Se você acompanha o mercado de mountain bikes elétricas (e-MTB), é bom colocar as recém-anunciadas AmFlow PR Carbon e PX Carbon no seu radar. As duas linhas, desenvolvidas pela AmFlow Bikes – braço de alto desempenho da DJI –, estreiam os motores DJI Avinox M2S e M2, prometendo mais potência, silêncio e, principalmente, autonomia de até 144 km por carga.
Por que esses novos motores chamam tanta atenção?
A DJI aproveitou sua experiência em drones para criar o sistema Avinox. Agora, na segunda geração, o M2S e o M2 entregam:
- Potência máxima de 1.500 W (bem acima dos 600-800 W vistos em sistemas como Bosch Performance Line CX);
- Torque de 150 N·m, superando concorrentes como o Shimano EP8 (85 N·m);
- Algoritmo de assistência adaptativa: sensores analisam inclinação, cadência e força aplicada para definir, em tempo real, a dose exata de assistência;
- Nível de ruído reduzido, algo crítico para quem pedala em trilhas e quer ouvir mais a natureza do que o motor.
Autonomia maior, bateria menor
Um detalhe que salta aos olhos é a bateria de “apenas” 700 Wh. Mesmo com capacidade menor que a linha PL (800 Wh), a otimização eletrônica garante até 144 km em modo eco – quase o dobro do que bikes de mesma categoria conseguem. Para quem costuma pedalar trilhas longas ou fazer bikepacking, isso significa menos paradas e mais quilometragem sem “range anxiety”.
Geometria modulável: 40 combinações possíveis
A AmFlow não ficou só nos componentes eletrônicos. Os quadros em fibra de carbono variam de 2,9 kg a 3,18 kg, com ajustes finos de:
- Ângulo do tubo de direção;
- Altura do movimento central;
- Comprimento da traseira.
No total, são 40 combinações, permitindo adequar a bike ao seu estilo – seja para encarar descidas técnicas (mais slack) ou subidas travadas (caída mais agressiva).
Componentes premium de ponta a ponta
Para casar com o conjunto eletrônico, a marca recorreu a nomes de peso:
- Suspensões FOX;
- Câmbio eletrônico SRAM (nas versões Pro);
- Freios Magura de 4 pistões;
- Pneus Maxxis e Schwalbe de fábrica.
Em outras palavras, pouco espaço para upgrades imediatos – a bike já sai pronta para encarar Enduro ou All-Mountain pesado.
Conectividade: bike, câmera e celular no mesmo ecossistema
Um dos trunfos da DJI no mundo dos drones sempre foi a telemetria. Nas novas AmFlow o conceito se repete:
Imagem: Internet
- GPS embutido com suporte ao Apple Find My para rastrear a bike em caso de furto;
- App dedicado que libera ajustes de motor, atualizações OTA e exibe estatísticas de pedal;
- Integração nativa com câmeras DJI Action 5 Pro / Action 6, adicionando dados do trajeto (velocidade, altitude, potência) aos vídeos – ótimo para quem produz conteúdo de trilha no YouTube ou TikTok.
Quanto custa e quando chega?
No mercado internacional, os preços sugeridos são:
- AmFlow PR Carbon: a partir de US$ 4.999;
- AmFlow PR Carbon Pro: a partir de US$ 6.799;
- AmFlow PX Carbon: a partir de US$ 7.999;
- AmFlow PX Carbon Pro: a partir de US$ 10.199.
No Brasil, a importação dos modelos PL Carbon já beira os R$ 100 mil, portanto espere cifras semelhantes ou maiores quando (e se) as novas versões desembarcarem oficialmente.
Como elas se posicionam frente aos rivais?
Em potência bruta (1.500 W) e torque (150 N·m), as AmFlow deixam para trás motores clássicos como o Bosch CX (250 W nominais, 85 N·m) e o Shimano EP8 (250 W nominais, 85 N·m). A autonomia de 144 km também supera boa parte das concorrentes que, com baterias de 630–750 Wh, raramente passam dos 100 km em modo eco.
Para quem busca uma e-MTB de alto rendimento, mas quer algo além do “arroz-com-feijão” dos sistemas europeus, a combinação DJI + AmFlow surge como alternativa empolgante, principalmente se você já utiliza drones ou câmeras da marca e quer centralizar tudo em um único app.
No fim das contas, as novas AmFlow PR e PX Carbon são uma vitrine da ousadia que a DJI pretende levar às trilhas: quadro leve, componentes topo de linha e um powertrain que coloca muita moto elétrica no chinelo.
Com informações de Mundo Conectado