A Apple parece ter finalmente apertado o botão verde em seu primeiro celular dobrável. Fontes ligadas à cadeia de suprimentos garantem que a Foxconn já monta as primeiras unidades-teste do “iPhone Fold”, sinalizando um possível anúncio no tradicional evento de setembro. Caso o cronograma se confirme, o dobrável da Apple chegará ao mercado poucas semanas depois do Galaxy Z Fold 7, lançado em julho, mirando diretamente o segmento em que a Samsung reina com 64 % de participação.
O que muda na linha iPhone com a opção dobrável
Segundo documentos que circulam entre fornecedores, o iPhone Fold terá duas telas fabricadas pela Samsung Display: um painel externo de 5,5 ″ para uso rápido — ideal para mensagens e chamadas — e um display interno de 7,76 ″ com resolução de 2 713 × 1 920 p e taxa de atualização de 120 Hz. Aberto, o aparelho mede 167,6 × 120,6 mm, praticamente o tamanho de um iPad mini, mas com apenas 4,8 mm de espessura. É um fio de cabelo mais grosso que os 4,2 mm do Z Fold 7, porém 0,8 mm mais fino que o atual iPad Air.
Hardware de ponta: A19 Pro, 12 GB de RAM e bateria de 6 000 mAh
No coração do dispositivo bate o chip A19 Pro, uma evolução do A18 com litografia de 3 nm da TSMC. A promessa é entregar alto desempenho gráfico e eficiência energética, atributos cruciais para jogos de alta taxa de quadros e edição de vídeo em Final Cut para iOS. Complementam o pacote 12 GB de RAM e uma bateria de 6 000 mAh — a maior já vista em um iPhone —, número que supera os 4 600 mAh do rival sul-coreano.
Titânio por fora, vidro metálico amorfo por dentro
Para minimizar o temido vinco no centro da tela, a Apple aposta em uma dobradiça com vidro metálico amorfo (AMG), mesma liga usada em relógios de luxo que combina flexibilidade e rigidez. A carcaça segue a tendência do iPhone 15 Pro, construída em titânio para reduzir peso e aumentar resistência.
Biometria repaginada: adeus Face ID, olá Touch ID lateral
O módulo de câmera dupla — dois sensores de 48 MP — ficará responsável também pelo modo retrato avançado, enquanto o Face ID deve ceder lugar a um Touch ID no botão de energia. A alteração ajuda a economizar espaço na tela interna e evita o entalhe, ponto sensível quando se dobra o painel.
Preço e estratégia: US$ 2 000 para ganhar corpo no mercado
Com etiqueta estimada em US$ 2 000, o iPhone Fold será o celular mais caro da história da Apple, mas não ficará acima do teto já estabelecido pelo Galaxy Z Fold 7. A fabricante norte-americana teria encomendado cerca de 20 milhões de painéis, número bem mais ambicioso que os 3,5 milhões de unidades que a Samsung planeja para o Z Fold 8 em 2026. O volume indica que a Apple enxerga demanda reprimida em sua base de usuários premium, especialmente aqueles que hoje recorrem a iPads para multitarefa em mobilidade.
Imagem: William R
O que isso significa para você?
• Jogos e streaming: a tela interna de quase 8 polegadas em 120 Hz promete experiência semelhante a consoles portáteis, com o bônus da integração nativa com controles MFi e serviços como Apple Arcade e Xbox Cloud Gaming.
• Produtividade: a tela dividida em arrastar-e-soltar, somada ao Stage Manager do iPadOS que deve chegar ao iOS 18, coloca o iPhone Fold como um substituto de ultrabook em tarefas leves.
• Compatibilidade de acessórios: cases e películas ainda serão raridade no lançamento, mas adaptadores USB-C, hubs Thunderbolt e teclados Bluetooth já existentes funcionarão sem dor de cabeça. Para quem gosta de montar um setup móvel via Amazon, vale monitorar opções focadas em tablets de 8 ″.
Ao alinhar preço ao concorrente direto e produzir em larga escala na Foxconn, a Apple deixa claro que não quer apenas um gadget de vitrine, mas sim um novo pilar na linha iPhone. Setembro promete ser o mês decisivo para sabermos se o mercado dobrável continuará dominado pela Samsung ou se entrará, de vez, na zona de realidade distorcida de Cupertino.
Com informações de Hardware.com.br