A Realme voltou ao formato circular na sua linha de smartwatches premium e apresentou oficialmente o Realme Watch S5 na Índia. O novo vestível combina tela AMOLED de 1,43 polegada com brilho de até 1.500 nits, GPS independente que conversa com cinco constelações de satélites e bateria que promete alcançar 20 dias longe da tomada. Tudo isso parte de 7.499 rúpias indianas — cerca de R$ 428 na conversão direta —, posicionando o relógio como um rival direto de Xiaomi Watch S4, Amazfit Active e Huawei Watch GT 5 na mesma faixa de preço.
Design premium, agora com coroa rotativa de verdade
Depois de dois anos flertando com caixas retangulares, a fabricante chinesa traz de volta o visual redondo e apresenta o que chama de “Triple-Action Design”: dois botões físicos mais uma coroa giratória funcional. A solução simplifica a navegação pelos menus, aproxima a experiência do Apple Watch e ainda adiciona atalhos personalizáveis para esportes, tela inicial e assistente de voz.
A estrutura mistura liga de alumínio de 13,45 mm com vidro Panda Glass na frente, garantindo resistência a riscos sem pesar no pulso — são 49,6 g com pulseira de 22 mm em silicone removível. O índice de tela-corpo atinge 79 %, o que praticamente elimina bordas e dá ao mostrador AMOLED densidade de 302 PPI, número superior ao de concorrentes como o Amazfit Active (332 × 332 px, 326 PPI).
Hardware focado em usabilidade: GPS 5 GNSS e 4 GB para música offline
Quem pratica corrida, ciclismo ou trilhas longas tende a depender cada vez menos do smartphone. Pensando nisso, o Watch S5 chega com GPS multibanda (GPS, GLONASS, Galileo, BeiDou e QZSS), permitindo registrar treinos ao ar livre com mais precisão sem levar o celular no bolso. Há ainda 4 GB de armazenamento interno — o dobro do visto no Xiaomi Watch S4 — para sincronizar playlists e ouvir via fones Bluetooth conectados diretamente ao relógio.
O chipset ATS3089, aliado a 16 MB de RAM, roda uma interface proprietária que já conta com recurso Always-On Display, ajuste automático de brilho e Smart Night Vision para consultas rápidas no escuro.
Autonomia que dispensa carregador por quase três semanas
Dentro da caixa de alumínio vive uma bateria de 460 mAh. De acordo com a Realme, isso rende:
- 20 dias no modo Smart (AOD e notificações limitadas);
- 16 dias em uso típico diário;
- 70 horas de GPS contínuo, suficiente para provar que maratonas não serão problema.
Quando finalmente precisar de energia, bastam 2,5 h no carregador magnético incluso. Na prática, o S5 supera em 21 % o Watch 5 anterior e deixa para trás modelos como o Galaxy Watch6 (até 40 h declarados) ou o Apple Watch SE (18 h).
Monitoramento de saúde assistido por IA
Mais do que um contador de passos de luxo, o Watch S5 aposta numa suíte completa de sensores:
Imagem: Internet
- Frequência cardíaca 24/7 com alertas de pico;
- SpO2 contínuo e sob demanda;
- Análise de sono com identificação de fases;
- Medição automática de estresse + exercícios de respiração;
- Sensor de ruído ambiente com alerta de risco auditivo;
- Acompanhamento de ciclo menstrual;
- Cálculo de VO2 Max e tempo de recuperação pós-treino.
Todos os dados são trabalhados pelo algoritmo AI-Powered Health Monitoring. A big picture: quanto mais o usuário usa, mais o relógio constrói padrões e emite recomendações — similar ao que a Amazfit faz com o PAI mas com interface própria no app Realme Link.
Mais de 110 esportes, 5 ATM e compatibilidade Android/iOS
Seja na piscina (certificação 5 ATM) ou em atividades indoor, há mais de 110 perfis prontos, com detecção automática de caminhada, corrida e remo. Para quem pedala ou joga golfe, as métricas avançadas prometem enriquecer os relatórios que, por sinal, podem ser exportados para Strava através do aplicativo oficial.
Além disso, o Bluetooth 5.4 habilita chamadas telefônicas direto do pulso, controle de mídia e integração com smartphones Android 9.0+ ou iOS 11+.
Preço, disponibilidade e o que esperar no Brasil
Na Índia, o Realme Watch S5 chega em 5 de junho com preço promocional de INR 7.499 (≈US$ 80/R$ 428). A Realme não divulgou calendário global, mas, seguindo o histórico da marca, o modelo costuma aparecer primeiro em lojas do Sudeste Asiático e Europa antes de eventuais importações paralelas para o Brasil — onde impostos podem dobrar o valor.
Mesmo assim, para quem busca tela AMOLED grande, GPS autônomo e bateria de verdade sem ultrapassar a casa dos R$ 1.000, o S5 surge como candidataço a best-seller. Se o app Realme Link ganhar polimento e mais integrações, o relógio pode ocupar um espaço que hoje é dominado pelos wearables da Amazfit e pelos Xiaomi vendidos via marketplace.
Com informações de Mundo Conectado