Um novo relatório da OOKLA, dona do popular Speedtest, indica que a aposta da Apple em um design ultrafino finalmente encontrou seu público. Segundo a análise, o recém-lançado iPhone 17 Air já responde por 6,8 % dos iPhones em uso no período pós-lançamento, mais do que o dobro dos 2,9 % alcançados pelo iPhone 16 Plus na mesma janela de 2023. O salto não só encerra a má fase dos “intermediários” da Apple, como também rouba fatia do poderoso iPhone Pro.
Por que o Air convenceu onde o Plus fracassou
Desde o fim da linha Mini, a Apple buscava um quarto modelo capaz de ocupar o espaço entre o “básico” e o “topo de linha”. O Plus entregava apenas tela maior; o Air, por outro lado, reduz espessura e peso, elementos que consumidores vêm valorizando mais do que centímetros extras de display. Na prática, isso significa:
- 8,4 mm de espessura (−1,2 mm versus iPhone 17), um alívio no bolso e na pegada;
- Corpo 15 % mais leve, sem sacrificar a bateria de 4.000 mAh;
- Novo modem proprietário Apple C1X, que se aproxima do Qualcomm Snapdragon X70 em velocidade, mas entrega menor latência.
Efeito cascata: o Air canibaliza o irmão Pro
A pesquisa detectou que a participação do iPhone 17 Pro recuou de 34,9 % para 30,6 % no comparativo geração a geração. Ou seja, parte dos entusiastas abriu mão de câmeras avançadas em troca de portabilidade. O Pro Max, voltado ao público premium que prioriza tela grande e todos os recursos, mantém reinado absoluto acima de 55 % — inclusive no Brasil.
Mercados onde o Air brilha (e onde ainda patina)
O design fino teve recepção entusiástica na Coreia do Sul (11,2 %), Japão e grandes capitais europeias, regiões em que estilo e inovação estética costumam ditar tendência. Já em países mais sensíveis a preço — Brasil, Índia e parte da América Latina —, o Air ficou abaixo de 4 %. A Apple deve calibrar promoções locais, especialmente em bundles com acessórios MagSafe, para ampliar adoção.
Modem C1X: menos ping para jogos e streaming
Para quem joga Call of Duty Mobile ou faz lives no TikTok, a troca do modem Qualcomm pelo Apple C1X importa mais do que parece. O relatório mostra queda média de 18 % na latência e estabilidade superior em redes 5G sub-6 GHz. Isso se traduz em respostas mais rápidas nos comandos — algo que gamers mobile e criadores de conteúdo sentem na hora.
Como o Air se posiciona frente aos rivais Android
No universo Android, quem oferece proposta similar de leveza e performance é o Samsung Galaxy S24 (7,6 mm e 167 g) e o Nothing Phone (2a). Contudo, nenhum deles traz a integração do ecossistema iOS, ponto decisivo para usuários de Apple Watch, AirPods ou MacBooks. Para quem pensa em trocar de smartphone sem abrir mão de conforto e bateria, o Air desponta como opção equilibrada.
Imagem: Internet
O que esperar para 2025
Com a confirmação de que “fino vende”, analistas apostam que o iPhone 18 Air ganhará ainda mais diferenciais — entre eles, rumores de Dynamic Island menor e câmera periscópica compacta. Se isso se confirmar, o modelo pode pressionar ainda mais o iPhone Pro, forçando a Apple a acelerar inovações exclusivas na linha premium.
Em resumo, o sucesso inicial do iPhone Air mostra que design e ergonomia voltaram ao centro da conversa. A era da “tela cada vez maior” pode ter encontrado seu limite, abrindo espaço para dispositivos que cabem melhor na mão — e no bolso — do usuário moderno.
Com informações de Mundo Conectado