A Apple voltou a abrir distância confortável da concorrência no segmento de tablets. De acordo com o mais recente levantamento da consultoria Omdia, a empresa de Cupertino controlou 40,1 % do mercado global no primeiro trimestre de 2026, contra 37,2 % no mesmo período de 2025. O grande responsável pelo salto? O iPad Air, modelo que equilibra potência de notebook com portabilidade de smartphone — combinação que fala mais alto para quem busca produtividade, estudo ou jogos em tela grande.
Por que o iPad Air ganhou tanta tração?
O relatório aponta dois vetores principais para o crescimento: lançamento de uma versão com chip M2 e clearance sales de gerações anteriores. Essa estratégia colocou o modelo em faixas de preço onde antes reinavam Samsung Galaxy Tab S8 e Lenovo Tab P12 Pro. O resultado foi um impulso nas vendas sem a necessidade de cortar muito a margem de lucro.
Em números absolutos, a Apple enviou cerca de 15,4 milhões de unidades no trimestre — quase o triplo do que qualquer marca chinesa conseguiu embarcar no mesmo intervalo. Para o consumidor brasileiro, que convive com câmbio volátil e impostos altos, essas ofertas em “estoque antigo” tornam o iPad Air de 5ª geração (chip M1) um dos melhores custos-benefícios do segmento premium.
Samsung perde fôlego, mas continua vice-líder
A sul-coreana manteve a segunda posição, porém registrou queda de 12,6 % nos envios em comparação ao primeiro trimestre de 2025. A companhia ainda depende fortemente da linha Galaxy Tab S9 — excelente em tela AMOLED e caneta S Pen, mas que estreou com preços próximos aos dos iPads. Com isso, consumidores optaram por segurar a troca ou migrar para modelos da concorrência que oferecem desempenho similar por menos.
Chinesas em ascensão: Huawei e Lenovo miram a faixa “intermediária premium”
Se a Samsung recuou, Huawei e Lenovo avançaram com força. A Huawei cresceu 28,1 % e a Lenovo, 20 %. Ambas investiram em telas de alta resolução, chips de 6 nm e suporte a canetas ativas, mas mantendo valores abaixo dos US$ 600 nos mercados internacionais. É justamente o espaço onde o usuário quer “usar Word, Netflix e um joguinho leve”, sem pagar preço de laptop gamer.
Mercado estagnado? Sim, mas com nuances importantes
O setor de tablets praticamente não saiu do lugar, com alta irrisória de 0,1 % ano contra ano. A maturidade dos chips (A-series, Snapdragon e Kirin) faz com que um aparelho de três anos atrás execute as mesmas tarefas cotidianas de um lançamento 2026. Para quem já tem um iPad de 10ª geração ou um Galaxy Tab S7, trocar deixou de ser prioridade — a não ser que haja salto significativo em acessórios, como teclado magnético ou Apple Pencil de terceira geração.
Imagem: William R
O que esses números significam para você?
- Produtividade móvel: se você edita documentos ou usa planilhas, o iPad Air M2 passou a ser o padrão “custo-eficiência” no topo do ranking.
- Jogos: títulos como Genshin Impact e Call of Duty Mobile rodam a 60 fps tanto no iPad Air M1 quanto no Galaxy Tab S9. Quem busca taxa maior de quadros pode considerar o iPad Pro M2, mas a diferença de preço é expressiva.
- Caneta stylus: Galaxy Tab ainda leva vantagem com a S Pen inclusa na caixa. Para o iPad é necessário comprar Apple Pencil separadamente.
- Vida útil: a promessa de atualizações do iPad chega a 5-6 anos, superando a média Android de 3-4 anos, fator relevante para quem parcela em 12 vezes no cartão.
Perspectiva para o próximo trimestre
Com a Apple preparando chips M3 em 3 nm e rumores de um Galaxy Tab S10 Ultra com Snapdragon 8 Gen 4, a disputa deve ficar mais apertada na Black Friday. Enquanto isso, espere promoções agressivas de Galaxy Tab S9 e iPad Air M1 em varejistas brasileiros — um cenário perfeito para quem pretendia migrar do notebook para um “2-em-1” mais leve.
No fim das contas, o consumidor sai ganhando: mais opções, preços reajustados e especificações cada vez mais próximas de um laptop intermediário. Fique de olho nas próximas semanas; a janela de ofertas antes da volta às aulas 2026 pode render economia considerável.
Com informações de Hardware.com.br