Se você já estava contabilizando um novo “rim” para trocar de smartphone em 2025, talvez possa respirar aliviado. Segundo o respeitado analista de mercado Jeff Pu, a Apple estuda manter o preço do futuro iPhone 18 Pro na mesma faixa do atual iPhone 17 Pro, quebrando a recente maré de reajustes agressivos. Em tempos de escassez de memória RAM e tensão nas cadeias de suprimentos, essa estratégia soa quase tão ousada quanto colocar o Face ID sob a tela.
Quanto custa hoje e quanto pode custar amanhã?
Atualmente, o iPhone 17 Pro de 256 GB sai no Brasil por R$ 11.499. Jeff Pu prevê que o sucessor chegue com valor aproximado — um alívio frente aos aumentos consecutivos da geração 14 para a 15 e, depois, da 15 para a 16 (todos acima da inflação brasileira no período).
Como a Apple pretende driblar a inflação dos chips?
A chave estaria em dois movimentos:
- Produção em massa de um único “SKU”: quanto maior o volume, menor o custo unitário. A Apple vem centralizando pedidos em parceiros como a TSMC para chips e na Samsung para telas.
- Corte de custos em display e câmeras: componentes de nova geração, mas fabricados em linhas já amortizadas, devem sair mais baratos do que se imagina.
Isso não quer dizer que a Apple passe ilesa pela crise. O próprio Tim Cook admitiu que “as memórias estão mais caras do que gostaríamos”. A diferença é que em Cupertino a margem de lucro é robusta o bastante para absorver parte do impacto — algo que muitos concorrentes Android, especialmente as marcas que operam no limite do preço, não conseguem fazer.
Por que está faltando memória RAM, afinal?
O vilão atende pelo nome de inteligência artificial em nuvem. Data centers do mundo todo correm para turbinar seus clusters de IA, comprando toneladas de módulos DRAM e HBM. Some a isso a escassez de hélio — gás crucial na litografia de chips — acirrada pelos conflitos no Oriente Médio, e temos um cenário perfeito para gargalos.
O efeito dominó vai além dos smartphones: PCs gamer, SSDs e até consoles como o futuro PlayStation 6 já sofreram adiamentos ou revisão de planos de produção.
O que muda para você que joga ou cria conteúdo no celular?
Se o preço realmente não subir, o usuário ganha em duas frentes:
Imagem: reprodução
- Gráficos de console em 120 Hz: a nova GPU baseada na arquitetura de 3 nm da Apple deve entregar ray tracing por hardware com menor consumo, excelente para games competitivos.
- Fotos e vídeos mais estáveis: rumores apontam para um conjunto triplo de câmeras redesenhadas, possivelmente com sensor de 1″ na lente principal. Ótimo para quem grava em Apple ProRAW ou ProRes.
Novidades de design e tela
Fontes da cadeia de fornecedores citadas pelo MacRumors indicam que o iPhone 18 Pro receberá:
- Dynamic Island 20 % menor, liberando mais área útil de tela.
- Novo painel OLED da Samsung com tecnologia que esconde o Face ID sob o display, deixando apenas o furo da câmera frontal (ou nenhum, se a Apple adotar lente sob a tela).
- Traseira redesenhada, possivelmente em vidro fosco com moldura de titânio 2.0, mais leve e resistente.
Concorrência que se cuide
Enquanto Samsung, Xiaomi e outras fabricantes já sinalizam repasses de custos de RAM para o consumidor, a Apple pode usar o congelamento de preço como diferencial de marketing — e, claro, aumentar o ticket médio empurrando versões de 512 GB e 1 TB.
Em resumo, se o rumor se confirmar, o iPhone 18 Pro chegará ao Brasil em 2025 custando praticamente o mesmo que o atual topo de linha, porém com avanços em tela, câmeras e desempenho que saltam uma geração inteira. Para quem aguardava o momento certo de trocar de celular para jogar, fotografar ou simplesmente exibir um design renovado, vale ficar de olho nos próximos passos de Cupertino.
Com informações de Tecnoblog