhar Digital