Um quadrilhão de operações por segundo, 128 GB de memória unificada e suporte para modelos de até 200 bilhões de parâmetros — tudo em um gabinete que entra direto no seu data center. Esse é o cartão de visitas do Ascent GX10, supercomputador compacto de inteligência artificial que chega ao Brasil graças à parceria entre Positivo Servers & Solutions e ASUS. A novidade abre caminho para que empresas, universidades e startups treinem e executem IA avançada localmente, sem depender 100% da nuvem.
Por que 1 PFlop faz diferença?
Um petaflop equivale a 1 quadrilhão de operações de ponto flutuante por segundo. Para efeito de comparação, a geração anterior de workstations voltadas a IA costumava girar na casa dos teraflops — mil vezes menos. Com essa potência, tarefas como treinamento de LLMs (Large Language Models) ou criação de pipelines de visão computacional que antes demoravam dias podem cair para horas, reduzindo o time-to-market de projetos críticos.
O que há dentro do Ascent GX10
- Superchip NVIDIA Grace Blackwell (GB200), composto por CPU Grace (arquitetura Arm) e GPU Blackwell com Tensor Cores de última geração.
- 128 GB de memória unificada HBM, eliminando gargalos entre CPU e GPU.
- Armazenamento NVMe de alta velocidade para alimentação contínua dos modelos.
- Plataforma NVIDIA DGX Spark, mesma base usada em data centers globais de IA generativa.
- Suporte nativo a CUDA, TensorRT e bibliotecas de machine learning, acelerando a migração de códigos existentes.
Concorrentes e evolução
Até agora, quem precisava de algo semelhante no Brasil recorria a workstations baseadas em GPUs H100 ou soluções DGX completas — ambas mais volumosas e, muitas vezes, sem suporte local em português. O Grace Blackwell entrega até 30% mais eficiência energética por flop e dobra a largura de banda de memória em relação ao combo CPU x86 + GPU Hopper, segundo a NVIDIA. Em outras palavras, é mais poder usando menos energia e ocupando menos espaço.
Impacto prático para o seu projeto de IA
Latência zero de nuvem: rodar modelos localmente significa resposta instantânea, crucial para aplicações em medicina, finanças e manufatura onde milissegundos valem ouro.
Segurança de dados: manter datasets sensíveis in-house ajuda a cumprir LGPD e políticas de compliance.
Custo previsível: ao contrário do “pay-as-you-go” da nuvem, o investimento é fixo, facilitando o controle orçamentário em longo prazo.
Escalabilidade modular: clusters podem ser formados conectando várias unidades do GX10, graças às interfaces de alta performance.
Suporte local e integração corporativa
Positivo e ASUS prometem instalação, configuração e manutenção com técnicos sediados no Brasil, além de compatibilidade direta com infraestruturas já presentes em data centers corporativos. Para quem opera em setores regulados — saúde, telecom, governo — esse suporte em português é frequentemente o diferencial que viabiliza o projeto.
Imagem: Internet
Para quem é o Ascent GX10?
• Startups de IA generativa que querem iterar rápido sem queimar orçamento na nuvem.
• Universidades e centros de pesquisa que precisam compartilhar recursos entre múltiplos grupos de estudo.
• Empresas tradicionais que desejam trazer modelos proprietários para dentro de casa a fim de preservar segredos industriais.
Com especificações de tirar o fôlego, formato compacto e suporte brasileiro, o Ascent GX10 chega para democratizar — dentro do possível — o acesso ao que existe de mais moderno em hardware de IA. Se a sua organização está pronta para treinar o próximo modelo que vai revolucionar o mercado, este “mini colosso” merece um lugar na lista de compras.
Com informações de Mundo Conectado