A GALAX, marca que fez história com modelos Hall of Fame (HOF) e baterias de recordes de overclock, anunciou oficialmente o encerramento de suas atividades no mercado de placas de vídeo. A partir de agora, toda a operação — da fabricação ao suporte pós-venda — passa a ser controlada exclusivamente pela Palit Microsystems, também parceira da NVIDIA.
Por que a GALAX saiu de cena?
Embora o comunicado cite apenas uma “reorganização interna”, bastidores da indústria apontam três razões-chave:
- Margens de lucro apertadas após a queda da mineração de criptomoedas;
- Custo de produção elevado em chips avançados como Ada Lovelace (RTX 40);
- Consolidação — unir linhas parecidas sob uma só empresa reduz despesas e aumenta escala.
A Palit já figurava entre as três maiores OEMs do mundo, abastecendo marcas como Gainward e própria KFA2 (nome da GALAX na Europa). Com a incorporação, a companhia fortalece sua presença global e simplifica o portfólio.
Tenho uma placa GALAX: perco a garantia?
Não. A Palit informou que honrará todos os RMA em andamento ou futuros dentro do prazo legal. O atendimento agora é centralizado pelo e-mail [email protected] e pelo portal dedicado de suporte (rma.palit.com).
E a lendária linha HOF?
Os modelos HOF eram sinônimo de PCB reforçada, BIOS liberada e coolers gigantescos — combinação que colocou vários overclockers no topo do ranking HWBOT. Até o momento, a Palit não confirmou se manterá a série sob outro nome ou se vai integrá-la às linhas GameRock ou JetStream, conhecidas pelo foco em silêncio e RGB intenso.
Impacto prático para quem pensa em comprar GPU agora
• Disponibilidade imediata: estoques de RTX 30/40 GALAX continuam nas lojas até esgotar. Preços podem cair em promoções de queima.
• Menos variedade no futuro: a próxima leva de GPUs NVIDIA pode chegar apenas com designs Palit, ASUS, MSI, Gigabyte e poucas outras parceiras.
Imagem: Internet
• Concorrência acirrada na faixa premium: sem a HOF, quem busca overclock extremo deve olhar para ASUS ROG Strix OC, MSI SUPRIM X ou EVGA Kingpin (que também saiu do mercado, aliás).
Mercado brasileiro: o que muda?
No Brasil, a GALAX ganhou popularidade graças ao trabalho de entusiastas como Ronaldo Buassali (TecLab). A saída da marca deixa um espaço para a Palit, que até então tinha presença tímida no varejo nacional. Distribuidores já negociam trazer as linhas GameRock OmniBlack e JetStream OC, com possíveis lançamentos alinhados à RTX 50 “Blackwell” em 2025.
Vale esperar pelas novas Palit ou aproveitar liquidações?
Se você precisa de performance agora — para atualizar seu setup antes dos próximos lançamentos de AAA games ou mergulhar em monitores 4K/240 Hz —, ficar de olho nos estoques remanescentes da GALAX pode render ótimo custo-benefício. Por outro lado, quem faz questão de garantia longa e quer o design mais recente em PCB e refrigeração pode aguardar a primeira leva de placas totalmente “Palit inside” no segundo semestre.
No fim das contas, o adeus à GALAX simboliza a evolução de um mercado cada vez mais enxuto, em que poucos players comandam grandes volumes. Para nós, consumidores, a boa notícia é que a competitividade de preços tende a aumentar — especialmente em promoções relâmpago que costumam pipocar nos marketplaces.
Com informações de Adrenaline